Guia NBA 2025-26: Utah Jazz
O que esperar do Jazz em 2025-2026? Confira a análise
Jazz: a pior campanha da NBA
A temporada 2024–25 foi a mais difícil do Utah Jazz em anos recentes. Bem como, o time terminou com um retrospecto de 17-65, ficando em último no Oeste e fora dos playoffs da NBA. Esse resultado marcou o aprofundamento de um processo de reconstrução que já vinha sendo moldado por trocas e escolhas altas nos últimos ciclos.
No plano qualitativo, a campanha deixou sinais contraditórios. Por um lado, a equipe mostrou pontos de evolução defensiva em blocos e proteção de cesta graças a Walker Kessler; por outro, houve muita inconsistência ofensiva e definição de identidade – faltou regularidade nos arremessos e criatividade coletiva para compensar a fragilidade das peças individuais do elenco.
Além disso, a utilização de Lauri Markkanen como núcleo ofensivo teve momentos de brilho, mas também episódios em que o front office e a comissão técnica optaram por preservar saúde do atleta – que brilhou no EuroBasket com a Finlândia – e priorizar desenvolvimento, o que afetou a continuidade competitiva.
A rotação oscilou entre partidas promissoras e longos trechos de baixa produção. O banco teve atuações pontuais (como de Brice Sensabaugh em jogos isolados), mas faltou profundidade confiável para proteger a equipe em sequências de derrotas.
Taticamente, Will Hardy manteve princípios claros – ritmo controlado, movimentação sem bola e proteção ao aro – porém a clara falta de química, qualidade técnica e a baixa experiência de boa parte do plantel resultaram em lapsos de comunicação defensiva e em problemas na criação em momentos decisivos.
Ou seja, a leitura da última temporada é bem direta. O Utah Jazz ainda está em fase de reconstrução, com duas peças centrais que valorizam o núcleo (Markkanen e Kessler), mas com uma necessidade óbvia de maturar jovens, adicionar arremessadores confiáveis e estabilizar a gestão de minutos.
A extensão de confiança ao treinador mostra que a organização aposta no projeto de longo prazo, mesmo diante dos resultados negativos em quadra.
Jazz garante chegada de jovens promissores no Draft
A offseason do Jazz foi marcada por movimentos táticos e algumas trocas típicas de uma franquia em reconstrução. Então, o time se envolveu em várias negociações de menor porte – assumindo jogadores veteranos em trocas, recebendo picks de segunda rodada e abrindo espaço para apostar em jovens.
Entre as movimentações mais comentadas, Utah recebeu Kevin Love e Kyle Anderson em um acordo de múltiplas equipes, além de assegurar picks e ativos que reforçam a profundidade de curto prazo. Em outra operação, o Jazz adquiriu também Georges Niang em troca com o Boston Celtics, trazendo um ala-pivô experiente para o vestiário.
No Draft, chegou, possivelmente, o grande nome do futuro da franquia, o ala-armador polêmico de Rutgers Ace Bailey. Imediatamente, ele chega com status de titular e como grande peça para acelerar o processo de rebuild de Utah. Além disso, com a 21ª escolha geral, o time buscou Walter Clayton Jr, outra interessante peça de desenvolvimento no perímetro que se destacou com Florida no Final Four da NCAA.
Outras picks e jogadores de menor expressão acabaram sendo peças para novas movimentações, refletindo uma offseason ativa e com foco em escolhas futuras e flexibilidade salarial. Paralelamente, o front office também participou de acordos maiores como facilitador em trocas que envolveram nomes de peso em outros elos da liga, o que trouxe ativos com pouca garantia de impacto imediato.
A leitura do pacote de operações é clara: o Jazz priorizou acumular escolhas e ajustar o teto salarial, ao mesmo tempo em que trouxe perfis veteranos que podem ajudar os jovens. Isso reduz a pressão sobre o time a curto prazo e preserva a janela para desenvolver prospectos ao lado de Markkanen e Kessler.
Contudo, o acúmulo de escolhas de segunda rodada e contratos de curto prazo significa que o salto qualitativo imediato depende fortemente do desenvolvimento interno e da capacidade da comissão técnica em integrar os novatos rapidamente.
Por fim, o Jazz ganhou flexibilidade e ativos de desenvolvimento, mas faltou uma aquisição de alto impacto que acelerasse a volta à competitividade. As trocas e contratações ajudam no processo de reconstrução, porém deixam a equipe em posição de dependência do crescimento interno e de escolhas futuras, em vez de entregar um upgrade imediato para animar o torcedor em Salt Lake City.
Briga deve ser novamente por escolhas altas
Imediatamente, espera-se mais crescimento do que vitórias, isso está mais do que claro. Com Will Hardy respaldado por uma extensão contratual e um núcleo liderado por Lauri Markkanen, o Jazz deve focar no desenvolvimento de jovens jogadores, na proteção do aro por Kessler e em melhorar o espaçamento com atiradores pontuais.
Além disso, os calouros Ace Bailey e Walter Clayton Jr prometem trazer empolgação para a torcida, com seus estilos agressivos, principalmente no lado ofensivo. De qualquer forma, o time, provavelmente, seguirá na briga por experiência de rotação e por consolidar uma base que, a médio prazo, busque subir na tabela do Oeste.
Talvez, algumas vitórias a mais do que na última temporada, mas, a princípio, Utah não briga de forma alguma por playoffs, nem play-in.

(Foto: Chris Nicoll-Imagn Images)
Walker Kessler se prepara para ano decisivo
Walker Kessler – Antes uma mera aposta defensiva, Kessler evoluiu, se tornando um verdadeiro monstro no garrafão com seus tocos, rebotes e exímia marcação. Agora, ele é um grande fator que pode acelerar o progresso do Jazz, de diversas formas.
Primeiro, tecnicamente, com sua presença de aro elite, capacidade de bloqueio e impacto ao coletar rebotes defensivos e ofensivos, Kessler muda o espectro do time em ambos os lados da quadra. Prova disso é sua evolução ofensiva (movimento nos pick-and-rolls e finalizações perto da cesta), o que pode liberar Markkanen para jogadas de espaçamento.
Por outro lado, assim como na temporada passada, ele deve voltar a ser alvo constante de especulações em trocas. Então, dependendo do pacote que for oferecido ao Utah Jazz, ele pode se tornar reforço de alguma grande equipe – e render altas escolhas de Draft e jogadores promissores capazes de mudarem o futuro da franquia.
Will Hardy é capaz de melhorar o ataque?
O grande problema do Utah Jazz na temporada passada foi a completa falta de consistência ofensiva. Embora Lauri Markkanen tenha produzido em nível decente quando saudável, a equipe mostrou enorme dependência de suas criações individuais e sofreu muito quando ele estava fora ou limitado.
Essa ausência de alternativas gerou um ataque previsível, com baixo aproveitamento no perímetro e pouquíssima capacidade de quebrar defesas bem organizadas. O resultado foi um time que raramente conseguia sustentar sequências positivas, perdendo ritmo e confiança ao longo dos jogos.
Para mudar esse cenário, o Jazz precisa atacar diferentes frentes. A primeira envolve o desenvolvimento de jovens playmakers e a utilização de veteranos capazes de organizar o ataque. Jogadores como Collin Sexton e Keyonte George precisam mostrar evolução na leitura de jogo, criando para os companheiros em vez de depender apenas da explosão física.
A segunda frente é a busca por arremessadores consistentes. Portanto, Markkanen precisa de um novo parceiro no espaçamento do garrafão, que pode ser Kyle Filipowski, em seu segundo ano na liga. O pivô, diferentemente de Kessler, tem a capacidade de pontuar tanto dentro quanto fora do garrafão. Ainda assim, integrar especialistas em catch-and-shoot, ou acelerar o desenvolvimento de alas jovens com potencial de perímetro é fator essencial em Utah.
Por fim, a sinergia entre Markkanen e Kessler deve ser prioridade, assim como o desenvolvimento de Bailey, Filipowski e outros. Usar mais jogadas combinadas e melhor movimentação fora da bola pode criar situações de desequilíbrio que exploram as virtudes desses jogadores.
Em resumo, o sucesso do Jazz passa por encontrar identidade ofensiva, melhorar a circulação de bola e aproveitar ao máximo a dupla Markkanen/Kessler. Só assim a reconstrução poderá dar o salto necessário rumo a uma campanha mais competitiva, embora distante do nível competitivo ideal.
Reviews
Depósito mínimo
Bônus e Ofertas
NBA
NFL
Métodos de Pagamento
Melhores Slots
Ferramentas e Recursos
Como apostar
Esports
Futebol
Reviews
Depósito mínimo
Bônus e Ofertas
NBA
NFL
Métodos de Pagamento
Melhores Slots
Ferramentas e Recursos
Como apostar
Esports
Futebol
NBA
Atlanta Hawks
Boston Celtics
Detroit Pistons
Indiana Pacers
Miami Heat
Milwaukee Bucks
New York Knicks
Orlando Magic
Philadelphia 76ers
Toronto Raptors
Washington Wizards
Dallas Mavericks
Golden State Warriors
Memphis Grizzlies
Minnesota Timberwolves
New Orleans Pelicans
Oklahoma City Thunder
Phoenix Suns
Portland Trail Blazers