Guia NBA 2025-26: Charlotte Hornets
O que esperar dos Hornets em 2025-2026? Confira a análise
Hornets: mais um ano de reconstrução
Sem disputar uma partida de playoffs há nove anos, o Charlotte Hornets parece ter entrado em um processo de reconstrução constante. Na temporada 2024-25, a primeira sobre o comando do treinador Charles Lee, contratado do Boston Celtics após trabalhar como assistente na campanha do título da NBA em 2023-24, existia a expectativa por uma melhora.
A franquia não era vista como favorita na Conferência Leste, longe disso. Mas, contava com um núcleo jovem interessante, centrado especialmente em LaMelo Ball, Mark Williams e Brandon Miller, terceiro colocado na votação para o prêmio de novato do ano durante a penúltima temporada, atrás apenas de Victor Wembanyama e Chet Holmgren.
Uma das maiores preocupações dos Hornets, no entanto, era sobre a capacidade de seus principais jogadores em se manterem saudáveis. Ball vinha de duas campanhas onde esteve presente em apenas 58 dos 164 compromissos possíveis diante dos insistentes problemas no tornozelo. Williams, por sua vez, somava 62 partidas no mesmo período.
Os temores se confirmaram, e diversos atletas de Charlotte acabaram perdendo grande parte da temporada por conta das lesões. A pior delas, porém, acabou sendo a de Miller. Depois de uma campanha de estreia saudável, o ala passou por uma cirurgia para corrigir um ligamento rompido no pulso, que o tirou de ação depois de apenas 27 confrontos.
Lamelo esteve presente em 47 jogos, sua melhor marca desde 2021-22, quando foi All-Star, até que também acabasse submetido a procedimentos cirúrgicos no tornozelo e no pulso. Williams, por fim, protagonizou o caso mais curioso.
O pivô começou a temporada lesionado e entrou em quadra pela primeira vez em dezembro. Então, emplacou boa sequência de jogos e, em fevereiro, durante a trade deadline, acabou trocado para o Los Angeles Lakers.
Os Hornets receberam alguns ativos na negociação, entre eles Dalton Knecht, que já havia realizado o primeiro treinamento pelo time. Contudo, os médicos dos Lakers detectaram problemas nos exames médicos de Williams e acabaram cancelando a transação. Em seguida, Williams retornou para a Carolina do Norte e, mesmo diante das desconfianças, terminou a temporada saudável, atuando normalmente.
Outros jogadores importantes como o veterano Grant Williams e o habilidoso Tre Mann, que teve bom início de campanha, também se lesionaram e desfalcaram a equipe por longo tempo. Dados todos os problemas de contusão, Charlotte naturalmente registrou mais um péssimo retrospecto em 2024-25, finalizando na penúltima posição da Conferência Leste com 63 derrotas e somente 19 vitórias, uma a mais que o lanterna Washington Wizards.
Antes mesmo de sofrer com as ausências mencionadas, entretanto, o desempenho também não era dos melhores. Até o final do mês de dezembro, quando ainda contava com a maioria de seus destaques, os Hornets somava apenas sete triunfos e 25 reveses.
Hornets buscam reforços estratégicos para dar um passo à frente no Leste
A princípio, o Charlotte Hornets entrou na offseason da NBA com uma missão evidente: reformular o seu elenco através do Draft. E assim o fez. A franquia não chegou a escolher cinco jogadores na primeira rodada, como foi o caso do Brooklyn Nets, mas saiu da noite de seleção com um total de quatro novos jogadores: Kon Knueppel, Liam McNeeley, Sion James e Ryan Kalkbrenner.
Quarta escolha geral, Knueppel é o mais promissor do grupo. Companheiro de Cooper Flagg na Universidade de Duke, o ala-armador é um excelente arremessador e consegue pontuar consistentemente nos três níveis: infiltrações, meia-distância e perímetro.
Defensivamente, ainda precisa evoluir, mas compensa a falta de agilidade lateral com muito esforço e boa leitura de jogadas. Deve ser titular do time desde o primeiro dia de temporada regular.
McNeeley chegou no fim da primeira rodada, mais precisamente na 29ª posição, e era cotado para sair mais cedo por diversos especialistas. O ala é um pontuador completo e um defensor competente, e ainda que não seja excepcional em nenhum quesito, tem características que podem lhe garantir bons minutos na rotação.
Apesar do aproveitamento ruim no perímetro em sua passagem pela Universidade de Connecticut, os 87% conquistados na linha do lance livre sugerem que seu arremesso de 3 pontos também deve ser confiável durante a carreira.
Também vindo de Duke, James é um armador que trabalha muito no lado defensivo da quadra e costuma tomar boas decisões no ataque, mesmo não sendo um passador clássico. Kalkbrenner, por sua vez, é o nome mais intrigante entre os quatro, mas falaremos mais sobre ele em breve.
Via troca, os Hornets adquiriram o armador Collin Sexton, do Utah Jazz, abrindo mão do pivô Jusuf Nurkic. Sexton não correspondeu às expectativas que eram colocadas sobre ele nos tempos de Cleveland Cavaliers, mas é um excelente criador de jogadas e consegue produzir os próprios pontos com facilidade. Além disso, pode ser um reforço importante em um backcourt que sofre tanto com lesões.
Pat Connaughton chegou do Milwaukee Bucks em uma negociação em que Charlotte recebeu duas escolhas de segunda rodada para acomodar o salário do jogador. Provavelmente será dispensado antes do início da temporada, mas, caso não seja, pode garantir uma presença veterana com anel de campeão no currículo ao vestiário.
Por falar em experiência, quem também chegou foi Spencer Dinwiddie. Mais um reforço para armação, é um atleta provado e com boas características ofensivas. O veterano Mason Plumlee, por sua vez, assinou na free agency para uma segunda passagem pela franquia, que defendeu entre os anos de 2021 e 2023.
A saída de maior destaque é justamente a de Mark Williams. Depois de toda a novela envolvendo a ida para os Lakers, o pivô acabou trocado para o Phoenix Suns. Os Hornets passaram longe de receber o excelente pacote enviado por Los Angeles na primeira oportunidade, mas garantiram duas escolhas de final de primeira rodada no processo (uma delas utilizada para selecionar McNeeley).
Charlotte é capaz de sair da parte de baixo da tabela?
As últimas temporadas da NBA nos ensinaram uma lição valiosa: a liga vem recompensando cada vez menos as piores campanhas. Em 2024-25, o Dallas Mavericks disputou o Torneio de Play-In e, mesmo assim, acabou sorteado com a primeira escolha do Draft de 2025. O Jazz, dono do pior retrospecto, recebeu apenas a quinta, abaixo, inclusive, do próprio Charlotte Hornets.
No ano anterior, o Atlanta Hawks tinha apenas a nona maior chance de garantir a pick de número 1, e mesmo assim aconteceu. Já o Detroit Pistons, time de pior campanha, também ficou apenas com a de número 5. O mecanismo de loteria do Draft, votado e aprovado pelas franquias, vem sendo cada vez mais cruel com as piores equipes, ainda que as chances estejam do lado delas.
Portanto, isso posto, é a hora dos Hornets almejarem algo a mais na enfraquecida Conferência Leste. O caso dos Pistons, por sinal, pode ser uma grande inspiração. Depois de anos de péssimas decisões e duas temporadas consecutivas sendo o lanterna da liga e quebrando recordes negativos, a franquia deu a volta por cima e conseguiu uma classificação direta para os playoffs, vencendo seu primeiro jogo de pós-temporada desde 2008.
Obviamente, o cenário de Detroit é uma exceção à regra, e não significa que Charlotte, após as movimentações da intertemporada, tenha qualidade suficiente para brigar por uma vaga nos playoffs. Mas, mostra que é possível brigar por uma campanha digna e que dê alegria aos torcedores sem se prender à loteria do Draft ou à imprevisível estratégia do ‘tank’.
Os Hornets têm qualidade em seu elenco e, mesmo com lacunas evidentes, podem ser pelo menos competitivos caso consigam manter suas principais peças saudáveis.

Foto: Arthur Ellis-Imagn Images
Novato Ryan Kalkbrenner deve brigar por espaço no garrafão
Medindo 2,13 m, o pivô da Universidade de Creighton foi a última escolha do Charlotte Hornets no Draft, selecionado na posição de número 34. O jovem de 23 anos teve uma carreira completa na NCAA, e durante suas cinco temporadas, recebeu quatro prêmios de defensor do ano na Conferência Big East.
Em três delas, liderou a Big East em tocos por partida, conseguindo inclusive uma média superior a três em 2023-24. Já em sua última campanha no college, recebeu diferentes seleções para os times All-American, ao lado, por exemplo, de Cooper Flagg.
Como fica evidente pelos números, Kalkbrenner é um grande protetor de aro e um excelente defensor na área pintada, ainda que tenha limitações marcando no perímetro. No ataque, tem recursos variados para definir próximo à cesta e tem tudo para ser uma excelente opção de pick’n roll para LaMelo Ball, Collin Sexton e companhia.
Além de ser o mais velho entre os novatos dos Hornets, o pivô preenche ainda uma necessidade evidente no elenco. Durante a última temporada, a franquia abriu mão de Nick Richards, uma das principais opções para o garrafão. Já na offseason, se desfez também de Mark Williams, titular da posição até o momento. Atualmente, portanto, Charles Lee conta apenas com Kalkbrenner e o veterano Plumlee como pivôs de ofício.
O francês Moussa Diabate também exerceu a função ao longo dos 71 jogos em que participou na última temporada, e deve ganhar alguns minutos. Já o veteraníssimo Taj Gibson ainda está no plantel, mas deve ser dispensado em breve. Diante desta situação, é difícil imaginar que Kalkbrenner não posso ganhar protagonismo, até mesmo, no time titular.
Calouros naturalmente precisam de tempo de adaptação, mas, o pivô é apenas cinco meses mais novo que Anthony Edwards, do Minnesota Timberwolves, por exemplo. Dessa forma, já se desenvolveu por completo fisicamente e desembarca em um time que não briga por grandes ambições ao longo de 2024-25.
A princípio, Diabate fez um ótimo trabalho defensivo ao longo da última campanha. E, até por isso, deve ganhar a vaga de titular inicialmente. Porém, Kalkbrenner é mais talentoso ofensivamente e é tão capaz quanto o companheiro no outro lado da quadra.
Fato é que, caso o novato consiga repetir o desempenho demonstrado nos tempos de universidade, Charlotte estará muito bem servido no quesito. E uma defesa consistente pode ser um excelente primeiro passo para a montagem de um time mais competitivo.
Melhorar o aproveitamento do perímetro pode ser o caminho
É evidente que, uma equipe que perdeu 63 partidas na última temporada, tem uma série de problemas a serem resolvidos. Um dos principais, no entanto, é o desempenho no perímetro. O Charlotte Hornets teve o segundo pior ataque da NBA em 2024-25, muito por conta da incapacidade de acertar arremessos de 3 pontos. O aproveitamento de 33,9% foi o terceiro menor entre todas as franquias da liga.
O percentual de acertos em catch and shoot, em especial, foi péssimo. Com 35,3%, esteve à frente apenas de Orlando Magic, Washington Wizards e Portland Trail Blazers, mesmo não estando entre os dez que menos tentaram arremessos desse tipo. Esse número, contudo, pode passar por uma transformação ao longo da próxima campanha. Principalmente por conta, novamente, dos calouros.
Knueppel é a maior esperança neste sentido. O ala-armador acertou 40,6% das tentativas da linha de 3 por Duke, liderando ainda a Conferência ACC em aproveitamento da linha do lance livre, com 91,4%. As estatísticas ajudam a traduzir o talento do jovem nos arremessos, característica que deve ajudar a elevar o patamar do ataque dos Hornets.
McNeeley, como mencionado anteriormente, teve algumas dificuldades com os arremessos na NCAA, mas já vem dando indícios de melhora. Na NBA Summer League, por sinal, chutou para 42,3% nas bolas triplas. Até mesmo o pivô Kalkbrenner mostrou evolução no quesito, acertando 34,4% em sua última temporada por Creighton.
Cercar LaMelo Ball de bons arremessadores é fundamental para o planejamento ofensivo de Charlotte, visto que o armador costuma atrair grande atenção das defesas adversárias e tem uma visão de jogo acima da média, encontrando companheiros livres com frequência.
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