Guia NBA 2025-26: Dallas Mavericks
O que esperar dos Mavericks em 2025-2026? Confira a análise
Mavs: a troca de Luka Doncic
Nenhum outro torcedor viveu uma montanha russa de emoções tão grande quanto o do Dallas Mavericks nos últimos meses. A franquia texana iniciou a temporada 2024-25 cheia de expectativas após alcançar a terceira final de NBA de sua história no ano anterior. Diante de uma oscilação natural nos primeiros meses, a equipe ainda se encontrava entre os primeiros do Oeste na virada do ano.
Porém, na madrugada do dia 2 de fevereiro, o general manager Nico Harrison resolveu se desfazer de um dos maiores jogadores dos Mavericks em todos os tempos. Assim, enviou o astro Luka Doncic ao Los Angeles Lakers, junto com Maxi Kleber e Markieff Morris, em troca de Anthony Davis, Max Christie e uma escolha de primeira rodada do Draft de 2029. A negociação envolveu também o Utah Jazz.
Como era de se esperar, os torcedores de Dallas se revoltaram com a decisão de Harrison. A partir de então, diversos protestos e até mesmo ameaças contra o executivo passaram a fazer parte do dia-a-dia do time. Para piorar a situação, Davis, principal ativo recebido na transação, se machucou no terceiro quarto de sua estreia pelos Mavs, diante do Houston Rockets.
Os meses seguintes se transformaram em um verdadeiro pesadelo para os fãs. Dentro de quadra, o elenco acumulava lesões em sequência, incluindo a mais séria, de Kyrie Irving, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho contra o Sacramento Kings, em março. Fora dela, Harrison seguia tentando justificar a troca de Doncic repetindo, ainda que sem contexto algum, o mantra de que “defesa vence campeonatos”.
Já na reta final da campanha, Davis retornou de lesão e a equipe comandada por Jason Kidd emplacou uma sequência positiva, garantindo uma vaga no Torneio de Play-In, com 39 vitórias, 43 derrotas e a décima colocação do Oeste.
A vitória sobre os Kings levou os Mavericks à disputa do oitavo lugar contra o Memphis Grizzlies, e a derrota para Ja Morant e companhia encerraram, com requintes de crueldade, uma temporada de tormento no American Airlines Center.
Quando tudo parecia perdido, a franquia protagonizou uma das histórias mais inacreditáveis dos últimos anos na NBA. Mesmo com apenas 1,98% de chance, o Dallas Mavericks terminou sorteado com a primeira escolha do Draft de 2025, e as expectativas para a temporada 2025-26 rapidamente se transformaram.
Chegada de Cooper Flagg no Draft marca a offseason
O grande reforço da offseason foi, obviamente, a chegada de Cooper Flagg. Primeira pick do Draft, o jogador brilhou pela Universidade de Duke na temporada da NCAA e aparece como um dos principais prospectos do basquete no século.
A escolha de Flagg não pode ser considerada um mérito do front office, visto que todas as outras 29 franquias muito provavelmente teriam feito o mesmo caso terminassem premiadas com o topo da ordem de seleção.
Apesar disso, diante do drama vivido nos meses anteriores, os torcedores dos Mavs respiraram aliviados quando Adam Silver anunciou, na noite do Draft, que o ala-pivô estava desembarcando oficialmente em Dallas. Já na disputa da NBA Summer League, o jovem de 18 anos brilhou pela primeira vez com o uniforme da franquia, ainda que tenha disputado apenas duas partidas.
Flagg é um talento geracional. Um verdadeiro ‘playmaker’ na defesa, consegue defender múltiplas posições e deve se destacar desde os primeiros minutos deste lado da quadra. Ofensivamente, ainda precisa melhorar o arremesso de 3 pontos, mas é eficiente nas infiltrações, tem um bom arremesso de meia-distância e uma ótima visão de jogo.
Antes da abertura da free agency, o Dallas Mavericks acertou uma extensão contratual de três anos e US$ 118,4 milhões com Kyrie Irving. O armador, assim, aceitou uma redução em seu salário previsto para 2025-256, fazendo com que o time conseguisse se manter abaixo do temido ‘first apron’.
Dessa forma, com o contrato de mid-level exception à disposição, os Mavs acertaram a contratação de D’Angelo Russell por dois anos e US$ 11,6 milhões.
Aos 29 anos, Russell vem de sua pior temporada na carreira em média de pontos, com 12,6 em 58 compromissos. A turbulenta segunda passagem pelos Lakers acabou com uma troca para o Brooklyn Nets, equipe pela qual o armador desfrutou do maior sucesso em sua trajetória.
Agora, ele tenta se recuperar em um Dallas que precisava desesperadamente de talento na armação. O novo camisa 5 dos texanos deve ganhar bons minutos já no início da campanha, diante da ausência de Irving, e será peça importante da rotação, principalmente se conseguir recuperar o bom aproveitamento do perímetro (41,5%) demonstrado em 2023-24.
Entre as saídas, destaque para Spencer Dinwiddie e Olivier-Maxence Prosper. O primeiro, já veterano, supriu um bom papel no banco de reservas durante a última temporada, mas não deve fazer tanta falta. Já Prosper, escolha de primeira rodada em 2023, não teve a sequência necessária para se desenvolver, e acabou dispensado diante do leque profundo de opções no frontcourt.
Expectativas altas no acirrado Oeste para o Dallas Mavericks
Como mencionado anteriormente, a chegada de Cooper Flagg transformou completamente as expectativas do Dallas Mavericks para 2025-26. Até então desacreditado, o time voltou a fazer parte do pelotão de concorrentes da Conferência Oeste. Agora, o ‘teto’ do plantel parece condicionado à duas questões principais. A primeira é o impacto imediato de Flagg.
Ainda que seja dono de um talento incontestável, o novato tem apenas 18 anos, e a adaptação em uma liga tão competitiva como a NBA costuma demandar tempo. Além disso, ele se encontra em uma situação diferente da maioria das grandes promessas que desembarcam na liga. Ao contrário de Victor Wembanya, Cade Cunningham ou Paolo Banchero, citando apenas exemplos recentes, Flagg chega à uma equipe já consolidada e com grandes ambições.
O jovem já se mostrou animado pela oportunidade, e agora resta saber o quanto ele poderá contribuir em sua primeira campanha. Dallas tem um elenco profundo e recheado de ótimas opções, principalmente nas posições de ala e pivôs. A lista de ótimos coadjuvantes é extensa, contando com P.J. Washington, Daniel Gafford, Dereck Lively, Naji Marshall, Caleb Martin, Klay Thompson, entre outros.
No entanto, a equipe ainda não conta com uma identidade definida desde a saída de Doncic. Muito por conta das lesões, que impediram uma sequência dos titulares e fizeram com que Anthony Davis e Kyrie Irving disputassem apenas 42 minutos juntos. Resolver essas questões identitárias será o grande desafio de Kidd e sua repaginada comissão técnica.
Por fim, o sucesso dos Mavs passa diretamente pela capacidade de Flagg de desenvolver o potencial que se espera dele já na primeira temporada, e também pela saúde de suas principais peças. Todavia, pensando no melhor cenário, parece certo que a equipe é capaz de brigar, pelo menos, pelo mando de quadra nos playoffs do Oeste.

(Foto: Troy Taormina-Imagn Images)
Retorno de lesão de Kyrie eleva o patamar do time
No início da sessão anterior, mencionamos que duas questões eram fundamentais para o planejamento do Dallas Mavericks na temporada. E não, não nos esquecemos da segunda! Afinal, como poderíamos nos esquecer de Kyrie Irving? Depois de alguns anos conturbados na carreira, o craque se encontrou novamente no Texas e se transformou rapidamente em um grande líder da franquia.
Seu talento é inquestionável, mas, atualmente, a questão física pode ser uma grande preocupação. A princípio, a recuperação do armador vem sendo positiva, e a expectativa ainda é de que ele esteja pronto para retornar, pelo menos, durante o mês de janeiro. Porém, mesmo que ela se cumpra, ainda será necessário observar em que nível Kyrie voltará a jogar.
Por melhor que o camisa 11 seja, estamos falando de uma lesão delicada no joelho, e de um atleta que estará prestes a completar 34 anos no período em questão. Irving tem um histórico considerável de contusões, mas, sempre conseguiu retornar com excelentes desempenhos.
Se for capaz de repetir esta tendência, os Mavs dão um salto e podem brigar com Denver Nuggets e Houston Rockets, considerados hoje os principais candidatos a ameaçar a soberania do Oklahoma City Thunder.
Caso contrário, é difícil imaginar que Dallas possa satisfazer suas ambições com D’Angelo Russell tendo um papel fundamental no time titular, por mais que o ex-jogador de Lakers e Nets possa ser encarado como um bom reforço.
Nova identidade sem Luka Doncic
Como apontado acima, a falta de identidade é o principal problema dos Mavericks desde a saída de Luka Doncic. O esloveno tinha seus problemas defensivos mas, era a figura incontestável do time no ataque, e produzia tanto para si próprio quanto para os companheiros em altíssimo nível.
Sem poder contar com ele e diante da ausência de Kyrie, Dallas pode ter grandes problemas na armação. A chegada de Russell faz com que o elenco volte a ter um jogador capaz de manter a bola nas mãos, driblar com qualidade e criar o próprio arremesso.
Brandon Williams também consegue fazer a função e viveu um salto inegável na temporada passada, deixando o contrato de two-way para se tornar uma peça de rotação. E o retorno de Dante Exum em um contrato mínimo de veterano ajuda ainda mais a minimizar a questão. Porém, todas essas opções podem ser pouco efetivas diante dos adversários mais fortes da liga.
Além de garantir uma transição proveitosa a Kyrie, a equipe também precisará melhorar o aproveitamento nos arremessos de 3 pontos. Durante a ‘era Luka Doncic’, os Mavs se consolidaram como um dos melhores times da liga no quesito, especialmente pela capacidade da estrela de atrair múltiplos marcadores e encontrar arremessadores livres no perímetro.
Desde a saída do camisa 77, os Mavericks passaram a ter a menor média de arremessos de 3 convertidos, com apenas 11,4 por partida. O aproveitamento também caiu, tornando-se o décimo pior. Agora sem poder contar com os passes mirabolantes de Doncic, o restante do elenco precisa se acostumar a acertar tentativas mais contestadas.
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