Guia NBA 2025-26: Boston Celtics
O que esperar dos Celtics em 2025-2026? Confira a análise
Celtics: final de temporada foi cruel
Entrando na última temporada, o Boston Celtics era a equipe favorita para o título da NBA, podendo se tornar a primeira franquia a vencer em anos consecutivos desde 2018, com o Golden State Warriors. No entanto, desde a offseason se sabia que a competição seria mais acirrada do que enfrentou em 2023-24, já que equipes como o New York Knicks, Cleveland Cavaliers e Oklahoma City Thunder haviam se reforçado para encarar Boston.
Por outro lado, a expectativa ainda era boa já que os Celtics não perderam nenhum jogador vital de sua rotação. O problema foi que, nos primeiros meses de temporada, os principais jogadores da equipe estavam claramente desgastados. Jayson Tatum, Jrue Holiday e Derrick White pouco descansaram depois da NBA Finals e já foram disputar as Olimpíadas de Paris. Além disso, Kristaps Porzingis ainda se recuperava da lesão rara no pé e começou o ano fora das quadras, com Jaylen Brown também jogando abaixo das expectativas.
Dessa forma, até janeiro os Celtics não haviam decolado e viam os Cavaliers dominarem a Conferência Leste, praticamente garantindo o seed 1. No entanto, o jogo virou depois do All-Star Break. A equipe teve uma campanha de 22 vitórias e 5 derrotas na reta final, a segunda melhor em toda a liga, terminando a temporada com 61 vitórias e 21 derrotas, com a segunda colocação no Leste.
Vale destacar a evolução de Jayson Tatum como jogador durante o decorrer da temporada, bem como a intensidade celta na reta final, quando finalmente a equipe parecia imbatível novamente.
Porém, Porzingis estava lidando com uma doença viral que o tirou de quadra por alguns jogos e o seguiu até nos playoffs, tirando o fôlego do pivô, que acabou jogando muito abaixo. Além disso, Jaylen Brown estava lidando com fortes dores no joelho e recebia injeções na região para conseguir jogar, fora que Holiday teve um problema muscular e perdeu partidas de playoffs.
Mesmo assim, os Celtics bateram um forte time do Orlando Magic no primeiro round dos playoffs, por 4 a 1. Na sequência, pegaram os Knicks e chegaram como favoritos apesar de todos os problemas de lesão. Entretanto, nas duas primeiras partidas abriram vantagens confortáveis apenas para ver Jalen Brunson e companhia virarem no último quarto e abrirem 2 a 0 em Boston.
Os Celtics ainda venceram o jogo 3, em Nova York, e batalhavam pelo jogo 4 quando Tatum rompeu o tendão de Aquiles. Assim, Boston ainda venceu um jogo 5 na garra e perdeu no jogo 6, ficando de fora da final da Conferência Leste pela primeira vez desde 2021.
Offseason dos Celtics tem alívio financeiro, mas também elenco desmontado
A offseason do Boston Celtics é uma das mais difíceis de se julgar. Isso porque Boston, no fim das contas, fez o que precisava fazer e ainda surpreendeu positivamente em alguns movimentos, conseguindo bons valores na troca. Por outro lado, a equipe piorou significativamente em comparação com a temporada passada e terá um ano de transição.
Tudo isso porque os Celtics estavam muito acima da second apron, uma espécie de barreira financeira que pune severamente as equipes que a ultrapassam. Assim, além de precisar pagar cerca de US$ 500 milhões em salários e multas, Boston ainda sofreria diversas punições esportivas. Em uma temporada sem Tatum, portanto sem chance de título, não fazia sentido para Boston permanecer acima desta barreira salarial e, portanto, a equipe precisaria trocar Holiday e Porzingis.
Porém, a tarefa não era tão simples. Os Celtics precisavam envolver o Brooklyn Nets na troca de Porzingis, pois só assim conseguiriam se desfazer de seu salário sem precisar receber um parecido em retorno – os Nets eram a única equipe da NBA com espaço no teto salarial suficiente para absorver o contrato. Os Celtics acharam, assim, uma troca tripla e conseguiram aliviar muito o teto salarial.
Pouco antes, a equipe trocou Holiday para o Portland Trail Blazers e ainda recebeu Anfernee Simons, armador jovem e especialista em pontuação. Dessa forma, pode contribuir em quadra para Boston nessa temporada e ser trocado por escolhas de Draft ou outros assets. Já se Simons for bem, a equipe pode estender seu contrato ou esperar ele acabar no fim desta temporada, abrindo espaço para 2026-27.
Ou seja, com dois movimentos Boston conseguiu sair da second apron e garantiu muita flexibilidade para a próxima offseason, quando terá Tatum de volta e ainda terá sua própria escolha de Draft. O lado negativo foi a saída de Luke Kornet e, provavelmente, de Al Horford. Além disso, a chegada de Josh Minott e Luka Garza pouco empolgam.
No Draft, o espanhol Hugo González, ex-Real Madrid, foi o escolhido. O ala-armador já foi considerado um talento de loteria, mas teve poucos minutos na equipe espanhola e acabou caindo. Porém, seu estilo de muita intensidade, defesa e bola de três pode cair muito bem para os Celtics.
Sem Tatum, objetivos para 2025-26 são mais modestos
Com a lesão de Tatum, que deve perder toda a temporada, e as saídas de Holiday, Porzingis e de Horford, os Celtics não serão a mesma equipe na próxima temporada. A equipe de Boston ainda deve ser competitiva, especialmente se Simons, Pritchard e González vierem bem para a temporada. No entanto, o teto da equipe deve se restringir à briga no Play-In para uma vaga na pós-temporada.
Sem chances de competir para o título, caso a temporada não esteja indo positivamente, em certo ponto pode ser que os Celtics apenas desistam da competitividade, podendo trocar Simons visando uma escolha melhor na loteria do próximo Draft.

(Foto: Winslow Townson – Imagn Images)
Jaylen Brown consegue carregar o fardo do protagonismo?
O ala-armador dos Celtics vem para a sua décima temporada na NBA e, estatísticas a parte, se tornava um jogador melhor a cada ano que passava, com exceção a 2025. Isso porque Brown teve um ano abaixo em 2024-25.
No ataque, piorou sua pontuação e seus aproveitamentos nos arremessos de quadra, além de perder significativamente sua intensidade defensiva. Além disso, sofreu com fortes dores na reta final na última temporada e precisou passar por uma cirurgia no joelho.
Assim, agora volta para os Celtics e deve estar pronto para o início da próxima temporada. Se saudável, essa pode ser a temporada de sua carreira, já que será o protagonista definitivo de Boston, que não contará com Tatum. Por outro lado, será seu maior desafio até aqui, um bom teste para entender qual é o real patamar de Brown.
Em 2024-25, quando Tatum não esteve em quadra Brown conseguiu médias de 26,9 pontos, 7 rebotes e 7,1 assistências a cada 75 posses de bola (média de posses de bola para um titular durante uma partida de NBA). Por outro lado, teve 3,3 turnovers e piorou no aproveitamento dos arremessos.
Se Brown for este jogador, Boston até pode sonhar com playoffs.
Defesa pode ser o grande trunfo
Abraçar a identidade defensiva.
Desde a temporada 2021-22, o Boston Celtics sempre tem uma das melhores defesas da NBA. Inclusive, em 2024-25 foi a quarta melhor em rating defensivo (pontos sofridos a cada 100 defesas), mesmo sofrendo no começo da temporada para achar sua identidade. Além disso, com o técnico Joe Mazzula os Celtics se tornaram uma equipe de muito arsenal ofensivo, que muitas vezes acabava compensando algumas partidas abaixo de sua defesa.
No entanto, sem Jayson Tatum, Holiday e Porzingis, a identidade ofensiva pode mudar bastante e Boston terá muitas dificuldades no ataque. Assim, com um elenco pior será imprescindível que a equipe volte com uma identidade defensiva ainda mais forte, parecido com o Orlando Magic nas últimas temporadas, quando teve ótimas defesas e ataques sólidos.
Com isso, os Celtics poderiam voltar aos playoffs mesmo em uma temporada abaixo.
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