Apesar do significante aumento, jogadoras da WNBA consideraram um 'tapa na cara' a proposta geral realizada em negociações com a liga
A negociação coletiva da entre a WNBA e as jogadoras da liga segue em impasse. Agora, as atletas recusaram uma oferta que teria quadruplicado o salário mínimo – de US$ 66 mil para US$ 250 mil – e elevado o teto salarial para US$ 1 milhão. Apesar de soar como a maior valorização da história da liga, a proposta foi classificada como “um tapa na cara” pela representante sindical Satou Sabally, do Mercury.
Para as atletas, a questão vai muito além de números no papel. Bem como, elas querem uma mudança profunda no modelo de receitas, já que atualmente recebem apenas 9,3% da renda da liga. Essa é a menor fatia entre todas as ligas esportivas norte-americanas.
WNBA players turned down a deal that would’ve quadrupled their pay, minimum $66K to $250K, maximum $250K to $1M.
— Hoops (@HoopMixOnly) August 15, 2025
“A slap in the face.” 👀 pic.twitter.com/Iy6TYi6wNr
O estopim da insatisfação não está apenas nos salários, mas também na percepção de falta de investimento em várias franquias. Sabally e outras jogadoras ressaltaram que, antes de expandir com novas equipes em cidades como Detroit e Filadélfia, a liga deveria garantir que as equipes atuais tenham infraestrutura e apoio adequados.
Essa visão ecoa entre atletas que enxergam a expansão como risco de diluição do produto, em vez de fortalecimento. A ala do Indiana Fever Sophie Cunningham chegou a questionar publicamente os planos de expansão, reforçando a frustração das jogadoras com a forma como a liga administra seus recursos.
Recentemente, por exemplo, a lenda da liga e atualmente aposentada Diana Taurasi fez revelações chocantes em um documentário. Entre suas falas, ela chegou a dizer que ‘ganhava menos que o zelador do ginásio’ em sua época de WNBA.
O contraste é evidente. Por um lado, a liga bate recordes de audiência, ingressos vendidos e contratos de patrocínio. Em contrapartida, acumula prejuízos que já chegaram a US$ 50 milhões em 2024. Enquanto isso, as jogadoras da WNBA seguem cobrando maior transparência, já que a liga nunca abriu oficialmente suas finanças ao público.
Nas redes sociais, as reações foram divididas. Muitos fãs se surpreenderam com a rejeição de salários que poderiam chegar a US$ 1 milhão. Por outro lado, muitos defenderam a decisão, apontando que aceitar “pequenos avanços” só adiaria a mudança estrutural necessária.
O resultado é um impasse sem solução à vista. Entre lesões de estrelas como Caitlin Clark e Angel Reese e o clima de tensão entre jogadoras e dirigentes, o futuro da WNBA segue cercado de incertezas. O que está claro é que esta batalha trabalhista já entrou para a história do esporte feminino.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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