Em jogo de placar baixo e grande atuação da defesa, seleção canarinho voltou a conquistar torneio após 16 anos
Neste domingo (31), o Brasil entrou em quadra para encarar a Argentina na grande final da AmeriCup 2025, realizada na Nicarágua. Em um confronto brigado, marcado pelo placar baixo e as boas atuações das defesas no Polideportivo Alexis Argüello, a seleção brasileira levou a melhor e venceu por 55 a 47. Assim, sagrou-se campeã do torneio pela quinta vez na história, levantando a taça pela primeira vez desde 2009.
Com o resultado, o Brasil consagrou uma campanha brilhante e conseguiu a ‘vingança’ diante dos vizinhos sul-americanos. Isso porque nas últimas duas decisões entre os países, os argentinos haviam levado a melhor. Em 2011, venceram jogando em casa. Já em 2022, bateram os brasileiros em Recife. Mais cedo, também no domingo, os Estados Unidos venceram o Canadá e ficaram com o terceiro lugar.
BRASIL WIN #AMERICUP GOLD 🇧🇷🥇🏆 pic.twitter.com/QPvhdwyjuM
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A princípio, ambos os ataques enfrentaram dificuldades para pontuar. Diante do nervosismo no jogo, Yago Mateus foi não só o cestinha, com 14 pontos, mas apareceu em momentos cruciais com suas bolas de 3 pontos. Na partida, terminou com três arremessos convertidos em nove tentativas no perímetro. Além disso, distribuiu ainda cinco assistências e não cometeu nenhum turnover.
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Bruno Caboclo foi o outro jogador brasileiro a alcançar os dígitos duplos em pontuação, com 11 tentos. Conseguiu também sete rebotes. Por fim, o pivô brasileiro Lucas Dias teve noite discreta ofensivamente, com dois pontos. Mas, ficou em quadra por quase 38 minutos, anotando oito rebotes, cinco assistências e três roubos de bola. Georginho de Paula também brilhou na defesa, com sete rebotes, dois roubos e cinco (!) tocos.
Grande nome da Argentina na competição, Juan Fernandez passou longe de ter sua melhor atuação. Foram apenas dois pontos do ala-pivô, que se complicou em faltas e disputou somente 16 minutos. O pivô Francisco Cafaro brigou muito no garrafão e foi o único na casa dos dois dígitos, com 11 pontos e cinco rebotes.
O início da partida era truncado, mas favorecia o Brasil por conta da postura defensiva dos comandados de Aleksandar Petrovic. Anulando o ataque argentino, a seleção canarinho aproveitava todas as oportunidades de correr em transição e conseguia pontuar.
Deodato concretando el robo de Lucas Dias 💪 #AmeriCup pic.twitter.com/WzHn9pcVXG
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Gui Deodato se destacava nos primeiros momentos, mas o aproveitamento geral do time no perímetro, um dos grandes trunfos ao longo do campeonato, ainda era baixo. A Argentina aproveitou para encostar derrubando duas bolas de 3 pontos em sequência. Ainda assim, a seleção brasileira tinha a vantagem no fim do primeiro quarto, por 16 a 15.
TEAM WORK! 🔥💪 #AmeriCup pic.twitter.com/RQ7YRDRyNf
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Já no período seguinte, as bolas triplas começaram a cair pelo lado brasileiro. Com muito espaço diante de uma marcação argentina que priorizava o fechamento do garrafão, os brasileiros acertaram quatro seguidas do perímetro e abriram nove pontos de frente. Georginho protagonizou uma belíssima cravada e a seleção foi para o vestiário vencendo por 31 a 24.
Con permiso, ¡VIENE GEORGHINO! 🔥😤 #AmeriCup pic.twitter.com/mQ1JkGs6WR
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Na volta do intervalo, o roteiro seguiu o mesmo. De um lado, os argentinos enfrentavam muitas dificuldades para pontuar, sem eficiência no pick’n roll e perdendo os duelos individuais. Apenas os rebotes ofensivos mantinham os ‘hermanos’ vivos no confronto.
Caffaro poniendo la basura en su lugar 💪😤 #AmeriCup pic.twitter.com/GJgtdIoFCD
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Do outro, o Brasil continuava pegando fogo na longa-distância, agora principalmente com Yago. No fim do terceiro quarto, os adversários conseguiram emplacar uma boa sequência através dos pontos de segunda chance e diminuíram a desvantagem de 12 para seis pontos.
¡YAGOOO PARA 33! 🔥 #AmeriCup pic.twitter.com/lKxHeknn6D
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Entrando no período decisivo, os jogadores brasileiros finalmente conseguiram anular os rebotes ofensivos dos argentinos. Então, aproveitando a maior preocupação dos oponentes com os arremessos de 3 pontos, passou a trabalhar jogadas de pick’n roll e pontuar no garrafão, levando a liderança aos 12 novamente.
Sem respostas, a Argentina marcou seus primeiros pontos no quarto quando o relógio já marcava menos de seis minutos para o fim. Em seguida, o treinador Pablo Prigioni adotou uma defesa em zona e teve sucesso. Forçando erros, os vizinhos reagiram e cortaram para sete pontos, com três minutos restantes.
Vildoza para 333! 💪😤 #AmeriCup pic.twitter.com/A0OurNUHEK
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Foi a vez da experiência aparecer. Capitão do time e responsável por levantar o troféu, o ala-armador Vítor Benite derrubou uma bola de 3 pontos crucial, devolvendo os dez pontos de vantagem. Bastou ao Brasil, então, deixar o cronômetro correr e administrar o placar, garantindo assim a conquista.
Grande destaque do Brasil ao longo de toda a AmeriCup, o armador Yago Mateus recebeu o prêmio de MVP da competição. Já a seleção do torneio contou com a presença de Bruno Caboclo, além do próprio Yago. Kyshawn George, do Canadá, Javonte Smart, dos Estados Unidos, e Juan Fernandez, da Argentina, completaram o quinteto ideal.
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nhl Mineiro, jornalista e completamente viciado em futebol e basquete. Começou a se interessar pelo basquete assistindo vídeos de Allen Iverson e Tony Parker, mas se apaixonou de vez pelo esporte e pelo Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki em 2008. Tem também um carinho especial por NHL, MLB e NFL, onde é torcedor de Los Angeles Kings, New York Mets e New Orleans Saints.
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