Projeto representou o Brasil na competição internacional da NFL, que com outros quatro paÃses
A primeira edição do torneio internacional NFL Flag Américas contou com a participação do Brasil através do projeto AEVA (Associação Educacional Voz Ativa) Amazonas, de Manaus. A competição Sub-15 foi realizada no sábado (10), na Cidade do México, e contou com representantes de outros quatro países americanos: Canadá, México, Panamá e Porto Rico. Inclusive, na primeira fase todas as equipes se enfrentaram e as quatro melhores avançaram de fase.
O projeto AEVA Manaus conseguiu a vaga após vencer o primeiro Torneio Nacional de Flag Football Feminino Sub-15 da NFL no Brasil. A competição reuniu 12 equipes de sete estados e marcou o início do calendário de atividades do NFL São Paulo Game 2025. No entanto, as representantes brasileiras não alcançaram a final, disputada entre México e Panamá, com vitória das donas da casa.
Por outro lado, vale lembrar também que na categoria Sub-12, o Instituto Alpha Lumen, de São José dos Campos (interior do estado de São Paulo), foi campeão. Dessa forma, agora os jovens do Instituto Alpha Lumen irá representar o Brasil no Pro Bowl de 2026, que acontecerá em Oakland, Califórnia.
Desde que o Flag foi anunciado como um dos esportes para os Jogos Olimpícos de 2028, em Los Angeles, a NFL vem fazendo esforços para difundir o esporte. Aqui no Brasil, por exemplo, já realizou o torneio nacional e vê no esporte uma força para abrir fronteiras e transformar vidas dentro e fora de campo.
“É uma alegria enorme realizar um torneio misto que reúne tantos jovens talentos do flag football em todo o Brasil”, afirmou Luis Martinez, general manager da NFL no país, após o torneio nacional. “Ver meninos e meninas competindo juntos, evoluindo no esporte e agora tendo a oportunidade de representar o Brasil no Pro Bowl, nos Estados Unidos, é realmente inspirador. Isso destaca a força e o potencial do flag por aqui e reforça como a modalidade continua abrindo portas e transformando vidas dentro e fora de campo”.
Nos últimos anos é fácil perceber o crescimento da NFL no Brasil. Mesmo os menos chegados à liga, mas que ainda acompanham o noticiário de esportes, sabem que a liga já realizou duas partidas em solo brasileiro – mais precisamente em solo paulistano. Porém, o investimento no Brasil vai muito além das partidas e está apenas no kickoff – a partida ainda vai começar para os 36 milhões de fãs da liga no país.
No final de outubro, o general manager da NFL no Brasil Luis Martinez comentou, durante palestra no Sports Summit 2025, mais sobre a visão da liga para o país e como ela enxerga o mercado brasileiro. Segundo ele, “Um jogo não representa a NFL no Brasil, é muito mais… começou há mais de dez anos entendendo como falar com o brasileiro, qual conteúdo, como e em que comento”. Além disso, Martinez disse que os resultados das duas partidas no país foram incríveis para a liga, mas que outras iniciativas estão acontecendo em paralelo.
Neste momento, o general manager da NFL no Brasil citou o campeonato feminino nacional de Flagg Football, criado pela liga e realizado neste ano. Comentou que a liga, aos poucos, está entendendo o Brasil, vide a parceria com a Turma da Mônica, os murais de grafite pela cidade de São Paulo, as Watch Parties, o Global Markets Program e diversas outras ativações. Segundo a própria liga, foram oito mil posts durante a temporada de 2024 e um bilhão de visualizações nas plataformas da liga em português.
“O Brasil é uma prioridade da liga. E o potencial para o Brasil é imenso”, disse Martinez.
Nesta linha, ele comentou sobre cada jogo internacional ser uma espécie de “mini Super Bowl” e que desenvolver a identidade de cada um é importante. Assim, citou que o momento mais assistido da primeira edição do NFL São Paulo Game é o hino nacional, cantado por Luísa Sonza. Além disso, falou sobre o momento de cantar a música “Evidências” e como ele já virou uma das marcas da NFL no Brasil. Acima de tudo, Martinez e a liga querem “transcender (o esporte), fazer algo positivo para a sociedade”.
nba Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.
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