Miami Dolphins ainda não fechou as portas para um possÃvel retorno do quarterback apesar da última temporada
Na temporada de 2019, o Miami Dolphins perdeu suas sete primeiras partidas. O péssimo produto em campo apenas não era mais criticado pela torcida pois havia uma esperança: Tua Tagovailoa. A campanha “tank for Tua” (“perca para pegar Tua”, em português) ganhou força mesmo depois dos Dolphins se recuperarem e terminarem com 5-11 de campanha. No entanto, seis anos depois o cenário é completamente diferente e o futuro de Tua em Miami está indefinido.
“Tudo está em aberto neste momento. Pode ir para muitos caminhos diferentes”, disse Jon-Eric Sullivan, o novo general manager dos Dolphins. “Uma troca é uma possibilidade, mas o Tua está ciente, seus representantes estão cientes. Tivemos conversas muito positivas e, como eu disse, está tudo em aberto quando se trata do Tua neste momento.”
Além disso, Sullivan comentou que os agentes do quarterback disseram que Tua ainda quer continuar jogando e que é capaz de atuar em alto nível. Assim, a possibilidade de aposentadoria parece descartada e agora resta esperar um possível acordo com outra franquia. O que dificulta a movimentação são os US$ 54 milhões garantidos para a temporada de 2026, que pesarão muito contra a folha salarial de qualquer franquia da NFL.
Porém, o que Tua demonstrou na temporada passada também joga contra. O QB teve o pior QBR de sua carreira, o segundo pior rating a terceira pior marca em jardas totais e a temporada com mais turnovers até aqui, com 15 interceptações e oito fumbles. Mais do que isso, em seus cinco anos de liga nunca conseguiu se provar em momentos importantes e ficou com a reputação de não ser confiável. Para finalizar, perdeu a posição de titular para Quinn Ewers.
A temporada da NFL ainda não havia acabado e o Miami Dolphins já realizara diversas movimentações. Isso porque a franquia fez mudanças no cargo de general manager e está contratando um corpo técnico novo, trazendo pessoas de fora da organização para mudar os ares em Miami. No entanto, Adam Schefter, da ESPN americana, divulgou uma contratação importante e que não muda tanto as coisas para os Dolphins, ao menos não tanto quanto as outras.
Isso porque a franquia promoveu Bobby Slowik para o cargo de coordenador ofensivo, herdando o cargo de Frank Smith. Slowik era coordenador do jogo aéreo dos Dolphins na última temporada, justamente a parte do ataque que menos funcionou em todos os anos de Tua Tagovailoa com Mike McDaniel. Porém, o novo coordenador ofensivo já exerceu o mesmo cargo em 2023 e 2024 com o Houston Texans, onde no primeiro ano ajudou o calouro C.J. Stroud a se tornar uma estrela na NFL. No ano seguinte, teve uma campanha ruim e viu sua unidade regredir consideravelmente, sendo demitido dos Texans e assinando com Miami.
Antes de assinar sua promoção nos Dolphins, Slowik realizou entrevistas para coordenador com o Philadelphia Eagles e era visto como um candidato forte para o Tennessee Titans. No entanto, agora fica e é o segundo assistente confirmado do novo técnico Jeff Hafley.
“Quero analisar de perto o que temos no elenco e garantir que o sistema se encaixe nisso, dando aos nossos jogadores a melhor chance possível de ter sucesso”, disse o head coach sobre seu plano para o ataque em sua primeira coletiva no Dolphins. “Há certas crenças centrais nas quais eu realmente acredito, como correr com a bola e ser muito físico na linha — então, quando eles souberem que vamos correr com a bola, ainda assim vamos correr bem. Isso vai ser enorme para mim.”
nba Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.
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