Mesmo fora dos playoffs, liderança do elenco dos Vikings aponta continuidade no comando ofensivo como peça-chave para próxima temporada
A temporada de 2025 da NFL ficou aquém das expectativas em Minnesota, e os Vikings chegam à última semana do calendário regular carregando mais perguntas do que respostas. Fora da briga pelos playoffs e vivendo o ano menos produtivo da carreira de Justin Jefferson, a franquia entra em um período decisivo de avaliação – especialmente na posição de quarterback.
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Nesse contexto, a voz de Jefferson ganhou peso. Principal referência técnica e líder do elenco, o wide receiver deixou claro que gostaria de ver J.J. McCarthy como quarterback titular na próxima temporada. Mesmo após um ano instável, o camisa 18 acredita que a continuidade pode ser o caminho para recolocar os Vikings em rota competitiva.
Ao comentar a situação de McCarthy, Jefferson fez questão de separar o papel de jogador das decisões administrativas, mas foi direto ao expressar sua opinião. Para ele, o jovem quarterback dos Vikings precisa de tempo, confiança e, principalmente, da chance de responder às críticas dentro de campo.
A fala também revelou um Jefferson mais maduro. Após conviver com oscilações ofensivas, mudanças no comando do ataque e dificuldades de entrosamento, o recebedor destacou que precisou aprender a liderar de outra forma, controlando frustrações e exigindo mais do grupo. Essa postura, segundo ele, será fundamental para evitar que o desempenho de 2025 se repita.
Justin Jefferson needs 53 yards in Week 18 for another 1,000-yard season.
— NFL on Prime Video (@NFLonPrime) December 31, 2025
Will he get there? pic.twitter.com/ouV3bjLgoQ
Os números ajudam a ilustrar o impacto da instabilidade ofensiva. Atualmente, Jefferson precisa de apenas 53 jardas na rodada final contra os Packers para alcançar 1.000 jardas recebidas – uma marca simbólica, mas que carrega peso histórico. Mesmo em 2023, quando perdeu sete jogos por lesão, ele superou essa linha.
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Em 2025, porém, o rendimento caiu drasticamente no segundo semestre. Jefferson teve menos de 50 jardas em sete dos últimos nove jogos, todos iniciados por McCarthy ou pelo calouro Max Brosmer. Curiosamente, seus únicos jogos acima de 100 jardas vieram nas semanas 4 e 5, quando Carson Wentz comandava o ataque.
Ainda assim, Jefferson evita individualizar responsabilidades nos Vikings. Para ele, o problema foi coletivo e passa por ajustes finos de execução, leitura e confiança – aspectos que, em sua visão, podem ser corrigidos com trabalho conjunto na offseason.
A boa notícia para Minnesota é que McCarthy voltou a treinar plenamente e deve ser titular no encerramento da temporada. Recuperado de uma fratura na mão direita, o quarterback terá mais uma oportunidade de mostrar evolução, ainda que em um cenário sem impacto direto na classificação.
Internamente, a comissão técnica vê esse jogo como um termômetro importante. Não apenas para avaliar McCarthy, mas para entender como o ataque dos Vikings pode se estruturar a médio prazo. A conexão com Jefferson, mesmo sob críticas, segue sendo vista obviamente como um pilar do projeto.

Ao final, a mensagem de Jefferson vai além do apoio a um companheiro. Ela sinaliza uma devida cobrança, ambição e responsabilidade. O camisa 18 deixou claro que aceitar um ano como este não é opção – nem para ele, nem para os Vikings.
Com ajustes pontuais, evolução, saúde e estabilidade no comando do ataque, o Minnesota Vikings acredita que pode transformar frustração em aprendizado. E, se depender de sua maior estrela, J.J. McCarthy ainda terá a chance de provar que pode ser o quarterback do futuro.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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