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Lions lamentam eliminação antecipada na briga pelos playoffs

Matheus Puk

Derrota sem brilho e com show de horrores ofensivo contra os Vikings na semana 17 selou o destino dos Lions na temporada 2025 da NFL

A temporada de 2025 da NFL terminou do jeito mais duro possível para o Detroit Lions. A derrota por 23 a 10 para o Minnesota Vikings, nesta quinta-feira (25), não apenas eliminou o time da corrida pelos playoffs, como também escancarou os desafios de uma equipe que, há um ano, parecia pronto para se firmar entre a elite da NFL. Agora, eliminados com uma rodada ainda por jogar na temporada, resta ao elenco encarar o espelho e admitir – o salto definitivo ainda não aconteceu.

O desabafo de Jared Goff após o jogo resumiu o clima no vestiário. “Vamos analisar a temporada toda depois da semana que vem, mas sim, foi uma droga”, disse o quarterback dos Lions, curto e grosso. Para um grupo que venceu 15 partidas em 2024 e alimentou sonhos de Super Bowl, ficar em casa em janeiro soa como retrocesso. Ainda assim, a temporada foi marcada por obstáculos que ajudam a explicar o tombo.

Mudanças no comando e um ataque em busca de identidade

A saída dos coordenadores Ben Johnson e Aaron Glenn na última offseason alterou profundamente a engrenagem do time. Sob o comando de John Morton no ataque e Kelvin Sheppard na defesa, Detroit jamais encontrou o mesmo equilíbrio. O sistema ofensivo perdeu criatividade, tornou-se previsível em terceiras descidas e deixou Goff exposto em momentos decisivos.

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As lesões pesaram ainda mais. Sam LaPorta, Taylor Decker, Brian Branch e Terrion Arnold perderam múltiplos jogos, desmontando setores-chave tanto ofensivamente como defensivamente. Mesmo com lampejos de um bom time, principalmente após Dan Campbell assumir as chamadas, o ataque dos Lions nunca engrenou de forma consistente, algo impensável na campanha dominante do ano anterior.

Um jogo que resumiu toda a frustração

Se a temporada precisava de uma imagem-síntese, ela veio contra Minnesota. Os Vikings produziram apenas 161 jardas totais, com Max Brosmer – reserva de J.J. McCarthy – lançando para míseras 51 jardas. Ainda assim, Detroit saiu derrotado. O motivo? Seis turnovers forçados pela defesa adversária e um colapso completo do ataque dos Lions nos momentos cruciais.

Jahmyr Gibbs, motor do jogo terrestre, foi engolido pela linha defensiva rival e limitado a 2,4 jardas por corrida e sofreu um fumble. O ‘homem da franquia’, Jared Goff, virou uma máquina de turnovers pelos Lions, com duas interceptações e três fumbles.

A cada erro, o silêncio tomava conta do Ford Field. Foi uma noite que doeu não só pelo placar, mas pela sensação de impotência diante de um rival que venceu na base da disciplina, oportunismo e garra – mesmo já estando eliminado anteriormente da corrida pela pós-temporada.

Detroit Lions Penei Sewell
Penei Sewell, um dos melhores OLs de toda a NFL, deixou a derrota dos Lions na semana 17 lesionado também – Foto: Jeffrey Becker-Imagn Images

Offseason de escolhas difíceis e cobranças inevitáveis nos Lions

Com campanha de 8-8 e risco real de fechar o ano com recorde negativo, os Lions entram na offseason pressionados. Dan Campbell foi claro, indicando que todos serão avaliados, começando por ele mesmo. Ao lado do general manager Brad Holmes, o treinador sabe que o tempo de paciência da diretoria diminuiu.

O cenário financeiro também impõe limites. Após diversas extensões recentes, Detroit não terá folga no salary cap, o que exige decisões cirúrgicas no elenco. Além disso, o desempenho de Morton e Sheppard coloca a comissão técnica sob os holofotes. Uma reformulação total não parece necessária, mas ajustes profundos serão inevitáveis.

Apesar da frustração, a base segue promissora. Goff, Gibbs e um núcleo defensivo jovem mantêm viva a esperança de um retorno rápido ao protagonismo. Para os Lions, a queda de 2025 pode servir como ponto de inflexão – ou o time aprende com o golpe e reage, ou corre o risco de ver a janela se fechar mais cedo do que imaginava.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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