Drake Maye teve temporada regular dominante, mas caiu de nÃvel - por possÃvel lesão e desempenho sofrÃvel tanto dele, quanto da linha ofensiva
Depois de uma temporada regular em nível de MVP, Drake Maye simplesmente não conseguiu repetir o mesmo impacto quando os playoffs começaram. Dessa forma, no Super Bowl LX, seu desempenho ficou extremamente aquém do esperado e por fim, ele saiu como um dos grandes responsáveis diretos na derrota por 29 a 13 dos Patriots para o Seahawks.
Muito pelo contrário das expectativas, seu desempenho nos quatro jogos de playoffs da NFL 2026 deixou muito a desejar, por diversas causas tanto individuais, quanto coletivas. No final das contas o quarterback do New England Patriots entrou na pós-temporada como um dos grandes protagonistas da liga, mas terminou o ano deixando claro que ainda está muito distante de ‘estar pronto’ para os grandes jogos – algo que faz parte do seu processo de evolução.
Drake Maye is in Historically Bad Super Bowl QB Performance territory right now pic.twitter.com/6cKKqSAgMx
— Lindsay Jones (@bylindsayhjones) February 9, 2026
Os números ajudam a explicar o contraste. Após liderar a NFL com 72% de passes completos na temporada regular, Drake Maye caiu para apenas 58,3% nos playoffs. Além disso, ele estabeleceu um recorde nada desejado ao sofrer 21 sacks em uma única pós-temporada, superando a marca anterior de Joe Burrow.
Claro, muito disso passa pelo desempenho pífio da sua linha ofensiva – mas também, por leituras e execuções errôneas do camisa 10. O volume de erros cresceu, enquanto a eficiência desapareceu justamente quando a margem para falhas era mínima.
O desempenho de Drake Maye nos playoffs foi marcado por inconsistência e decisões ruins. Em quatro jogos, ele lançou seis touchdowns, mas também somou quatro interceptações e sete fumbles, perdendo quatro deles. A média de jardas aéreas caiu drasticamente, de 258,5 na temporada regular para apenas 207 por partida na pós-temporada.
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É possível contextualizar parte dessa queda. O quarterback enfrentou defesas de elite, atuou sob condições climáticas adversas e lidou com uma lesão no ombro – que parece ser maior do que o noticiado nas semanas prévias a grande final. Ainda assim, o declínio foi acentuado demais para ser ignorado.
Em vários momentos, Maye pareceu hesitante no pocket, demorando para tomar decisões e facilitando o trabalho das linhas defensivas adversárias, que, por sua vez, não tiveram muitas dificuldades para superar a OL de New England – em especial no lado esquerdo, onde os calouros Will Campbell e Jared Wilson sofreram muito.
O ponto mais baixo veio no Super Bowl contra o Seattle Seahawks. A defesa dos Patriots manteve o time vivo durante boa parte do jogo, mas o ataque liderado por Drake Maye simplesmente não respondeu. Nos três primeiros quartos, ele somou apenas 60 jardas aéreas, sem touchdowns, enquanto New England passava em branco no placar.
Quando, finalmente, produziu no último quarto, o estrago já estava feito. Com o placar em 19 a 0, Maye acumulou jardas e dois touchdowns em garbage time, inflando estatísticas que não refletiram o real impacto da atuação. Ele terminou a partida com duas interceptações, um fumble perdido e seis sacks sofridos, números que explicam a derrota por 29 a 13.

É justo afirmar que Drake Maye não foi o único responsável pelo fracasso. A linha ofensiva dos Patriots foi constantemente dominada, os recebedores tiveram dificuldades em criar separação e o play-calling de Josh McDaniels deixou a desejar em vários momentos. O contexto ofensivo claramente não favoreceu o quarterback.
Ainda assim, os turnovers e boa parte dos sacks recaem diretamente sobre Maye. Houve leituras forçadas, passes arriscados e pouca capacidade de escapar da pressão. Ele também foi superado por Sam Darnold no duelo direto, algo simbólico em uma noite decisiva.
Nada disso apaga o talento e o potencial de Drake Maye, que segue sendo um dos jovens quarterbacks mais promissores da NFL. Porém, a dura experiência nos playoffs deixa uma lição clara: dominar a temporada regular é apenas parte do caminho. Para se consolidar entre a elite, ele precisará evoluir mentalmente, proteger melhor a bola e mostrar que consegue elevar o nível do time quando tudo está em jogo.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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