Mesmo sem bater marcas históricas, Super Bowl consolida força global da NFL, impulsiona redes sociais e público internacional
O Super Bowl LX confirmou mais uma vez o peso do maior evento esportivo dos Estados Unidos e um dos maiores de todo o planeta, embora tenha ficado ligeiramente abaixo dos recordes recentes de audiência. A vitória do Seattle Seahawks por 29 a 13 sobre o New England Patriots foi acompanhada por uma média de 124,9 milhões de espectadores nos EUA, considerando NBC, Peacock, Telemundo, plataformas digitais e NFL+.
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O número, apesar de expressivo, não superou os 127,7 milhões registrados na edição anterior. Ainda assim, o jogo entrou para a história da NBC como o programa mais assistido de todos os tempos da emissora, justamente no ano em que a rede celebra seu centenário. Em um cenário de fragmentação do consumo, o Super Bowl LX reforça sua posição como um evento praticamente imune às mudanças do mercado.
"TOGETHER WE ARE AMERICA"
— SportsCenter (@SportsCenter) February 9, 2026
Bad Bunny held out a football with this message written on it at the end of his Super Bowl halftime show 👏 pic.twitter.com/oqHwO70zBl
Mesmo sem recorde de média, o Super Bowl LX estabeleceu um novo marco de pico de audiência. Durante o segundo quarto, entre 19h45 e 20h (horário local), o jogo atingiu 137,8 milhões de espectadores, o maior pico já registrado em uma transmissão do Super Bowl. O dado mostra que, embora o interesse médio possa oscilar, a capacidade de atrair atenção massiva em momentos-chave segue intacta.
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Por outro lado, o jogo em si teve impacto direto na retenção. Assim como na edição anterior, a partida foi definida cedo e careceu de emoção até o último quarto. Seattle chegou ao período final vencendo por 12 a 0, tornando o confronto apenas o segundo da história do Super Bowl sem touchdowns nos três primeiros quartos. Esse fator ajudou a interromper uma sequência de quatro anos consecutivos de crescimento de audiência.
Ainda assim, foi o quinto ano seguido em que o Super Bowl superou a marca de 100 milhões de espectadores, um feito que nenhuma outra transmissão esportiva ou de entretenimento consegue replicar de forma consistente.
O show do intervalo com Bad Bunny também não bateu recordes de audiência linear, mas teve desempenho expressivo. A apresentação foi assistida por uma média de 128,2 milhões de pessoas, tornando-se a quarta mais vista da história, atrás apenas de Kendrick Lamar, Michael Jackson e Usher.
Nas redes sociais, porém, o impacto foi avassalador. O halftime show do Super Bowl LX alcançou 4 bilhões de visualizações nas primeiras 24 horas, um aumento de 137% em relação ao ano anterior. Mais da metade desse consumo veio de mercados internacionais, reforçando a expansão global da NFL – e a exposição do artista e sua ideologia – e do próprio Super Bowl como produto de entretenimento.
Enquanto isso, um show alternativo promovido por grupos conservadores teve números significativamente menores, tanto em transmissões ao vivo quanto em repercussão posterior, evidenciando a força cultural do evento oficial da liga e da performance emblemática de Bad Bunny no Super Bowl LX.

A edição também quebrou recordes em transmissões em espanhol. A Telemundo registrou média de 3,3 milhões de espectadores, a maior da história para um Super Bowl no idioma espanhol. Durante o intervalo, o número saltou para 4,8 milhões, muito pelo show do artista porto-riquenho, estabelecendo outro recorde.
Além disso, o Super Bowl LX serviu como trampolim para a programação olímpica da NBC. O bloco “Primetime in Milan” alcançou 42 milhões de espectadores, o maior público do evento desde os Jogos de Sochi, em 2014. Esse efeito demonstra como o Super Bowl segue sendo uma poderosa engrenagem de audiência para toda a grade televisiva.
Mesmo sem novos recordes absolutos, o Super Bowl mostrou que sua relevância como um dos eventos mais importantes e aguardados do mundo esportivo, anualmente, permanece inabalável – dentro e fora dos Estados Unidos.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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