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Drake Maye não deve realizar cirurgia em ombro lesionado

Matheus Puk

Drake Maye aposta em recuperação natural do ombro, enquanto Patriots refletem sobre lesões, aprendizado e continuidade do projeto

A temporada terminou de forma amarga para Drake Maye e os Patriots, mas o discurso dentro de Foxborough aponta para cautela e construção a longo prazo. Após a derrota no Super Bowl LX perante aos Seahawks, ele deixou claro que não pretende passar por nenhum procedimento cirúrgico no ombro de arremesso, apostando no descanso como principal aliado para a recuperação completa.

O quarterback dos Patriots afirmou que recebeu apenas uma injeção para aliviar dores antes da decisão e reforçou que o problema não exige intervenção mais agressiva. Segundo ele, o período de folga será fundamental para voltar ao nível físico ideal e iniciar a próxima temporada sem limitações, mantendo confiança total no próprio corpo.

“Só preciso de um tempo de folga. O tempo cura tudo. Definitivamente preciso de um tempo para mim. Não preciso fazer nada. Só preciso de um tempo para descansar e ficar longe dos gramados”, disse o vice-campeão, na terça-feira (10).

Maye minimiza impacto físico e assume responsabilidades

Apesar da longa campanha até o Super Bowl, Drake Maye rejeitou a ideia de que o desgaste acumulado tenha sido decisivo para o rendimento na final. O camisa 10 destacou que sofreu um impacto específico na final da AFC, em um momento infeliz, mas garantiu que se sentia apto para jogar e executar o plano ofensivo.

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Em campo, o desempenho foi irregular. Drake Maye lançou dois touchdowns, porém sofreu seis sacks, lançou duas interceptações e ainda perdeu um fumble, convertido em pontos pelo adversário. Mesmo assim, o quarterback evitou desculpas e reforçou que lesões fazem parte da NFL, especialmente em jogos de alta intensidade.

O tom adotado pelo líder ofensivo reforça maturidade e uma influência positiva do técnico Mike Vrabel. Ao assumir suas responsabilidades, Maye transmite uma mensagem clara ao vestiário dos Patriots: o foco está em aprender com os erros e evoluir coletivamente, sem buscar justificativas externas para o resultado final.

Lesão de Campbell expõe desafios na linha ofensiva

Outro ponto sensível revelado no fim da temporada foi a situação física de Will Campbell. O left tackle confirmou que atuou os playoffs com um ligamento rompido no joelho, lesão que o afastou por parte da reta final da temporada regular. Mesmo liberado para jogar, o jogador admitiu que não estava em sua melhor condição.

A atuação no Super Bowl foi particularmente difícil. Campbell cedeu múltiplas pressões e sacks, tornando-se alvo de críticas após permitir 14 pressões em Drake Maye, segundo dados avançados. Ainda assim, o jovem jogador encarou o momento como parte do processo de crescimento, reconhecendo que o nível de cobrança acompanha a posição e o status de escolha alta no Draft.

A comissão técnica dos Patriots demonstrou apoio irrestrito. O técnico Vrabel deixou claro que Campbell seguirá como left tackle, descartando qualquer mudança de posição e apostando no desenvolvimento físico e técnico do atleta ao longo dos próximos anos.

Drake Maye Patriots
Drake Maye sofreu com inconsistência após lesão no ombro mas descarta qualquer cirurgia nesta offseason da NFL – Foto: Mark J. Rebilas-Imagn Images

Confiança interna e visão de longo prazo

Internamente, o sentimento é de continuidade. Drake Maye destacou a relação próxima que construiu com Campbell e fez questão de reforçar sua confiança no companheiro, ressaltando que as dificuldades enfrentadas em 2025 servirão como base para um futuro mais sólido.

A combinação entre um quarterback jovem, mas já testado em grandes palcos, e uma linha ofensiva em processo de amadurecimento reforça a ideia de que os Patriots enxergam o vice-campeonato não como um ponto final, mas como um degrau importante na reconstrução competitiva da franquia.

Com descanso, ajustes pontuais e evolução natural do elenco, New England encerra o ano olhando para frente, convicto de que as lições deixadas pela temporada podem se transformar em combustível para voos ainda mais altos – especialmente após uma campanha de vice, quando ninguém esperava tanto sucesso da franquia.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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