Ídolo máximo dos Patriots, Tom Brady adota tom neutro antes do Super Bowl e gera críticas de ex-companheiros e de jogadores do elenco atual
O New England Patriots está de volta ao maior palco da NFL e, mesmo longe dos gramados, Tom Brady segue sendo assunto na franquia. O time buscará seu sétimo título no próximo domingo (8), contra o Seattle Seahawks. No entanto, a semana que antecede o Super Bowl ganhou um debate inesperado fora das quatro linhas. E o protagonista desta discussão que antecede a grande final não está em campo, mas segue diretamente ligado à história da franquia
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Questionado se estaria torcendo pelo antigo time, o quarterback mais vitorioso da história – dono de seis Super Bowls apenas com New England e mais um com Tampa Bay – adotou um discurso diplomático. Em participação no podcast “Let’s Go!”, ele afirmou não ter preferência no confronto e desejou apenas que “o melhor time vença”. A fala, embora compreensível diante de sua nova realidade profissional, soou fria para parte da torcida e para nomes históricos do vestiário do time.
"If you're a Patriot for life, you know what it is. Don't gibe me that poltical bullcrap"
— WEEI (@WEEI) February 4, 2026
Vince Wilfork CALLS OUT Tom Brady for saying he doesn’t have a dog in the fight on Sunday 👀😳 pic.twitter.com/17DF7o8nnC
Entre os que reagiram com mais veemência está Vince Wilfork. Campeão de dois Super Bowls ao lado de Tom Brady, o ex-defensive tackle cobrou uma posição mais clara. Para ele, não se trata de política ou conveniência, mas de identidade. Wilfork deixou claro que, para quem é “Patriot para a vida toda”, não existe meio-termo em um jogo desse tamanho.
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As críticas não pararam por aí. Asante Samuel, outro pilar defensivo da era dominante dos Patriots, declarou estar “altamente decepcionado” com a postura do ex-companheiro. Já o linebacker Robert Spillaine, um dos grandes nomes defensivos do time atualmente, foi ainda mais duro ao dizer que ficou enojado com a ausência de apoio público ao time e ao técnico Mike Vrabel, figura central na reconstrução recente da franquia.
Apesar da reação emocional dos ex-jogadores, o contexto ajuda a entender a escolha de Tom Brady. Desde a aposentadoria, ele acumula funções que exigem neutralidade. Como principal comentarista da Fox nos Estados Unidos, Brady precisa manter postura imparcial em transmissões de grande alcance, especialmente no Super Bowl.
Além disso, o ex-quarterback é atualmente sócio minoritário do Las Vegas Raiders, que devem contratar o coordenador ofensivo dos Seahawks, Klint Kubiak, como seu novo treinador. Embora a franquia não esteja envolvida na decisão, o vínculo empresarial adiciona uma camada sensível à questão. Demonstrar apoio explícito aos Patriots poderia ser interpretado como conflito de interesses, ainda mais em um momento de reestruturação da equipe de Las Vegas.

Nada disso apaga o peso histórico de Tom Brady em New England. Seu número 12 está aposentado, e uma estátua de 12 pés de altura em frente ao Gillette Stadium simboliza uma era de domínio raramente vista no esporte profissional. Foram seis títulos, duas décadas de excelência e uma identidade moldada em torno de vitórias.
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Ainda assim, a relação mudou. Brady já não é apenas o ídolo do passado, mas uma figura global, com compromissos comerciais, midiáticos e institucionais. Para alguns, isso soa como distanciamento. Para outros, é apenas a consequência natural de uma carreira que transcendeu os limites de uma única franquia.
Wilfork, Samuel e Spillane talvez não estejam sozinhos na frustração, mas a postura de Tom Brady deixa claro que sua vida pós-aposentadoria exige escolhas diferentes. O legado com os Patriots permanece eterno. A torcida, porém, já não é mais automática – e talvez, sua neutralidade no final das contas, possa servir como combustível para New England chegar ao seu sétimo título no século.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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