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Tom Brady é criticado por ex-companheiros dos Patriots antes do Super Bowl 60

Matheus Puk

Ídolo máximo dos Patriots, Tom Brady adota tom neutro antes do Super Bowl e gera críticas de ex-companheiros e de jogadores do elenco atual

O New England Patriots está de volta ao maior palco da NFL e, mesmo longe dos gramados, Tom Brady segue sendo assunto na franquia. O time buscará seu sétimo título no próximo domingo (8), contra o Seattle Seahawks. No entanto, a semana que antecede o Super Bowl ganhou um debate inesperado fora das quatro linhas. E o protagonista desta discussão que antecede a grande final não está em campo, mas segue diretamente ligado à história da franquia

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Questionado se estaria torcendo pelo antigo time, o quarterback mais vitorioso da história – dono de seis Super Bowls apenas com New England e mais um com Tampa Bay – adotou um discurso diplomático. Em participação no podcast “Let’s Go!”, ele afirmou não ter preferência no confronto e desejou apenas que “o melhor time vença”. A fala, embora compreensível diante de sua nova realidade profissional, soou fria para parte da torcida e para nomes históricos do vestiário do time.

Neutralidade que incomodou antigos ídolos

Entre os que reagiram com mais veemência está Vince Wilfork. Campeão de dois Super Bowls ao lado de Tom Brady, o ex-defensive tackle cobrou uma posição mais clara. Para ele, não se trata de política ou conveniência, mas de identidade. Wilfork deixou claro que, para quem é “Patriot para a vida toda”, não existe meio-termo em um jogo desse tamanho.

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As críticas não pararam por aí. Asante Samuel, outro pilar defensivo da era dominante dos Patriots, declarou estar “altamente decepcionado” com a postura do ex-companheiro. Já o linebacker Robert Spillaine, um dos grandes nomes defensivos do time atualmente, foi ainda mais duro ao dizer que ficou enojado com a ausência de apoio público ao time e ao técnico Mike Vrabel, figura central na reconstrução recente da franquia.

Novos papéis explicam o silêncio de Tom Brady

Apesar da reação emocional dos ex-jogadores, o contexto ajuda a entender a escolha de Tom Brady. Desde a aposentadoria, ele acumula funções que exigem neutralidade. Como principal comentarista da Fox nos Estados Unidos, Brady precisa manter postura imparcial em transmissões de grande alcance, especialmente no Super Bowl.

Além disso, o ex-quarterback é atualmente sócio minoritário do Las Vegas Raiders, que devem contratar o coordenador ofensivo dos Seahawks, Klint Kubiak, como seu novo treinador. Embora a franquia não esteja envolvida na decisão, o vínculo empresarial adiciona uma camada sensível à questão. Demonstrar apoio explícito aos Patriots poderia ser interpretado como conflito de interesses, ainda mais em um momento de reestruturação da equipe de Las Vegas.

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Tom Brady ao lado do ex-companheiro Mike Vrabel, em jogo de pré-temporada entre Patriots e Titans em 2019 – Foto: Christopher Hanewinckel-USA TODAY Sports

Legado intocável, vínculo diferente

Nada disso apaga o peso histórico de Tom Brady em New England. Seu número 12 está aposentado, e uma estátua de 12 pés de altura em frente ao Gillette Stadium simboliza uma era de domínio raramente vista no esporte profissional. Foram seis títulos, duas décadas de excelência e uma identidade moldada em torno de vitórias.

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Ainda assim, a relação mudou. Brady já não é apenas o ídolo do passado, mas uma figura global, com compromissos comerciais, midiáticos e institucionais. Para alguns, isso soa como distanciamento. Para outros, é apenas a consequência natural de uma carreira que transcendeu os limites de uma única franquia.

Wilfork, Samuel e Spillane talvez não estejam sozinhos na frustração, mas a postura de Tom Brady deixa claro que sua vida pós-aposentadoria exige escolhas diferentes. O legado com os Patriots permanece eterno. A torcida, porém, já não é mais automática – e talvez, sua neutralidade no final das contas, possa servir como combustível para New England chegar ao seu sétimo título no século.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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