Comissário da NBA afirmou que liga não vai se precipitar em caso que envolve suposta fraude polêmica dos Clippers com Kawhi Leonard
Foto: Stephen Lew-USA TODAY Sports
A NBA segue investigando as acusações de que o Los Angeles Clippers e o proprietário Steve Ballmer teriam contornado o teto salarial ao pagar Kawhi Leonard por meio de uma empresa terceirizada. No entanto, o comissário Adam Silver garantiu que não tomará decisões precipitadas.
“Primeiramente, o fardo está na liga se vamos punir um time, um dono ou um jogador. Penso que, como em qualquer processo que exija um sentido fundamental de justiça, o ônus deve recair sobre a parte que, em essência, apresenta essas acusações. Eu diria que, no caso da liga, nós e os nossos investigadores analisamos a totalidade das provas”, afirmou Silver, em coletiva nesta quarta-feira (10).
Anteriormente, a investigação surgiu logo após o jornalista Pablo Torre divulgar documentos no podcast Pablo Torre Finds Out. Eles indicam que Ballmer investiu US$ 50 milhões na startup sustentável Aspiration em setembro de 2021. Meses depois, Leonard teria assinado um contrato de marketing com a empresa, avaliado em US$ 28 milhões por quatro anos.
Contrato fora dos padrões
Segundo ex-funcionários da Aspiration, o acordo com Leonard superava qualquer outro contrato da empresa e incluía cláusulas incomuns. O ala poderia desistir de todas as suas obrigações sem quebrar o contrato, e a validade dependia exclusivamente de sua permanência nos Clippers.
Além disso, Leonard teria acertado um segundo acordo em ações, avaliado em mais US$ 20 milhões, o que elevaria seu ganho total com a empresa para US$ 48 milhões. Supostamente, equipes como os Raptors e até mesmo os Lakers, foram alvos de ‘exigências ilegais’ de Kawhi ao longo dos anos.
A situação se complicou ainda mais quando a Aspiration pediu falência em março deste ano, após o cofundador Joseph Sanberg ser acusado de fraude e, posteriormente, confessar ter enganado investidores em mais de US$ 248 milhões.
“Não vamos agir apenas por uma aparência de irregularidade. É preciso respeitar princípios básicos de justiça. O público, às vezes, chega a conclusões que depois se provam falsas”, pontuou o comissário.
Agora, a investigação, conduzida por um escritório externo, segue em andamento, sem prazo definido para conclusão.
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