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WNBA pode ter primeira greve de jogadoras da história

Equipe The Playoffs

Atletas estão insatisfeitas com falta de respostas da liga sobre aumento salarial após novo acordo de transmissão milionário

A associação de jogadoras da WNBA (WNBPA) pode caminhar para uma possível greve caso a liga não chegue a um acordo para o novo Acordo Coletivo de Trabalho, cujo prazo final é 31 de outubro. As partes podem tentar estender o prazo para fechar um acordo, mas há o risco de uma paralisação, levando a liga a um impasse.

A diretora-executiva da Associação de Jogadoras da WNBA, Terri Carmichael Jackson, disse ao Front Office Sports que o sindicato sente falta de urgência por parte da associação.

“As jogadoras estão trabalhando diligentemente para alcançar um acordo coletivo transformador, que se baseie no crescimento, no momento positivo e nas boas notícias que cercam os esportes femininos e a W. À medida que nos aproximamos da marca de 60 dias, a falta de urgência da liga deixa as atletas se perguntando se o foco é realmente fazer isso dar certo ou apenas ganhar tempo. Os fãs não querem isso. Eles estão com as jogadoras, exigindo um novo padrão para a W”, afirmou.

Vale destacar que as atletas da WNBA vêm exigindo um contrato melhor, já que a liga tem crescido de forma consistente. Jogadoras como Caitlin Clark têm atraído uma audiência significativa, quebrando todos os recordes anteriores. Como resultado, a WNBA receberá US$ 200 milhões por temporada como parte de um contrato de 11 anos de direitos de mídia. Os valores chegam a US$ 2,2 bilhões, e o vínculo acabou sendo assinado com Disney, Amazon e NBCUniversal.

Além disso, a liga também receberá taxas de expansão de cinco franquias — Portland, Toronto, Detroit, Cleveland e Filadélfia — que devem integrar a WNBA entre 2026 e 2030. Diversas vezes as jogadoras se manifestaram publicamente sobre suas reivindicações. Recentemente, durante o Jogo das Estrelas da WNBA, elas foram vistas usando camisetas pretas com a frase “Pay Us What You Owe Us” (“Nos paguem o que nos devem”), em referência às negociações do novo acordo coletivo.

WNBA se pronuncia sobre ameaças de greve

A WNBA respondeu à declaração da WNBPA afirmando: “Fomos claros com a WNBPA, mas para que não haja dúvidas — nossa prioridade número um é concluir um novo acordo coletivo que atenda às prioridades das jogadoras, ao mesmo tempo em que apoie o crescimento e o sucesso de longo prazo da liga e das equipes.”

O comunicado ainda dizia: “Temos nos reunido com o sindicato durante todo o verão e continuaremos a nos reunir até que isso seja resolvido, com sessões adicionais já programadas para o restante da temporada.”

Vale ressaltar que a disparidade salarial entre a NBA e a WNBA é significativa. No caso da NBA, os jogadores recebem quase metade da receita relacionada ao basquete da liga, e o teto salarial aumenta conforme a receita cresce. Para a temporada 2025-26, houve um aumento máximo de 10%. Já na WNBA, o aumento é fixo em 3%.

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