Franquia de Indianapolis confirma permanência do general manager e do treinador mesmo após queda histórica que ampliou jejum de playoffs para cinco anos
O Indianapolis Colts deve manter o general manager Chris Ballard e o técnico Shane Steichen para a próxima temporada, apesar do colapso na segunda metade da campanha de 2025. A derrocada da equipe marcou o quinto ano consecutivo de ausência nos playoffs da NFL. A decisão parte da nova co-proprietária Carlie Irsay-Gordon e de suas duas irmãs, que assumiram papel central na gestão após a morte do pai, Jim Irsay, em maio de 2025.
Embora nenhuma confirmação oficial tenha sido feita até o momento desta publicação, após a derrota por 38 a 30 para o Houston Texans, que fechou a temporada com uma sequência de sete derrotas, o clube divulgou uma agenda de entrevistas à imprensa indicando que Steichen e Irsay-Gordon falariam com jornalistas nesta segunda-feira (5). Ballard, por sua vez, deve conceder sua coletiva de fim de temporada ainda nesta semana.
Pouco depois da divulgação da agenda, um repórter, contratado pelo próprio time, publicou na rede social X que Ballard e Steichen retornariam em 2026 — informação posteriormente repercutida pelos canais oficiais dos Colts.
Ballard e Steichen iniciaram a temporada sob forte pressão, em razão das constantes ausências nos playoffs. Em três temporadas, Steichen soma campanha de 25 vitórias e 26 derrotas. Já Ballard, em nove anos como general manager, levou a franquia aos playoffs apenas duas vezes, com somente uma vitória em pós-temporada. Os Colts não conquistam a Divisão Sul da AFC desde 2014.
O desempenho de Steichen também contrasta com o do rival divisional DeMeco Ryans, técnico do Houston Texans, contratado antes da temporada de 2023. Ryans acumula retrospecto de 32-19, com três aparições em playoffs e dois títulos da divisão.
Entretanto, o cenário parecia promissor no início da temporada. Com o novo quarterback Daniel Jones e o campeão de jardas corridas da NFL em 2021, Jonathan Taylor, o ataque de Indianapolis teve um início histórico. Com campanha de 8-2, ambos chegaram a figurar entre os candidatos ao prêmio de MVP.
A temporada, no entanto, começou a desandar após Jones sofrer uma lesão na fíbula, parte inferior da perna esquerda, diagnosticada depois da vitória na Semana 10 contra o Atlanta Falcons, em jogo disputado em Berlim. Quatro semanas depois, na derrota por 36 a 19 para o Jacksonville Jaguars, o quarterback rompeu o tendão de Aquiles direito, encerrando sua temporada.
Questionado no domingo (4) se acreditava que o time seguia na direção correta, Steichen demonstrou confiança. “Sim, acredito nisso. Mostramos sinais muito positivos no começo da temporada, mas tivemos circunstâncias infelizes. Isso faz parte da liga, é preciso superar esse tipo de situação”, afirmou.
As lesões de Jones também frearam a tentativa de Jonathan Taylor de conquistar seu segundo título de jardas corridas na carreira. Na tentativa de salvar as chances de playoffs, os Colts recorreram ao veterano Philip Rivers, de 44 anos, que saiu da aposentadoria. A estratégia não funcionou: Rivers perdeu suas três partidas como titular e ficou fora do jogo final da temporada, assistindo do banco ao desempenho consistente do novato Riley Leonard na derrota para Houston — apenas oito dias depois de os Texans já terem eliminado Indianapolis, ao vencer o Los Angeles Chargers.
Com a campanha final de 8-9, os Colts se tornaram o primeiro time, desde o Oakland Raiders de 1995, e apenas o sexto desde a fusão AFL-NFL, em 1970, a ficar fora dos playoffs após começar a temporada com 8-2.
Mesmo assim, os proprietários optaram por não mudar o comando do futebol americano da franquia, naquela que é considerada a decisão mais importante da família Irsay desde a morte de Jim Irsay.
“Isso não cabe a mim decidir”, disse Steichen, ao ser perguntado sobre seu futuro. “O que posso dizer é que amo este time, esta organização, esta cidade e os torcedores.”
Ballard e Steichen agora entram em mais uma temporada com incertezas na posição de quarterback. Daniel Jones, que parecia encaminhado para um contrato lucrativo após o bom início de ano, chega à segunda offseason consecutiva como agente livre, novamente cercado de dúvidas sobre seu histórico de lesões.
A dupla também terá de decidir o futuro de Anthony Richardson, escolha número 4 do Draft de 2023. Frequentemente lesionado, Richardson perdeu a vaga de titular para Jones ainda no training camp e lançou apenas dois passes em toda a temporada. Ele não voltou a ser relacionado após fraturar um osso da órbita ocular em um acidente incomum no vestiário antes de um jogo, em meados de outubro, quando uma faixa elástica de alongamento se rompeu.
Com a despedida na temporada, os Colts, além das incertezas para o próximo ano, ainda não terão escolhas de primeira rodada nos próximos dois Drafts da NFL. A franquia realizou uma troca com o New York Jets em meio à temporada de 2025 para adquirir o cornerback Sauce Gardner. Na negociação, a franquia de Indianapolis enviou seleções de primeira rodada de 2026 e 2027, além do wide receiver Adonai Mitchell para o time de Nova York.
nfl Jornalista, publicitário e apaixonado por esportes. Tem no futebol americano sua maior paixão e é torcedor fanático do San Francisco 49ers. A NBA entrou no coração com a sequência de títulos do San Antonio Spurs. No Baseball é San Francisco Giants e no College Football torce por LSU.
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