Bengals estudam uso da franchise tag enquanto buscam soluções para fortalecer o pass-rush após temporada decepcionante
A offseason 2026 da NFL promete ser determinante para o Cincinnati Bengals, especialmente no que diz respeito ao futuro do defensive end Trey Hendrickson. A franquia enfrenta uma decisão estratégica complexa: aplicar ou não a franchise tag antes do prazo estipulado no início de março. Caso contrário, o jogador poderá testar o mercado como free agent irrestrito e deixar o time a custo zero.
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O diretor de elenco Duke Tobin reconheceu, durante o NFL Combine em Indianápolis, que qualquer negociação envolvendo Hendrickson exigiria múltiplos fatores alinhados. Segundo ele, trocas na NFL são naturalmente difíceis, pois dependem de parceiros comerciais, acordos financeiros e da cooperação do próprio atleta.
Trey Hendrickson the last 5 seasons:
— SleeperColts (@SleeperColts) February 15, 2026
▪️ 60+ sacks
▪️ 4× Pro Bowl
▪️ 1× First-Team All-Pro
▪️ Back-to-back 17.5 sack seasons
Should the Colts make a move for Hendrickson? 👀 pic.twitter.com/wmn2sLfgLz
Para viabilizar uma eventual troca, os Bengals precisariam primeiro aplicar a franchise tag e, em seguida, encontrar uma equipe disposta a oferecer compensação adequada e um novo contrato ao defensor. Trata-se de uma equação delicada, especialmente considerando o histórico recente do jogador.
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Na última temporada, Hendrickson recebeu US$ 29 milhões após renegociação salarial que encerrou um impasse contratual prolongado até o training camp. Contudo, lesões limitaram sua produção. Depois de liderar a NFL com 17,5 sacks em 2024 – e somar a mesma marca no ano anterior, 2023 – ele registrou apenas quatro sacks em sete partidas antes de ser colocado na injured reserve devido a uma lesão muscular que exigiu cirurgia.
Tobin evitou antecipar qualquer decisão definitiva, reforçando que todas as opções permanecem em aberto para os Bengals. Ao mesmo tempo, destacou que a organização dispõe de recursos financeiros para agir de forma agressiva na reconstrução do elenco.
A necessidade de reforçar o pass-rush tornou-se prioridade após campanha de 6-11 e terceira ausência consecutiva nos playoffs. O técnico Zac Taylor enfatizou que equipes bem-sucedidas nos playoffs recentes se destacaram justamente pela capacidade de pressionar quarterbacks adversários.
Além de decidir sobre Hendrickson, os Bengals avaliam o mercado de free agency, que apresenta nomes interessantes na posição de edge rusher. Taylor indicou que a comissão técnica está analisando perfis que se encaixem no sistema defensivo da equipe, para possivelmente complementarem ou substituírem o camisa 91.
Apesar das críticas recebidas após mais uma temporada abaixo das expectativas, Tobin demonstrou otimismo quanto à capacidade de reverter o cenário em 2026. Segundo ele, a diretoria acredita que adições estratégicas podem recolocar o time entre os candidatos competitivos da AFC.

O desfecho envolvendo Trey Hendrickson terá impacto direto na identidade defensiva do Cincinnati Bengals na próxima jornada. Mantê-lo significaria apostar na recuperação física e no potencial de retomar o nível de 2024.
Negociá-lo, por outro lado, poderia render ativos importantes para renovação do elenco – desde que não se perca a competitividade, especialmente com Joe Burrow como quarterback titular, visando um retorno aos playoffs.
Com prazo se aproximando e mercado atento, Cincinnati entra em semanas decisivas. A maneira como a franquia conduzir essa situação poderá moldar não apenas a próxima temporada, mas o futuro competitivo dos Bengals em uma divisão cada vez mais disputada e acirrada.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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