O Boston Celtics chega à próxima temporada da NBA em meio a uma grande transformação. Bem como, com a pressão do teto salarial e das novas regras de segundo apronte financeiro, o time abriu mão de peças importantes como Jrue Holiday e Kristaps Porzingis.
Dessa forma, a reformulação, inevitavelmente, abriu espaço para novos nomes e deixou o elenco repleto de interrogações, especialmente após a lesão de Aquiles de Jayson Tatum, que deve desfalcar os Celtics por toda a próxima temporada.
Sem sua principal estrela, o técnico Joe Mazzulla terá que distribuir minutos entre jovens em busca de espaço e veteranos tentando se firmar. Enquanto o garrafão é um ponto crítico – mas deve ter Neemias Queta entre a rotação titular – após a saída dos três principais pivôs, a rotação de alas surge como um dos setores mais intrigantes no training camp.
Inclusive, semelhantemente a Queta, outro reserva que deve assumir papel de titular é o armador Payton Pritchard, deixando apenas os alas como grande incógnita no elenco.
Jaylen Brown assume protagonismo
Primeiramente, com Tatum fora, Jaylen Brown terá a responsabilidade de liderar o ataque dos Celtics. Sem dúvidas, ele será o alvo número um dos adversários em todos os jogos, e o sucesso da equipe dependerá de sua capacidade de sustentar o protagonismo ao longo da temporada.
Ao seu lado, Sam Hauser aparece como opção confiável no perímetro, embora lesões tenham atrapalhado sua regularidade no último ano. Ainda assim, ele deve receber mais minutos de rotação e ganhar algumas oportunidades como titular na ala.
Jovens ganham chance real
Porém, a reformulação abre espaço para três escolhas recentes de Draft. Jordan Walsh, Baylor Scheierman e Hugo Gonzalez chegam ao elenco com diferentes expectativas. A princípio, Gonzalez, de apenas 19 anos, é mais armador do que ala, e ainda é considerado um projeto de longo prazo, apesar dos bons momentos na Summer League. De qualquer forma, espera-se que ele receba minutos consistentes em seu primeiro ano da NBA.
Enquanto isso, Walsh entra no terceiro ano de NBA e precisa transformar boas atuações na liga de verão em impacto real na rotação principal, algo que não fez até agora.
Por fim, Scheierman, o mais experiente após cinco anos no basquete universitário, enfrenta uma temporada decisiva em seu segundo ano de NBA. Seu arremesso instável é a maior preocupação, mas ele terá a oportunidade de provar que pode contribuir ofensivamente e com sua alta energia defensiva. Para muitos, ele tem o maior potencial atual de ocupar minutos na ala.
Minott pode ser fator surpresa
Além dos jovens do seu elenco, os Celtics trouxeram Josh Minott, ex-Timberwolves. Aos 22 anos, o ala soma 93 jogos na liga e chega a Boston em busca de consolidação. O clube apostou nele na free agency, apostando em seu potencial atlético e capacidade de adaptação ao estilo de Mazzulla.
Finalmente Brown e Hauser como peças já estabelecidas, o grande desafio da comissão técnica será definir quem, entre Walsh, Scheierman, Gonzalez e Minott, pode se tornar parte consistente da rotação. O investimento em escolhas de Draft mostra que o futuro também está em jogo. As respostas para os Celtics começarão a aparecer no training camp, que começa em cerca de um mês.
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