De virada, americanos vencem canadenses por 3 a 1 e garantem vaga antecipada na decisão do torneio; partida é marcada por rivalidade acirrada
As seleções dos EUA e do Canadá se enfrentaram neste sábado (15), em Montreal, pela segunda rodada do 4 Nations Face-Off. Foi o segundo jogo do dia — mais cedo, a Finlândia derrotou a Suécia. Com vitória por 3 a 1, os EUA somam seis pontos, lideram o grupo único com folga e garantiram classificação antecipada para a finalíssima do torneio.
Pode-se dizer que o jogo estava acirrado antes mesmo de começar, com o público repetindo as vaias ao hino americano. A provocação por parte dos canadenses tem sido uma tônica na NHL desde que o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse querer “anexar o Canadá.” O comportamento já havia se repetido na primeira rodada do 4 Nations Face-Off.
Apenas dez segundos: foi o tempo necessário para os jogadores de Estados Unidos e Canadá brigarem e acumularem penalidades, cedendo o primeiro power-play da noite ao Canadá. Os irmãos Matthew e Brady Tkachuk, destaques na vitória de quinta-feira (13) sobre a Finlândia com um gol cara, dessa vez foram juntos para o banco de penalidades.
O clima de hostilidade que começou com as vaias e chegou ao ápice com as brigas, no entanto, parou por aí. Descontando uma ou outra jogada mais ríspida e rusgas entre alguns atletas ao longo da noite, a partida foi limpa e praticamente sem faltas aplicadas — apesar de algumas falhas de arbitragem.
Com uma assistência cirúrgica de Drew Doughty, Connor McDavid apriu o placar para o Canadá, levanto a torcida de Montreal ao delírio. Acabou sendo o único gol da seleção da casa na partida.
Os americanos, por outro lado, exploraram o jogo físico e, a exemplo da partida de abertura, estiveram focados ao longo dos 60 minutos, validando declarações de Matthew Tkachuk e do técnico Mike Sullivan: os Yanks não encarariam o 4 Nations como um torneio amistoso a exemplo do All-Star Game, mas como uma competição internacional a ser levada a sério.
O empate veio ainda no primeiro período, com Jake Guentzel concluindo excelente jogada de Jack Eichel, e, na segunda etapa, um turnover forçado por Matt Boldy resultou no gol de Dylan Larkin. O capitão do Detroit Red Wings arrancou sozinho da linha azul defensiva até o gol canadense.
Larking e Guentzel pontuaram novamente nos minutos finais: o primeiro deu o passe para o segundo marcar na rede vazia, fechando a vitória. Placar final: EUA 3, Canadá 1.
Pelo regulamento do 4 Nations Face-Off, vitória no tempo regulamentar vale três pontos. Assim, com seis pontos, os americanos não podem mais ser alcançados na liderança da chave única. “Estou impressionado com a vontade deles em defender”, disse Sullivan, sobre como os EUA vêm anulando os ataques adversários.
Sobretudo, a baixa foi Matthew Tkachuk, que deixou o rinque lesionado e deve ser poupado na próxima rodada.
Autor do passe errado que resultou no turnover e gol de Guentzel, o capitão Sidney Crosby definiu o clássico norte-americano como “um jogo de detalhes”, comparou o nível do 4 Nations com o dos playoffs da NHL e falou sobre como uma falha pode ser fatal: “Entreguei o puck de graça para eles e terminou no fundo da rede. É desse jeito, rápido.”
Com dois pontos, o Canadá está em segundo lugar no grupo, superando Finlândia e Suécia pelos critérios de desempate. Todas mantêm chances de classificação.
Por fim, nesta segunda-feira (17), as seleções viajam para Boston. À tarde, os canadenses enfrentam os finlandeses. Posteriormente, à noite, americanos e suecos jogam.
nhl Redator publicitário e quadrinista amador. Fanático por hóquei desde os anos 90, com mais da metade da vida dedicada a leituras e pesquisas sobre o assunto por puro hobby. Entusiasta de Nintendinho 8 bits, Master System e Super Nintendo, leitor do Capitão Marvel e Lanterna Verde, ouvinte de heavy metal e hardcore punk.
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