Presidente dos Estados Unidos ameaçou travar a construção do novo estádio caso a franquia não volte a se chamar 'Redskins'
Mesmo diante da recente pressão do presidente Donald Trump, a prefeita de Washington D.C., Muriel Bowser, reforçou sua determinação em fechar o acordo para construir um novo estádio e viabilizar o retorno do Washington Commanders à capital dos Estados Unidos em entrevista à ESPN norte-americana nesta segunda-feira (21).
“É nisso que eu acredito”, afirmou Bowser. “Tive a oportunidade de conversar algumas vezes com o presidente sobre este local e sobre o nosso time. E posso dizer isso sem nenhuma dúvida: ele é fã do Jayden Daniels, e ele mesmo disse, na coletiva de imprensa em que estávamos, que esse, provavelmente, é o melhor local que já viu para um estádio. É isso que ouvi ele dizer, e é nisso que vamos nos basear.”
Recentemente, Trump ameaçou travar a construção da nova arena caso a franquia não retomasse seu antigo nome, “Redskins” – termo utilizado entre sua fundação e 2020 que foi alterado por ser considerado racista contra os nativos americanos.
Apesar da confiança de Bowser, Trump manteve postura firme. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que o presidente “falava sério” sobre um possível veto. “Esportes são uma das muitas paixões deste presidente, e ele quer ver o nome daquele time ser mudado”, disse.
Essa não é a primeira vez que o nome “Redskins” interfere no processo. Sobretudo, Bowser já havia alertado que diversos membros do conselho de Washington D.C. poderiam rejeitar a aprovação do projeto do estádio caso a franquia adotasse novamente o nome anterior.
Além disso, o proprietário dos Commanders, Josh Harris, mantém posição firme: não há planos de reverter o nome. Fontes internas confirmam que o retorno a “Redskins” sequer está sendo considerado.
“Deixe-me ser clara: estamos na linha de uma jarda e é hora de cruzar a linha”, reiterou Bowser. “Nem consigo imaginar ter de começar tudo de novo. Não tem ninguém na fila com US$ 2,7 bilhões. Esse estádio é um catalisador e vai atrair outros investimentos. Qualquer obstáculo deve ser desencorajado.”
O impasse ocorre em fase delicada das negociações. O acordo para o retorno dos Commanders a Washington, após 28 anos sediando jogos em Maryland, ainda precisa de aprovação do Conselho da capital, formado por 13 membros.
Assim, o novo estádio terá capacidade para 65 mil pessoas e custo estimado em US$ 2,7 bilhões. A meta, inclusive, é arrecadar US$ 1 bilhão por meio de financiamentos públicos, empréstimos e investidores.
Por fim, segundo fontes ligadas ao clube, a previsão é inaugurar a arena em 2030, em tempo para possíveis partidas da Copa do Mundo Feminina, fator que aumenta a urgência pela aprovação do projeto.
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nfl Jornalista. Começou a acompanhar NFL por influência paterna e expandiu seu amor aos outros esportes americanos. Torcedor do Los Angeles Lakers, Rams e Dodgers, além de santista roxo.
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