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NFL investiga ligação de dirigente dos Giants com Epstein

Matheus Puk

NFL analisa documentos federais e comissário Roger Goodell promete cautela ao avaliar o caso envolvendo Steve Tisch e Jeffrey Epstein

A NFL abriu uma apuração preliminar após o nome de Steve Tisch, co-proprietário do New York Giants, aparecer centenas de vezes em documentos oficiais ligados ao caso Jeffrey Epstein. Os arquivos foram divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e reacenderam o debate sobre possíveis conexões de figuras públicas com o financista condenado por crimes sexuais.

Diante da repercussão, o comissário Roger Goodell afirmou que a liga irá analisar os fatos com cuidado antes de qualquer conclusão. Segundo ele, a NFL pretende entender o contexto das menções, além de avaliar se há implicações diretas dentro da política de conduta pessoal da liga.

“Com certeza, vamos analisar todos os fatos”, disse o comissário Roger Goodell, na segunda-feira (02). “Vamos analisar o contexto e tentar entender a situação. Vamos ver como isso se enquadra na política de conduta pessoal da liga. Acho que vamos dar um passo de cada vez. Primeiro, vamos apurar os fatos”, concluiu.

NFL adota cautela e promete apuração detalhada

Goodell deixou claro que a investigação seguirá um processo gradual. A liga quer verificar o conteúdo real das citações envolvendo o dirigente dos Giants, sem antecipar julgamentos ou decisões disciplinares. Esse posicionamento reflete o histórico da NFL em lidar com temas sensíveis, priorizando análise documental antes de ações públicas.

Embora o nome de Tisch apareça mais de 400 vezes nos arquivos relacionados a Epstein, isso não significa, automaticamente, envolvimento criminal. Ainda assim, a simples associação exige atenção, especialmente considerando o impacto institucional para a franquia e para a própria liga.

Steve Tisch admite contato, mas nega irregularidades

Na semana anterior à divulgação dos documentos, Steve Tisch confirmou que conhecia Epstein, destacando que o relacionamento se limitava a trocas de e-mails e conversas sobre temas como filmes, investimentos e filantropia. Ele também afirmou que as mensagens envolviam apenas mulheres adultas, negando qualquer conduta ilegal.

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Além disso, Tisch foi enfático ao declarar que nunca esteve na ilha particular de Epstein, frequentemente citada em investigações e depoimentos. O executivo, de 76 anos, jamais foi formalmente acusado ou indiciado em qualquer fase do caso, ponto reforçado por seus representantes.

Divulgação dos arquivos reacende debate público

Os documentos vieram a público por meio do Epstein Files Transparency Act, uma lei criada após intensa pressão política e social. A legislação obriga o governo norte-americano a liberar registros relacionados a Epstein e à sua cúmplice, Ghislaine Maxwell, já condenada.

A revelação trouxe novamente o tema ao centro das atenções, atingindo empresários, políticos e figuras do esporte. No caso dos Giants, a situação gera desconforto institucional, embora, até o momento, não haja indícios formais de infração por parte de Tisch.

Conhecido por seu trânsito entre políticos, empresários e celebridades, ele construiu uma vasta rede de contatos ao longo de décadas. Parte das acusações mais graves envolve atividades supostamente ocorridas em Little St. James, ilha privada nas Ilhas Virgens Americanas que ficou conhecida mundialmente como “Ilha de Epstein”.

Jeffrey Epstein, Giants
Jeffrey Epstein morreu cerca de um mês depois de sua prisão em 2019 – Foto: Northwest Florida Daily News via Imagn Content Services, LLC

Postura dos Giants

A divulgação dos arquivos tem provocado reações em diferentes setores, incluindo o esportivo. No caso dos Giants, a franquia não é alvo de investigação, e o posicionamento oficial busca separar a instituição das ações individuais citadas nos documentos.

Embora as revelações continuem gerando debate público, o caso de Steve Tisch exemplifica o cuidado necessário ao analisar o alcance das conexões de Epstein. Para o dirigente, o episódio deixa uma marca incômoda, mas, segundo ele, não altera os fatos centrais – não houve crime, nem participação em atividades ilegais ligadas ao financista. No entanto, agora cabe a Justiça determinar o destino de Tisch, se ele cometeu crimes, ou não.

Enquanto a NFL segue reunindo informações, o cenário permanece em aberto. A liga busca preservar sua credibilidade, ao mesmo tempo em que evita decisões precipitadas. Para os Giants, o episódio representa um desafio fora de campo, que pode ter repercussões políticas e de imagem, mesmo sem consequências legais confirmadas.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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