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Giants: Co-proprietário da franquia nega visitas à Ilha de Jeffrey Epstein

Matheus Puk

Dirigente dos Giants admite contato com Jeffrey Epstein, mas afirma que nunca aceitou convites e diz lamentar associação citada em documentos

O co-proprietário do New York Giants, Steve Tisch, se manifestou após ter seu nome citado cerca de 440 vezes em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os arquivos fazem parte do conjunto conhecido como Epstein Files e reacenderam o debate sobre figuras públicas que tiveram contato com Jeffrey Epstein antes de sua prisão e morte, em 2019.

Em comunicado oficial distribuído pela franquia Tisch reconheceu que conhecia o criminoso, mas negou qualquer envolvimento mais profundo. Segundo ele, a relação foi breve e limitada a trocas de e-mails sobre temas como investimentos, filantropia e cinema, além de conversas envolvendo mulheres adultas. O executivo afirmou ainda que nunca aceitou convites para visitar a ilha do financista e que se arrepende da associação.

O conteúdo dos arquivos e a resposta de Tisch

Os documentos tornados públicos somam cerca de 3 milhões de páginas e foram liberados após a aprovação do Epstein Files Transparency Act, lei criada depois de forte pressão política e social por mais transparência no caso. As investigações envolvem não apenas Epstein, mas também sua ex-companheira e cúmplice condenada, Ghislaine Maxwell.

Entre os e-mails incluídos no material, há mensagens de 2013 em que Jeffrey aparece intermediando contatos entre Tisch e mulheres. Em alguns trechos, a linguagem usada pelo financista é considerada inapropriada e levanta questionamentos sobre o contexto dessas conversas. Ainda assim, não há qualquer acusação criminal formal contra o dirigente dos Giants.

Tisch, hoje com 76 anos, reforçou que jamais foi acusado de crime relacionado às investigações envolvendo o traficante de menores convicto. Ele declarou que não deu continuidade a convites feitos pelo financista e que, à luz dos fatos conhecidos posteriormente, lamenta profundamente ter mantido qualquer tipo de contato.

Quem é Steve Tisch dentro dos Giants

Além de empresário, Steve Tisch é um nome consolidado tanto no esporte quanto na indústria do entretenimento. Ele venceu o Oscar em 1994 como produtor do filme “Forrest Gump” e ocupa os cargos de chairman e vice-presidente executivo do time. Sua ligação com a franquia começou em 1991, quando seu pai, Preston Tisch, adquiriu 50% da equipe da família Mara.

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Desde então, Tisch tem sido uma das figuras centrais na gestão do time nova-iorquino, participando de decisões estratégicas e representando a franquia em questões institucionais da NFL. Por isso, a menção ao seu nome nos arquivos de Epstein ganhou grande repercussão, mesmo sem acusações diretas.

O dirigente destacou que sua carreira e reputação sempre foram construídas dentro da legalidade e que colabora com qualquer esclarecimento necessário. Para ele, a divulgação dos documentos reforça a importância de diferenciar associações sociais de envolvimento criminal.

A história sombria e criminosa de Epstein

Jeffrey Epstein foi preso em 2019 sob acusações federais de tráfico sexual envolvendo menores de idade. Um mês após a prisão, ele foi encontrado morto em sua cela em Nova York, em um caso oficialmente classificado como suicídio. Antes disso, já havia sido condenado em 2008 na Flórida por solicitação de prostituição envolvendo uma menor, tornando-se réu reincidente.

Conhecido por seu trânsito entre políticos, empresários e celebridades, ele construiu uma vasta rede de contatos ao longo de décadas. Parte das acusações mais graves envolve atividades supostamente ocorridas em Little St. James, ilha privada nas Ilhas Virgens Americanas que ficou conhecida mundialmente como “Ilha de Epstein”.

Jeffrey Epstein, Giants
Jeffrey Epstein morreu cerca de um mês depois de sua prisão em 2019 – Foto: Northwest Florida Daily News via Imagn Content Services, LLC

Postura dos Giants

A divulgação dos arquivos tem provocado reações em diferentes setores, incluindo o esportivo. No caso dos Giants, a franquia não é alvo de investigação, e o posicionamento oficial busca separar a instituição das ações individuais citadas nos documentos.

Embora as revelações continuem gerando debate público, o caso de Steve Tisch exemplifica o cuidado necessário ao analisar o alcance das conexões de Epstein. Para o dirigente, o episódio deixa uma marca incômoda, mas, segundo ele, não altera os fatos centrais – não houve crime, nem participação em atividades ilegais ligadas ao financista. No entanto, agora cabe a Justiça determinar o destino de Tisch, se ele cometeu crimes, ou não.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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