Mesmo fora da briga pelos playoffs, Cleveland Browns reage, vence rival histórico e reforça identidade competitiva na reta final
O Cleveland Browns entrou nas últimas semanas da temporada cercados por incertezas. O futuro do técnico Kevin Stefanski voltou ao centro das discussões, o desempenho ofensivo segue irregular e a campanha está longe do ideal. Ainda assim, dentro de campo, Cleveland tem mostrado algo que nem sempre aparece em temporadas frustrantes – compromisso competitivo até o último snap.
A vitória por 13 a 6 sobre o Pittsburgh Steelers, na semana 17 da NFL, foi simbólica. Além de impedir o rival de confirmar o título da AFC Norte, os Browns deram sinais claros de que não estão, simplesmente, “cumprindo tabela”. Uma semana antes, a equipe havia perdido por apenas três pontos para o Buffalo Bills. Agora, mesmo com limitações, Cleveland responde com esforço, defesa sólida e postura profissional.
Questionado sobre seu futuro, Kevin Stefanski manteve o discurso direto. O treinador deixou claro que sua atenção está totalmente voltada para o duelo contra o Cincinnati Bengals, encerrando qualquer especulação pública sobre seu destino. Internamente, porém, a atuação recente dos Browns ajuda – e muito – a fortalecer sua posição.
A vitória sobre Pittsburgh foi apenas a quarta da temporada, mas já supera o total de triunfos de 2024. Caso Cleveland consiga vencer Cincinnati, será a primeira sequência positiva desde 2023, algo que pode pesar na avaliação do proprietário Jimmy Haslam. Ainda que uma eventual mudança aconteça, Stefanski dificilmente ficaria sem mercado.
the definition of tough and competitive getting his game ball for today 🫡 pic.twitter.com/UaCHm2WYy4
— Cleveland Browns (@Browns) December 28, 2025
No ataque, o contexto segue desafiador. Shedeur Sanders melhorou seu recorde como titular para 2-4, mesmo enfrentando uma série de obstáculos. Sem seu principal running back, Quinshon Judkins, fora da temporada após fratura na perna, e com o tight end Harold Fannin Jr. limitado por lesão, o jovem quarterback precisou improvisar.
Apesar das dificuldades no segundo tempo, Sanders mostrou evolução nos fundamentos. Sua movimentação no pocket e tomada de decisão avançaram, mesmo atrás de uma linha ofensiva remendada. Para os Browns, esse desenvolvimento individual é um dos poucos pontos positivos ofensivos em um ano inconsistente.
Se o ataque oscila, a defesa segue como a base do time. Contra os Steelers, Cleveland não permitiu touchdowns pela segunda vez na temporada e pela quinta desde que Jim Schwartz assumiu como coordenador defensivo, em 2023. Desde o retorno da franquia em 1999, isso só aconteceu em poucas temporadas.
Esse desempenho mantém os Browns competitivos mesmo quando o ataque trava. Pressão constante, disciplina contra o jogo terrestre e boa leitura de cobertura seguem sendo marcas registradas da unidade. Enquanto isso, Myles Garrett, grande nome da franquia, segue perseguindo o recorde de sacks em uma única temporada, o que pode acontecer nesta última rodada contra o Cincinnati Bengals e sua porosa linha ofensiva.

A vitória, naturalmente, não agradou a todos. Parte da torcida lamentou a queda de posições no draft. Dentro do vestiário, porém, o discurso foi unânime. Myles Garrett foi contundente ao rejeitar qualquer ideia de “entregar” jogos por escolhas futuras.
Para ele, vestir a camisa dos Browns significa competir sempre, independentemente do recorde. Essa mentalidade ajuda a explicar por que Cleveland segue lutando, mesmo sem grandes objetivos na tabela.
O principal alerta está no segundo tempo ofensivo. Com média de apenas 120,7 jardas após o intervalo nos jogos de Sanders, os Browns figuram entre os piores da liga nesse recorte. Além disso, vêm sendo superados por 60 a 38 nos terceiros e quartos períodos nas últimas seis semanas.
Ainda assim, se algo ficou claro nas últimas rodadas, é que Cleveland não desistiu. E, em uma temporada marcada por frustrações, isso já diz muito sobre o caráter do elenco – e do comando técnico sob Kevin Stefanski que, de qualquer forma, ainda não tem emprego garantido para 2026.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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