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Steve Kerr lamentou novo episódio de violência armada ocorrido em universidade americana e reforçou apelo por medidas concretas
Sete anos depois de se posicionar publicamente antes de um jogo em Portland, Steve Kerr voltou a falar sobre um tema que, infelizmente, permanece atual nos Estados Unidos. Na noite de domingo (14), antes do confronto entre Golden State Warriors e Portland Trail Blazers, o treinador lamentou mais um episódio de violência armada, desta vez após um tiroteio ocorrido na Universidade de Brown, que deixou dois mortos e nove feridos.
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Para Steve Kerr, o cenário se repete de forma dolorosamente previsível. O técnico reconheceu que não foi questionado pela imprensa sobre o assunto, mas sentiu a necessidade de se manifestar. Segundo ele, o silêncio e a tentativa de seguir adiante como se nada tivesse acontecido fazem parte da natureza humana, porém são justamente o que impede mudanças reais.
“Isso só me lembra que esses tiroteios continuam acontecendo e que podemos fazer algo a respeito. A perda que todas as pessoas envolvidas na noite passada estão sentindo é exatamente a mesma perda que todas as famílias de Parkland e todos os outros tiroteios em massa. Ninguém me perguntou sobre isso hoje. Eu não esperava que ninguém me perguntasse… É da natureza humana pensar: ‘Isso é horrível. Melhor nem pensar nisso.’ Mas precisamos pensar nisso”, disse Steve Kerr.
Steve Kerr on yesterday's tragic shooting at Brown University. pic.twitter.com/MwaIbwzLlP
— Golden State Warriors (@warriors) December 15, 2025
A fala de Steve Kerr carregou um peso pessoal difícil de ignorar. Filho de Malcolm Kerr, assassinado em Beirute em 1984, o treinador sempre tratou a violência armada como algo além de um debate político. Para ele, trata-se de uma questão humana, que atravessa famílias, comunidades e gerações inteiras.
Ao relembrar o massacre de Parkland, em 2018, Steve Kerr destacou que a dor vivida pelas famílias das vítimas recentes é a mesma sentida por tantas outras ao longo dos anos. A repetição dessas tragédias, segundo o técnico, mostra que o problema não está na falta de consciência, mas na ausência de ação concreta por parte da sociedade e de seus representantes.
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Mesmo sem ser provocado, Steve Kerr optou por falar. Para ele, ignorar o tema é permitir que o ciclo continue. Pensar sobre isso, ainda que desconfortável, é o primeiro passo para qualquer transformação.
Durante sua declaração, Steve Kerr fez questão de separar responsabilidade de generalização. Ele reconheceu que a maioria dos donos de armas nos Estados Unidos é composta por cidadãos responsáveis e cumpridores da lei. Ainda assim, ressaltou que pesquisas indicam amplo apoio popular a medidas de bom senso para conter a violência armada.
Na visão de Steve Kerr, o debate não deveria ser dominado por divisões partidárias. Democratas, republicanos, donos de armas ou não – todos compartilham algo em comum quando a tragédia bate à porta. O técnico foi enfático ao questionar como as pessoas reagiriam se as vítimas fossem seus próprios filhos, irmãos ou familiares próximos.
Mais do que um desabafo, a fala de Steve Kerr foi um chamado à ação. Ele incentivou cidadãos comuns a cobrarem posicionamentos claros de seus representantes políticos, defendendo que pequenas mudanças podem salvar vidas. Para o treinador, não se trata de retirar direitos, mas de estabelecer limites razoáveis.
Em uma liga que frequentemente se posiciona sobre questões sociais, Steve Kerr segue como uma das vozes mais consistentes e firmes da NBA. Seu discurso não busca aplausos nem manchetes, mas consciência. Enquanto os episódios de violência continuarem a se repetir, o técnico deixa claro que continuará usando sua visibilidade para lembrar algo simples, porém urgente – já passou da hora de dizer basta.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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