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Entre queda de rendimento, falta de encaixe e rumores fortes, Warriors tentam entender qual o próximo passo com Jonathan Kuminga
A novela Jonathan Kuminga ganhou mais um capítulo tenso na NBA, e os Warriors voltam a conviver com um tema que se tornou cíclico nos últimos cinco anos. Afinal, como transformar o potencial de um atleta explosivo em impacto real dentro de um sistema tão específico? A resposta continua distante – e cada vez mais urgente.
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O cenário é pesado e cheio de idas e vindas. Dessa forma, rumores de troca voltaram com força. Kuminga perdeu espaço na rotação enquanto a sincronia com as combinações que Steve Kerr deseja usar simplesmente não aparece.
Steve Kerr on the Jonathan Kuminga situation, his minutes, and how the impending Jan 15th deadline affects the Dubs:
— Kenzo Fukuda (@kenzofuku) December 11, 2025
“It’s not an easy situation but nobody knows what’s going to happen. My goal is to get JK to play at the highest level, that’ll help us win.”
Long soundbite. pic.twitter.com/vT2d36v0y8
E, enquanto isso, a torcida analisa cada gesto do jovem ala como se fosse uma pista do que vem pela frente. Tudo isso em um ambiente onde não há tempo para testes, porque com Stephen Curry ainda jogando em nível de elite, cada decisão é tomada sob pressão máxima.
Logo após o treino de quarta-feira (10), o técnico dos Warriors, Steve Kerr, falou de forma particularmente franca sobre o momento do camisa 00. Em suas palavras, ele destacou o lado humano de um processo que sempre pareceu desconfortável para os dois lados – e também deixando em aberto a possibilidade de uma troca.
“Posso imaginar que não seja fácil para ele. Meu desejo é que JK se torne o melhor jogador possível, independentemente de onde ele esteja – aqui ou em outro lugar”, afirmou o técnico dos Warriors.
Os números ajudam a explicar parte da frustração. Kuminga começou o ano bem, contribuindo para um animador 4-1 Warriors em cinco jogos, mas viu sua produção despencar. E, assim como o desempenho do jovem atleta caiu – o da equipe, como um todo, também sofreu.
Ele soma em média 12,4 pontos, 6,3 rebotes e 2,3 assistências com 43,8% de aproveitamento na temporada. Porém, nos últimos dez jogos, a queda é notável: 8,8 pontos, 5,7 rebotes, 2,2 assistências e apenas 35,8% de acerto, além de um preocupante -53 de plus/minus e 26 turnovers.
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Kerr entende bem o que é viver no mercado de trocas — foi negociado seis vezes em 17 temporadas. Mas também reconhece que Kuminga não teve o desenvolvimento tradicional de um jovem top 10. Enquanto outros calouros testam, erram e aprendem em times em reconstrução, ele entrou direto em uma equipe campeã, onde cada erro pesa e cada minuto vale ouro.

No fim das contas, tudo se resume ao problema mais antigo dessa equação. “São as combinações, o encaixe. Isso acontece há anos. É óbvio”, admitiu Kerr. O Golden State Warriors tentou de tudo. Usá-lo ao lado de Curry, colocá-lo liderando a segunda unidade, cercá-lo de arremessadores, movê-lo com e sem a bola… e nada funcionou. A resposta foi quase sempre a mesma, com alguns lampejos, não consistência.
Para completar, Kuminga pediu para ser treinado com mais rigor e respondeu bem às cobranças. Mesmo assim, nada parece consolidar o papel que o técnico gostaria que ele tivesse. “Eu, realmente, sinto por ele. Ele tem vivido à mercê das minhas decisões e do que quero ver da nossa equipe”, concluiu Kerr.
Com a temporada avançando e a urgência aumentando, o dilema dos Warriors permanece: insistir no desenvolvimento ou aceitar que, talvez, a peça nunca vá encaixar. O próximo capítulo dessa história – como sempre – promete ser decisivo.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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