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Com retrospecto de 2-4 nos últimos seis jogos, Warriors 'ligam sinal de alerta' e Steve Kerr faz cobranças duras ao elenco antes de retorno de Curry
O início de temporada do Golden State Warriors foi digno de empolgar seus torcedores, com quatro vitórias nos primeiros cinco jogos, incluindo triunfos sobre Lakers, Nuggets e Clippers. No entanto, a maré virou rapidamente.
O time de Steve Kerr soma agora uma sequência de 2–4 nos últimos seis compromissos, com derrotas dolorosas – incluindo para o Milwaukee Bucks sem Giannis Antetokounmpo e o Indiana Pacers desfalcado de cinco titulares da última final da NBA – embora na última rodada, os Warriors tenham ‘se vingado’ de Indy.
Jimmy Butler III did a bit of everything in the @warriors W at Chase Center tonight!
— NBA (@NBA) November 10, 2025
21 points | 9 rebounds | 7 assists | 2 steals | 1 block pic.twitter.com/PfgTofFBOy
Dessa forma, em entrevista recente, o técnico dos Warriors deixou claro que, apesar dos tropeços, o foco do momento está no “processo”. Vale lembrar que, atualmente, a equipe está desfalcada do seu principal craque, Stephen Curry.
“Tem que haver um processo que leve à execução, que leve às vitórias. E, portanto, neste momento, o foco está no processo. Cuidem da bola, e nós, como treinadores, podemos ajudar vocês com isso, com o espaçamento e o nosso esquema ofensivo; o que estamos fazendo é uma colaboração”, disse Kerr.
Desde que Steve Kerr assumiu o comando em 2014, o Golden State Warriors se destacou pela fluidez ofensiva e pela movimentação de bola. O time está, há dez temporadas consecutivas, entre os dez que mais passam por jogo – hoje ocupa a quarta posição, com 323,4 passes por partida.
++Warriors: Buddy Hield explica ‘experiência fora do corpo’ com Steve Kerr
Entretanto, esse estilo de jogo rápido e criativo tem um preço. Atualmente, os Warriors registram uma taxa de desperdício de bola de 16,4%, a 23ª pior da liga. Foram pelo menos 15 turnovers em sete dos dez jogos até agora, o que vem custando resultados em partidas equilibradas.
“Adaptar-se ou morrer. Quero dizer, a liga mudou, e todos estão jogando com ritmo acelerado e arremessos de três pontos. Eu diria que, sete ou oito anos atrás, podíamos cometer 18 turnovers e não importava, porque íamos arremessar de três, jogar rápido e superar os adversários em habilidade. Agora você pode jogar contra um dos piores times da liga, e eles vão te vencer arremessando, acertando 20 bolas de três e jogando muito rápido se você cometer um erro”, explicou.
Portanto, uma das mentes mais criativas e inteligentes de toda da liga, Steve Kerr reconhece que o cenário da NBA mudou e que os erros agora são mais fatais do que nunca – e os Warriors precisam se acostumar com isso urgentemente.

Curiosamente, mesmo com o técnico pedindo mais velocidade, os Warriors estão entre os times mais lentos da NBA, com 100,9 posses de bola por jogo, apenas a 21ª marca da liga. O Miami Heat, por exemplo, lidera a estatística com 106,9 posses.
Um dos fatores limitantes é a idade do elenco. O Golden State tem a segunda equipe mais velha da NBA, atrás apenas do Los Angeles Clippers. Ídolos como Stephen Curry, Draymond Green, e peças-chave como Jimmy Butler e Al Horford já ultrapassaram os 35 anos e têm lidado com minutos controlados e jogos de descanso. Kerr precisa equilibrar intensidade com preservação física — um desafio constante em uma temporada longa.
Além disso, o calendário não tem ajudado. O jogo contra os Pacers marcará o 11º confronto em apenas 20 dias, com três back-to-backs já realizados e outro a caminho.
Mesmo em meio às oscilações, Steve Kerr mantém o discurso de paciência e confiança. O treinador dos Warriors acredita que a correção de detalhes – como o controle dos turnovers e a consistência defensiva – será suficiente para devolver o time aos trilhos.
Com um elenco experiente e talentoso, o time ainda tem potencial para se reencontrar. Mas o aviso de Kerr ecoa como um mantra para a temporada – ou o Golden State Warriors se adapta ao novo ritmo da NBA, ou ficará para trás de vez.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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