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Os 5 maiores ‘retornos’ de jogadores na história da NBA

Gustavo Assef

Com o recente retorno de Damian Lillard para o Portland Trail Blazers, confira quais outros reencontros marcaram a história da NBA

Retornar para casa é das coisas mais legais na vida. Seja de uma viagem, do hospital, de um dia longo no trabalho… Estar onde a gente se sente em casa é um conforto natural que o ser humano busca e precisa. Assim, nesta quinta-feira (17) Damian Lillard anunciou que está voltando para o Portland Trail Blazers, sua casa na NBA por mais de uma década. O armador retorna aos Blazers e a Portland depois de dois anos longe de sua famílai e de altos e baixos no Milwaukee Bucks.

Dessa forma, Lillard tem a chance de fazer algo notável e raro na NBA: retornar ao seu time de origem e continuar a bela história que já escreveu. Ao longo dos quase 80 anos da liga, poucos jogadores de peso fizeram isso: ou não saíram, ou não voltaram. Porém, Lillard precisa ainda se recuperar da lesão no Aquiles para entrar em quadra e poder concretizar um dos maiores retornos de um jogador na história da liga.

Assim, vamos conferir quais são os cinco maiores e melhores reencontros de jogadores com franquias na NBA. Vale mencionar que os parâmetros serão a identificação do jogador com a franquia antes de sair e o que ele conseguiu entregar em sua volta. Além disso, ficam aqui três menções honrosas antes de entrarmos na lista: Scottie Pippen (Chicago Bulls), Allen Iverson (Philadelphia 76ers) e Chris Mullin (Golden State Warriors).

5. Damian Lillard, Portland Trail Blazers

É verdade que o armador acabou de voltar e ainda precisa se recuperar de uma grave lesão. No entanto, Lillard ainda terá mais dois anos de contrato depois desta temporada de recuperação e pode muito bem voltar com um bom nível para contribuir com o competitivo time que Portland está montando.

Além disso, o simbolismo é muito grande. Lillard passou os primeiros 11 anos de sua carreira em Portland, onde criou uma identificação rara na NBA atual. Dessa forma, o simbolismo de seu retorno já é gigante para sua carreira e para a franquia, que traz de volta um dos maiores jogadores de sua história.

Se Lillard performar bem, pode inclusive subir no ranking daqui alguns anos. Porém, individualmente já fez o bastante para a cidade. Agora, voltar a ser competitivo nos playoffs e sonhar com algo grande é o desafio.

4. Dwyane Wade, Miami Heat

14 anos, 13 All-Stars, 8 All-NBAs, 3 títulos e 1 MVP das Finais. Essa foi a primeira passagem de Wade pelo Heat. O ala-armador fez parte do lendário Draft de 2003, com LeBron James, Chris Bosh e Carmelo Anthony.

Após se consolidar como o maior jogador da história da franquia e um dos maiores da história de sua posição, Wade foi para o Chicago Bulls, jogar pelo time que cresceu torcendo. Após um ano, foi para o Cleveland Cavaliers, onde ficou bastante apagado e parecia já prestes a encerrar a carreira. Assim, foi trocado para o Heat novamente no começo de 2018.

Sem Wade e LeBron, a vida do Heat não era das melhores na NBA. Porém, depois de sua meia temporada em 2017-18, o ala voltou para 2018-19 e foi novamente All-Star. Obviamente sua fama e legado o ajudaram muito na votação, mas Wade produziu 15 pontos, quatro rebotes e 4,2 assistências em sua última temporada na NBA, vindo do banco.

Além disso, ajudou a levar o Heat novamente para os playoffs, onde carregou o Heat na única vitória da equipe naquela pós-temporada: 28 pontos, sete rebotes, três assistências e dois roubos de bola.

3. Jason Kidd, Dallas Mavericks

Em 1994 os Mavericks selecionaram Kidd na segunda escolha geral do Draft e o retorno foi praticamente imediato. Isso porque o armador venceu o prêmio de calouro do ano e terminou no top 15 para a corrida de MVP da NBA. Depois, em sua segunda temporada já foi All-Star, com médias de 16,6 pontos, 9,7 assistências, 6,8 rebotes e 2,2 roubos de bola.

Entretanto, no meio de sua terceira temporada Kidd estava insatisfeito com o time ruim que tinha ao seu redor. Assim, foi trocado pela franquia para o Phoenix Suns. 11 anos depois o armador voltou para Dallas, depois de oito All-Star, nove times ideais de defesa e de liderar a NBA em assistência cinco vezes. Porém, sem título. Por outro lado, poucos anos depois de Kidd Sair chegou Dirk Nowitzki e Dallas teve ótimos times no meio da década de 2000, chegando inclusive nas Finais de 2006.

Com as duas partes batendo na trave ao longo do caminho, Kidd voltou para Dallas em 2007-08 já com 34 anos. Mesmo assim, foi All-Star em 2009-10 e parte crucial do time campeão de 2011, superando o Miami Heat de Wade e LeBron James. Depois do título, considerados por muitos o mais improvável da história da NBA, Kidd ainda jogou mais uma temporada com os Mavericks.

2. Steve Nash, Phoenix Suns

Nash foi escolhido pelos Suns na 15ª pick no Draft de 1996, o mesmo de Allen Iverson e Kobe Bryant. No entanto, não rendeu pela franquia em seus dois primeiros anos e tinha cara de ser um bust. Assim, foi para o Dallas Mavericks em 1998-99, jogar com o rookie Nowitzki.

Ao todo, passou seis anos em Dallas, onde conseguiu desenvolver seu jogo e foi All-Star duas vezes. Entretanto, na offseason de 2004 os Suns perceberam o erro que cometeram e tinham a oportunidade de oferecer um contrato para Nash, melhor do que os Mavericks estavam dispostos a pagar. Com isso, o armador voltou para Phoenix e, logo de cara, foi duas vezes MVP da NBA. Na terceira temporada de volta, terminou em segundo na votação.

A segunda passagem durou oito anos e Nash teve muito sucesso individual e coletivo, já que os Suns tiveram ótimas campanhas e chegaram três vezes na final do Oeste. Porém, ficou faltando o título.

1. LeBron James, Cleveland “This is For You” Cavaliers

“The Chosen One” foi escolhido pelo Cleveland Cavaliers com a primeira pick do Draft de 2003. Considerado o maior prospecto da história da NBA e, para alguns, o maior jogador da história da liga, o impacto de LeBron foi imediato nos Cavs. Venceu o prêmio de calouro do ano e ficou no top 10 de MVP logo da primeira temporada.

Além disso, em seu terceiro ano os Cavaliers já eram um time completamente diferente: saíram de ser a piada da liga para 50 vitórias e competir nos playoffs. Ao longo de seu primeira passagem por Cleveland, que inclusive fica muito próxima da cidade onde nasceu, ficou por sete anos, foi seis vezes All-Star, duas vezes MVP da liga e levou a franquia para sua primeira Finals, em 2007.

Na final os Cavs foram varridos pelo San Antonio Spurs e LeBron continuou por mais três anos na franquia.

“The Decision”: de herói de Cleveland para vilão máximo da NBA

Na offseason de 2010, LeBron decidiu deixar sua casa na liga e na vida para se juntar a Wade e Bosh em Miami. Dessa forma, passou a ser odiado por Cleveland e pelo resto da NBA, que via o jogador como “paneleiro”. Inclusive, mesmo com seus dois títulos com o Heat, LeBron não conseguiu apagar essa imagem.

A volta por cima e o maior título da história?

Depois de quatro anos, LeBron voltou aos Cavaliers para reescrever sua história com a franquia e com os fãs. Logo na primeira temporada, chegou nas Finais e perdeu para o Golden State Warriors de Curry. Porém, em 2016 chegou novamente nas Finais e venceu os Warriors de 73 vitórias, após estar perdendo por 3 a 1 a série.

Com isso, conquistou um dos mais difíceis títulos da NBA e apagou toda a sua imagem de vilão que poderia ter. LeBron, com a vitória, fez as pazes com a cidade, sua casa e com seu passado. Posteriormente, ainda foi para mais duas finais e fez a era de ouro dos Cavs.

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Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.

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