Listamos as maiores necessidades de cada uma das 30 franquias da liga após a parada para o All-Star Game
O All-Star Game 2025 já está nos livros de história da NBA. Agora, a temporada regular entra em um momento decisivo. Cada uma das equipes já definiu seu objetivo, e a briga esquenta não só no topo da tabela, como também na parte de baixo.
Assim, ao passo em que o calendário se afunila, alguns times já pensam na pós-temporada, e outros no Draft. Porém, todos podem se beneficiar de ajustes que os ajudem a alcançar os respectivos propósitos.
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Pensando nisso, o The Playoffs preparou uma lista completa com a principal necessidade de cada franquia após a parada para o All-Star.
Confira abaixo a parte 1!
À primeira vista, a tarefa do Atlanta Hawks não parece tão simples. E na prática também não é. As duas semanas anteriores ao All-Star Game foram cruéis com a franquia. Ou, ao menos, com seus torcedores.
Primeiro, em 29 de janeiro, Jalen Johnson, segundo nome mais importante do plantel depois de Trae Young, sofreu uma lesão grave no ombro, que o tirou do restante da temporada. Já na trade deadline, o ala De’Andre Hunter terminou trocado para o Cleveland Cavaliers.
Assim, em um piscar de olhos, os Hawks perderam sua segunda e terceira opções ofensivas. Como a escolha de Atlanta no Draft de 2025 pertence ao San Antonio Spurs, perder não é uma opção. A equipe precisa se manter competitiva, e precisará, mais do que nunca, de grandes atuações de Young.
O desempenho mostrado pelo Boston Celtics na campanha do título em 2024 elevou as expectativas sobre o time. Agora, mesmo que ainda esteja confortável na segunda colocação da Conferência Leste, os celtas vem patinando em alguns jogos relativamente fáceis, em teoria.
Jrue Holiday, em especial, tem estado abaixo do que costuma apresentar. Por outro lado, Derrick White, Payton Pritchard e, principalmente, Jayson Tatum vem sendo brilhantes. A boa notícia é que Boston tem uma tabela amigável até o fim da temporada regular, e pode chegar embalado aos playoffs para defender o posto de campeão.
Após o primeiro texto da temporada, publicamos um texto semelhante a esse. E, pasmem, o objetivo do Brooklyn Nets segue o mesmo. O front office fez a sua parte, se desfazendo de titulares importantes em Dennis Schroder e Dorian Finney-Smith (e até mesmo de Ben Simmons). No entanto, a franquia continua vencendo jogos, somando seis vitórias nos últimos sete compromissos. Assim, parece cada vez mais distante das últimas duas posições da tabela, que garantiriam maiores chances de ser sorteada com a primeira escolha no Draft.
O Charlotte Hornets é, ao lado do New Orleans Pelicans, a equipe em pior fase na NBA. São nove derrotas nos últimos dez jogos, e os pensamentos provavelmente já estão no Draft.
Até lá, enquanto lida com pequenas lesões de LaMelo Ball, a ausência de Brandon Miller por toda a temporada e o polêmico retorno de Mark Williams na troca não concretizada com o Los Angeles Lakers, o treinador Charles Lee tem apenas uma missão: dar tempo de jogo aos jovens do elenco. Como, aliás, já tem feito com Nick Smith Jr., Moussa Diabate e Tidjane Salaun.
Finalmente, o Chicago Bulls conseguiu trocar Zach LaVine. Ainda que o retorno não tenha sido alto, o fato de não ter que se preocupar com o contrato do ala-armador e também com o bom desempenho que vinha tendo em quadra já ajuda e muito a franquia. Agora, chegou a hora de abraçar de vez a reconstrução, dar minutagem para jovens como Matas Buzelis e pegar o elevador para a parte de baixo da tabela.
Nesta altura do campeonato, o Cleveland Cavaliers já provou que vem forte para os playoffs da NBA. No entanto, duas das dez derrotas da campanha vieram diante dos Celtics, principal favorito ao título do Leste. As equipes se enfrentam pela última vez na temporada regular em 28 de fevereiro, e um triunfo seria fundamental para elevar os ânimos da equipe rumo à pós-temporada, imaginando um cenário onde os dois elencos estejam saudáveis.
A troca de Luka Doncic abalou e muito a relação entre o Dallas Mavericks e seus torcedores. Dentro de quadra, no entanto, a equipe mostrou que ainda pode ser competitiva e brigar por grandes resultados. Para isso, porém, precisa que seus principais jogadores estejam saudáveis. Anthony Davis viveu grande estreia diante do Houston Rockets, mas se lesionou e pode perder até um mês. Dereck Lively II, Daniel Gafford, P.J. Washington, Klay Thompson, Naji Marshall… são alguns dos nomes que perderam partidas por contusão, e precisam estar disponíveis caso os texanos planejem uma corrida longa de pós-temporada.
Confesso que foi difícil encontrar um ponto a se melhorar no Denver Nuggets. Não que o time seja perfeito, longe disso. Mas, o principal problema (os minutos sem Nikola Jokic) parece impossível de ser resolvido com o material humano que Michael Malone tem à disposição.
Contudo, há de se levar em consideração que não é nada fácil substituir o melhor jogador do basquete atual. Então, um ponto de melhora plausível pode ser a defesa. Apesar de ser a equipe que mais pontua em contra-ataque, os Nuggets são a oitava pior em turnovers forçados.
Uma unidade defensiva mais agressiva pode potencializar as letais transições comandadas por Jokic e Russell Westbrook, além de ajudar a mascarar as deficiências defensivas do sérvio na proteção de aro.
A temporada do Detroit Pistons tem saído melhor que o encomendado. Dessa forma, a principal necessidade do time comandado por J.B. Bickerstaff também segue sendo a mesma dos últimos meses: cometer menos turnovers.
Os Pistons são o terceiro time que menos troca passes na NBA, com média de 269,2 por jogo. Porém, por outro lado, aparecem em nono na lista de turnovers cometidos a cada duelo. Mirando um retorno aos playoffs depois de seis anos de ausência, essa proporção terá de melhorar na reta final da campanha.
O Golden State Warriors realizou um movimento arriscado, porém necessário no trade deadline. A equipe, que vinha sendo criticada pela passividade ao longo dos últimos anos, adquiriu uma nova superestrela para auxiliar Stephen Curry na busca por mais um título.
Até então, Jimmy Butler disputou quatro partidas pela franquia californiana. A amostragem ainda é pequena, mas o encaixe parece excelente e, caso o desempenho se mantenha, os Warriors podem aparecer como verdadeiros candidatos à uma corrida longa de pós-temporada.
Na primeira edição deste texto, argumentei que a principal necessidade do Houston Rockets era de adquirir um bom arremessador de três pontos. Não aconteceu e, desde então, os texanos são o quinto pior time em aproveitamento no perímetro (34,5%) e também em média de arremessos convertidos por jogo (12,1).
A fase recente não ajuda, e a ausência de Fred VanVleet nos últimos sete jogos escancarou a falta de opções do ataque. A defesa também piorou muito, diante das contusões de Jabari Smith Jr. e Tari Eason, em especial. É normal que um time jovem oscile ao longo da temporada, mas, existem peças no elenco que podem suprir as carências tanto no ataque (Jalen Green, por exemplo) quanto na defesa (Dillon Brooks e Amen Thompson).
Depois de um péssimo início de temporada, o Indiana Pacers conseguiu se acertar e já se parece mais com o surpreendente plantel que alcançou as finais do Leste no ano passado. E a melhora, surpreendentemente, partiu da defesa. Desde o fim de dezembro, os Pacers têm a nona melhor unidade defensiva da NBA.
Em um time caracterizado pelas péssimas defesas ao longo das últimas temporadas, a manutenção do bom trabalho é fundamental também para repetir o sucesso nos playoffs.
Em uma aula de planejamento, o Los Angeles Clippers montou um excelente elenco de apoio ao redor de James Harden e Kawhi Leonard. Mesmo sem poder contar com o segundo durante boa parte da temporada, se segurou entre os primeiros colocados do Oeste.
O retorno de Kawhi, que vem jogando regularmente, potencializa ainda mais as chances de resultados positivos da franquia, que é dona da segunda melhor defesa da liga no momento.
Por outro lado, o retrospecto de saúde complicado do ala preocupa os torcedores angelinos, principalmente com a pós-temporada se aproximando. Caso consiga, finalmente, se manter em condições de jogo, Leonard pode tornar os Clippers adversários de peso em abril e maio.
A temporada do Los Angeles Lakers virou de cabeça para baixo com a troca envolvendo Luka Doncic. Agora com um talento geracional capaz de comandar o time ao longo dos próximos anos, os californianos buscam potencializar o impacto imediato do esloveno no elenco atual.
Doncic terá um excelente exemplo para se espelhar nos vestiários em LeBron James. No entanto, o encaixe entre os dois pode parecer um pouco complicado, especialmente nas primeiras partidas. Ambos preferem ter a bola nas mãos por longos períodos de tempo, e terão de se entender para que o ataque de LA siga brilhando.
Além disso, os Lakers precisarão encontrar respostas na defesa. A saída de Anthony Davis pode complicar e muito o trabalho da unidade, visto que Luka não é conhecido por ser um bom marcador.
Apostando em um estilo de jogo diferente, com poucas jogadas de pick’n roll e muitas infiltrações em velocidade, o Memphis Grizzlies de Taylor Jenkins é uma das ótimas surpresas do Oeste. Depois de uma temporada dizimada por lesões, vem se estabelecendo como um forte candidato no Oeste.
No entanto, o desempenho contra as principais forças da NBA ainda deixa a desejar. Enquanto soma 23 vitórias e apenas três derrotas contra times de campanha negativa até então, conquistou 13 triunfos e sofreu 15 reveses diante de equipes com campanha positiva.
Nos playoffs, naturalmente, Memphis será obrigado a bater de frente com os elencos mais qualificados da associação. Assim, precisa começar a reverter esse panorama visando uma trajetória de sucesso nos próximos meses.