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Técnico questiona esforço e defesa do elenco dos Lakers depois de atuação que expôs fragilidades na derrota para o Suns
A noite de terça-feira (23) em Phoenix soou como um raro sinal de alerta para o Los Angeles Lakers. Dominados pelos Suns por 132 a 108, os angelinos sofreram a segunda derrota consecutiva pela primeira vez na temporada e ouviram de JJ Redick uma das críticas mais duras desde o início de seu trabalho à frente da equipe. Com campanha de 19–9 na NBA e ainda em quarto lugar no Oeste, o técnico deixou claro: o problema não foi tático, mas de atitude e compromisso defensivo.
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Logo após o apito final, Redick não escondeu a frustração. O treinador destacou que Phoenix pontuou nas primeiras 13 posses do segundo tempo, com um aproveitamento ofensivo próximo de 140 pontos por 100 posses, explorando o garrafão em praticamente todas as jogadas. Para os Lakers, que vinham mostrando evolução na consistência defensiva, o colapso foi evidente.
Segundo Redick, pouco importou o esquema defensivo dos Lakers. Zona, trocas ou marcação individual não surtiram efeito. Os Suns encontraram caminhos fáceis até a cesta, acumularam bandejas e arremessos livres, e expuseram a falta de comunicação e de reação do elenco. Em tom direto, o técnico questionou até decisões básicas e destacou – sem citar nomes – jogadores que não sabem sequer conceitos defensivos simples no elenco.
“Não fizemos nada disso hoje à noite. Tentamos a marcação por zona, eles fizeram uma bandeja e um arremesso de três pontos sem marcação. Não sei por que estávamos marcando o Mark Williams na linha de três pontos”, criticou o treinador dos Lakers.
JJ Redick on the Lakers lack of detail on the defensive end
— NBA Courtside (@NBA__Courtside) December 24, 2025
"When your margin for error is not super high you need to be very detailed… We didnt do that at all tonight. WE tried zone and they got a layup and open 3. I don't know why we we're guarding Mark Williams at the 3… pic.twitter.com/MCh1Sq4ZO3
Mas o recado mais forte veio quando Redick apontou para algo além do quadro tático – a escolha entre fazer o fácil e o necessário. Para ele, muitos optaram pelo conforto, evitando o segundo esforço, a corrida de volta para a defesa e as jogadas duras que mudam o ritmo de uma partida.
Em um comentário que repercutiu no vestiário, Redick citou um episódio recente em que um jogador pouco utilizado não soube reconhecer uma jogada chamada no meio do jogo. Para o treinador, isso evidencia que os Lakers ainda têm muito espaço para crescer em entendimento coletivo, leitura de jogo e preparação.
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Quando questionado de forma direta se o elenco possui jogadores suficientes dispostos a escolher, consistentemente, o caminho mais difícil, a resposta foi curta e impactante: “Não”. A frase resume a preocupação do comandante. Mesmo com talento e profundidade, Redick quer ver um grupo que imponha sua identidade pelo esforço, especialmente em noites em que o ataque não flui.
A derrota em Phoenix acabou sendo, para muitos, a pior atuação defensiva da temporada. E, ao invés de suavizar o discurso por conta da boa campanha geral, Redick novamente preferiu usar o momento como ferramenta pedagógica. Para ele, equipes que almejam algo maior não podem aceitar lapsos desse tamanho.

Apesar do revés, o cenário ainda é positivo. Os Lakers seguem bem posicionados no Oeste e têm mostrado evolução ao longo da temporada. No entanto, a cobrança pública de Redick sinaliza que o nível de exigência subiu. O técnico quer transformar o bom início em algo sustentável, especialmente contra adversários de peso.
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A próxima oportunidade para responder vem em grande estilo, em duelo contra o Houston Rockets no Natal da NBA. Mais do que buscar a vitória, os Lakers precisarão mostrar que ouviram o recado, retomando intensidade, comunicação e, acima de tudo, a disposição para fazer o trabalho sujo.
Em uma liga onde talento é abundante, Redick deixou claro que, para os Lakers, o diferencial precisa ser a escolha diária pelo esforço máximo. Porque, como ele próprio resumiu, conforto não vence jogos – e muito menos campeonatos.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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