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Luka Doncic mostra insatisfação e mira melhoras individuais com os Lakers

Matheus Puk

Mesmo liderando a NBA em pontuação, Luka Doncic diz que ainda pode evoluir e manda recado claro: seu auge talvez nem tenha chegado.

Dominante, decisivo e cada vez mais confortável como protagonista em Los Angeles, Luka Doncic vive uma temporada de afirmação em sua nova, com números extraordinários. Ainda assim, o astro esloveno não se mostra satisfeito – muito pelo contrário.

Em entrevista a Dave McMenamin, da ESPN americana, o armador foi direto ao ser questionado se está jogando o melhor basquete da carreira: “Não acho. Sinto que posso jogar melhor em muitas noites. Posso fazer muito mais do que apenas pontuar”, disse Luka.

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A declaração chama atenção não pelo que diz sobre o presente, mas pelo que projeta para o futuro. Aos 26 anos, Luka Doncic lidera a NBA com médias de 35,2 pontos por jogo, marca que, se mantida, será a maior de sua trajetória. Na última temporada completa pelo Dallas Mavericks (2023-24), ele já havia sido o cestinha da liga com 33,9. Agora, em sua primeira temporada completa vestindo a camisa dos Lakers, parece ter elevado ainda mais o nível.

Autocrítica de Luka Doncic assusta a liga

Mesmo no topo, Doncic aponta falhas. Para ele, a defesa – sua, e do elenco como um todo – precisa voltar ao patamar do início da temporada. Além disso, o craque quer reduzir turnovers, ser mais eficiente nos arremessos e impactar mais nos rebotes e assistências. “Tudo isso eu sinto que posso fazer bem melhor”, reforçou.

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Os números mostram que a cobrança faz sentido. Ele distribui 8,8 assistências por jogo e lidera a NBA em lances livres convertidos (9,9) e tentados (12,3), o que evidencia como tem atacado a cesta com agressividade. Por outro lado, os 4,4 turnovers por partida seriam o segundo maior índice de sua carreira. Para um jogador que controla tanto a bola, cada posse conta.

Ainda assim, qualquer crítica soa como preciosismo diante do impacto que Luka Doncic tem tido. Sua capacidade de decidir partidas, ditar ritmo e carregar a pontuação o coloca, mais uma vez, entre os principais candidatos ao MVP.

Liderança em meio a gigantes

Talvez o aspecto mais simbólico dessa fase seja o contexto. Doncic divide a quadra com LeBron James, um dos maiores jogadores da história da NBA. Acostumado a ser o centro absoluto de seus times, LeBron agora aceita um papel mais secundário no ataque, muito por causa do brilho do esloveno, que assumiu naturalmente o posto de motor ofensivo da equipe.

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Aos 40 anos, LeBron ainda entrega alto nível, mas é Luka Doncic quem dita o tom da franquia. Dentro e fora de quadra, sua voz ganha peso, e sua postura competitiva ajuda a moldar a identidade de um elenco, que passo a passo, busca corrigir suas falhas coletivas rumo ao topo da conferência Oeste.

Lakers-Jazz Luka Doncic
Luka Doncic teve performance histórica contra o Utah Jazz na noite de quinta-feira (18) – Foto: Chris Nicoll-Imagn Images

O rosto do futuro em Los Angeles

Chegando nos Lakers em uma das trocas mais bombásticas da história recente, Luka vive cercado de expectativas. Hoje, já não resta dúvida, o esloveno é, de fato, o presente e o futuro dos Lakers. Seu impacto imediato transformou a equipe em candidata real no Oeste e renovou as ambições da franquia.

O mais impressionante, porém, é ouvir do próprio jogador que ainda há margem para crescer. Para o restante da liga, isso soa quase como um aviso. Se Luka Doncic, liderando a NBA em pontuação e comandando uma das camisas mais pesadas do esporte, acredita que pode render muito mais, o teto, talvez, esteja bem mais alto do que qualquer defesa consiga alcançar.

E, se depender de sua mentalidade, o melhor ainda está por vir.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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