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Mesmo liderando a NBA em pontuação, Luka Doncic diz que ainda pode evoluir e manda recado claro: seu auge talvez nem tenha chegado.
Dominante, decisivo e cada vez mais confortável como protagonista em Los Angeles, Luka Doncic vive uma temporada de afirmação em sua nova, com números extraordinários. Ainda assim, o astro esloveno não se mostra satisfeito – muito pelo contrário.
Em entrevista a Dave McMenamin, da ESPN americana, o armador foi direto ao ser questionado se está jogando o melhor basquete da carreira: “Não acho. Sinto que posso jogar melhor em muitas noites. Posso fazer muito mais do que apenas pontuar”, disse Luka.
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A declaração chama atenção não pelo que diz sobre o presente, mas pelo que projeta para o futuro. Aos 26 anos, Luka Doncic lidera a NBA com médias de 35,2 pontos por jogo, marca que, se mantida, será a maior de sua trajetória. Na última temporada completa pelo Dallas Mavericks (2023-24), ele já havia sido o cestinha da liga com 33,9. Agora, em sua primeira temporada completa vestindo a camisa dos Lakers, parece ter elevado ainda mais o nível.
HISTORIC NIGHT FOR LUKA.
— NBA (@NBA) December 19, 2025
45 PTS
11 REB
14 AST
5 STL
Luka joins Cade Cunningham as the only players with 45+ points, 10+ rebounds, 10+ assists, and 5+ steals since steals became officially tracked in 1973-74! pic.twitter.com/9QsyJGXTmj
Mesmo no topo, Doncic aponta falhas. Para ele, a defesa – sua, e do elenco como um todo – precisa voltar ao patamar do início da temporada. Além disso, o craque quer reduzir turnovers, ser mais eficiente nos arremessos e impactar mais nos rebotes e assistências. “Tudo isso eu sinto que posso fazer bem melhor”, reforçou.
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Os números mostram que a cobrança faz sentido. Ele distribui 8,8 assistências por jogo e lidera a NBA em lances livres convertidos (9,9) e tentados (12,3), o que evidencia como tem atacado a cesta com agressividade. Por outro lado, os 4,4 turnovers por partida seriam o segundo maior índice de sua carreira. Para um jogador que controla tanto a bola, cada posse conta.
Ainda assim, qualquer crítica soa como preciosismo diante do impacto que Luka Doncic tem tido. Sua capacidade de decidir partidas, ditar ritmo e carregar a pontuação o coloca, mais uma vez, entre os principais candidatos ao MVP.
Talvez o aspecto mais simbólico dessa fase seja o contexto. Doncic divide a quadra com LeBron James, um dos maiores jogadores da história da NBA. Acostumado a ser o centro absoluto de seus times, LeBron agora aceita um papel mais secundário no ataque, muito por causa do brilho do esloveno, que assumiu naturalmente o posto de motor ofensivo da equipe.
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Aos 40 anos, LeBron ainda entrega alto nível, mas é Luka Doncic quem dita o tom da franquia. Dentro e fora de quadra, sua voz ganha peso, e sua postura competitiva ajuda a moldar a identidade de um elenco, que passo a passo, busca corrigir suas falhas coletivas rumo ao topo da conferência Oeste.

Chegando nos Lakers em uma das trocas mais bombásticas da história recente, Luka vive cercado de expectativas. Hoje, já não resta dúvida, o esloveno é, de fato, o presente e o futuro dos Lakers. Seu impacto imediato transformou a equipe em candidata real no Oeste e renovou as ambições da franquia.
O mais impressionante, porém, é ouvir do próprio jogador que ainda há margem para crescer. Para o restante da liga, isso soa quase como um aviso. Se Luka Doncic, liderando a NBA em pontuação e comandando uma das camisas mais pesadas do esporte, acredita que pode render muito mais, o teto, talvez, esteja bem mais alto do que qualquer defesa consiga alcançar.
E, se depender de sua mentalidade, o melhor ainda está por vir.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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