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Lakers: Luka responde crítica e cobrança direta de JJ Redick

Matheus Puk

Mesmo com campanha de topo no Oeste, discurso interno muda e estrelas dos Lakers reconhecem que é preciso mais esforço e dedicação

Os Lakers vivem uma fase de questionamento típico de equipes talentosas na NBA. A equipe, embora vença com frequência, ainda não convence e tem falhas a serem corrigidas. Apesar de ostentarem uma das melhores campanhas da liga, o clima interno em Los Angeles está longe de acomodação. Pelo contrário. Bem como, o técnico JJ Redick decidiu subir o tom, cobrar mais intensidade defensiva e exigir que suas estrelas liderem essa transformação dentro de quadra.

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A mensagem foi direta e teve destinatários claros. Dessa forma, Luka Doncic e LeBron James participaram de uma conversa franca com o treinador, que deixou evidente que o próximo passo dos Lakers passa, necessariamente, pelo comprometimento defensivo. Doncic, aliás, não fugiu da responsabilidade e tratou o tema com maturidade ao falar com a imprensa.

Luka assume o peso da cobrança

Para o esloveno, o problema não está apenas em esquemas ou ajustes pontuais, mas na abordagem desde o início dos jogos do Los Angeles Lakers. Portanto, após o treino de quarta-feira (17) da equipe, Luka comentou a cobrança de Redick.

“Foi bom. Conversamos sobre muita coisa, não só sobre isso, mas ele estava certo. Precisamos de um pouco mais, principalmente dos jogadores estrelas. Então, a responsabilidade é nossa. É minha. E precisamos nos esforçar mais, principalmente no início do jogo. Precisamos começar melhor”, pontuou o astro esloveno dos Lakers.

Os números reforçam o alerta. Mesmo ocupando a terceira posição no Oeste com campanha 18-7, os Lakers aparecem apenas no meio da tabela em eficiência defensiva. A equipe sofre em transição, cede muitos pontos em contra-ataques e permite um alto aproveitamento do perímetro – estatísticas incompatíveis com um candidato real ao título.

Redick, atento a esse contraste entre resultados e desempenho, decidiu agir antes que o problema se tornasse estrutural. E suas principais estrelas, claramente, apoiam a visão e cobrança do treinador.

Redick muda o tom e redefine prioridades

Com a eliminação precoce na NBA Cup abrindo espaço na agenda, o treinador dos Lakers aproveitou para intensificar treinos e sessões de vídeo. O foco é claro, em posicionamento, comunicação e, acima de tudo, esforço coletivo. Mais do que criticar, Redick buscou mostrar, de forma objetiva, onde o time falha e qual padrão espera ver a partir de agora.

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A cobrança não ficou restrita às estrelas, mas partiu delas. A ideia é simples – se Doncic e LeBron se comprometem defensivamente, o restante do elenco acompanha. Esse conceito começou a ganhar forma já no último compromisso da equipe.

LeBron, Lakers, Dillon Brooks
Lakers superaram Suns em jogo pra lá de físico – Foto: Allan Henry-Imagn Images

Jogo em Phoenix vira referência interna

Na vitória por 116 a 114 contra o Phoenix Suns, fora de casa, os Lakers apresentaram uma versão mais sólida e física. O terceiro quarto foi emblemático: apenas 15 pontos cedidos e quase oito minutos sem permitir uma cesta sequer. Para Luka, o desempenho serviu como prova de que o time é capaz de sustentar esse nível.

“Acho que em Phoenix, fizemos um trabalho muito bom. O plano era focado em nós mesmos e na mentalidade defensiva… Devemos ser assim. Como o JJ disse, ‘Nós nos entregamos’ e deveríamos rever aqueles lances. Phoenix é um dos times mais físicos da NBA, então nos saímos muito bem lá”, concluiu o camisa 77.

O confronto virou material de estudo dentro do vestiário. Redick utilizou lances defensivos como exemplo do padrão mínimo esperado. Não como exceção, mas como regra. Agora, diante do Utah Jazz – adversário que já complicou a vida dos Lakers em um duelo decidido por apenas dois pontos – o desafio será repetir a postura.

O elenco sabe que talento ofensivo não basta em abril, maio ou junho. Se a cobrança interna se traduzir em consistência defensiva, os Lakers podem dar o salto que separa bons times de verdadeiros candidatos ao título. E, desta vez, a mudança começa de dentro para fora.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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