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Salários adiados pelos Dodgers até 2046 chegam a US$ 1 bilhão

Gabriel Litaldi

Pagamentos serão realizados a oito atletas do atual elenco

Com as contratações do arremessador de relevo Tanner Scott e do outfielder Teoscar Hernández, o Los Angeles Dodgers chegou a marca de US$ 1,05 bilhão em salários adiados para após o final dos contratos de atletas.

Aliás, dos US$ 72 milhões do contrato de quatro anos de Scott, US$ 21 milhões serão pagos após o final do vínculo empregatício do pitcher – num total de dez anos. Já Hernández receberá US$ 23,5 milhões de seus US$ 66 milhões totais após o final previsto de seu contrato, em 2027. Mesmo assim, ele ainda estará na lista de pagamentos dos Dodgers até 2039.

8 atletas em situações semelhantes

Atualmente, o elenco de Los Angeles têm o total de oito atletas em negócios semelhantes, pagando a maior parte dos vencimentos acordados depois do final do contrato. Além da dupla já citada, estes jogadores são:

  • Shohei Ohtani, arremessador two-way – US$ 700 milhões em dez anos (receberá US$ 680 milhões entre 2034 e 2043);
  • Mookie Betts, shortstop – US$ 365 milhões em 12 anos (receberá US$ 65 milhões entre 2033 e 2044);
  • Blake Snell, arremessador – US$ 182 milhões em cinco anos (receberá US$ 66 milhões entre 2035 e 2046);
  • Freddie Freeman, primeira base – US$ 162 milhões em seis anos (receberá US$ 57 milhões entre 2028 e 2040);
  • Will Smith, catcher – US$ 140 milhões em dez anos (receberá US$ 50 milhões entre 2034 e 2043);
  • Tommy Edman, outfielder – US$ 74 milhões em cinco anos (receberá US$ 25 milhões entre 2035 e 2044).

O maior gasto da organização será em 2038 e 2039, quando (a cada 12 meses) US$ 100,95 milhões serão destinados a jogadores que já não estarão no elenco.

Sobretudo, a prática permite que a equipe se reforce ao máximo pagando valores menores aos atletas. Sendo assim, ela poderá agregar mais talentos ao plantel principal sem estourar o teto salarial da liga. Um exemplo claro é Ohtani, que receberá anualmente “apenas” US$ 2 milhões enquanto atuar pelo time principal.

“É como você reporta isso”, defendeu o presidente de operações de beisebol dos Dodgers, Andrew Friedman, na apresentação de Snell. “Não vamos acordar em 2035 e [dizer]: ‘Ai meu Deus, é verdade. Estamos devendo esse dinheiro’. Você se planeja de acordo”.

Concorrência desigual?

A Major League Baseball tentou proibir as franquias de adiar os pagamentos de jogadores para além dos contratos na última negociação para acordo coletivo da liga, mas a proposta foi barrada pelo sindicato de atletas.

“Os Dodgers foram lá e fizeram tudo o que era possível, sempre dentro das regras já existentes, para colocar o melhor time em campo e isso é algo ótimo para o esporte. Então, esse tipo de espírito competitivo é o que as pessoas querem ver”, disse o comissário da MLB, Rob Manfred.

“Da mesma forma”, adicionou. “É claro que temos fãs de alguns mercados que estão preocupados com a habilidade dos times destes mercados em competir com os recursos financeiros dos Dodgers. Acho que estamos sendo consistentes no ponto de tentar ouvir os nossos torcedores em assuntos como este e eu ouvi pessoas sobre isso – acredite – recebo muitos emails sobre”.

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Cientista político, gaúcho em SP e paulista no RS. Coleciona camisas de esportes em geral. É fã dos X-Men, comida mexicana, ska punk e literatura latina. Contrasta a camisa vermelha de domingo com o amor azul pelo New York Mets.

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