O Corinthians está próximo de um passo decisivo para quitar a dívida referente à construção da Neo Química Arena. A Caixa Econômica Federal, principal credora do clube, demonstrou interesse em renegociar os termos do pagamento e apresentou uma proposta ousada que envolve diretamente a participação da torcida alvinegra.
A informação foi divulgada pela ESPN e, em entrevista com Carlos Vieira, presidente da instituição financeira. Segundo ele, a ideia é transformar a dívida, avaliada em R$ 710 milhões, em uma oportunidade de investimento para os próprios torcedores.
O modelo proposto prevê a criação de um fundo de investimento com o estádio como ativo principal. A Caixa venderia cotas desse fundo a torcedores do Corinthians por R$ 100 cada. Com uma base estimada de 35 milhões de torcedores, a adesão de apenas 15 milhões já garantiria uma arrecadação superior a R$ 1,5 bilhão — mais que o dobro do valor necessário para quitar a dívida.
“Sei que tem gente que compraria muito mais. A R$ 100, sobraria dinheiro ainda para fazer um monte de coisa, além de pagar a dívida”, afirmou Vieira. Ele ainda destacou que, após a quitação, o fundo continuaria existindo, com lucros revertidos ao próprio Corinthians.
O presidente da Caixa ressaltou que o fundo seria uma forma de gerar receita contínua para o clube, mesmo após a quitação do débito. “O lucro do fundo seria do próprio Corinthians, para eles fazerem o que quiserem. Eu tenho certeza de que os torcedores estariam dispostos a contribuir para que isso acontecesse. Acho que isso revolucionaria a percepção sobre a administração de ativos dos clubes brasileiros”, disse.
O atual acordo entre Corinthians e Caixa foi firmado em 2022, durante a gestão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves. A renegociação previa um novo cronograma, em que o clube começou a pagar apenas os juros do empréstimo em 2023, com os pagamentos do valor principal iniciando em 2025.
Apesar da sinalização positiva da Caixa e da viabilidade econômica da proposta, o Corinthians ainda não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade de implementar o fundo de investimento popular.
soccer Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte, com sólida atuação na cobertura esportiva mineira. Apaixonado por comunicação e pelo universo do esporte, possui experiência como comentarista, setorista, social media e redator, atuando tanto no futebol profissional quanto em clubes amadores. Entusiasta dedicado de tudo que envolve o jogo dentro das quatro linhas.
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