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Conheça a emocionante virada de Donizete: campeão mundial pelo São Paulo que superou as drogas e recomeçou no futebol

Lívia Galvão

Flávio Donizete, ex-volante do São Paulo, vive hoje uma batalha bem diferente das disputadas dentro de campo. Em Americana, no interior paulista, o campeão mundial de 2005 reencontra o rumo aos 41 anos, após perder tudo para a dependência química. Revelado no Tricolor, onde conquistou Paulistão, Libertadores e o Mundial de Clubes em uma temporada histórica, Donizete viu sua carreira ruir após se envolver com drogas em 2009, ano em que rescindiu contrato com o clube. A reviravolta, no entanto, começou com apoio de antigos companheiros e muita força de vontade.

Do topo ao fundo do poço: Donizete desabafa sobre vício e queda no futebol

“Poderia ter ido mais longe”, admite Donizete, em tom de lamento e reflexão. Depois de se destacar no São Paulo em 2005, ele passou por empréstimos sucessivos e, sem conseguir se firmar, mergulhou na noite. Bebida, amizades erradas e, logo depois, a cocaína. O que parecia apenas uma “experiência” se tornou vício diário. “Usava para enganar o ego, mas só me afundava”, relatou ao ge.

Entre recaídas e tentativas frustradas de voltar a jogar, Donizete vendeu até a medalha de campeão mundial para sustentar o vício. “Foi rápido, por migalhas. Depois que passa o efeito, vem o arrependimento: ‘que m*rda eu fiz?’”, disse. A medalha, símbolo de uma conquista que poucos têm, hoje é de uma réplica feita por um programa de TV, entregue por Cafu. A original, porém, permanece com o comprador.

Recomeço humilde e cheio de propósito

Donizete largou a bola em 2019, após tentativa de retorno na Portuguesa. Atualmente, trabalha como treinador e auxiliar no time feminino do Rio Branco, além de fazer bicos como ajudante de pedreiro para sustentar a casa. Ao lado de André Mineiro, irmão do ex-volante Mineiro, comanda um projeto social para jovens atletas. “Já fui jardineiro, carregador de caminhão… o que aparecer, eu encaro com dignidade.”

Com seis anos longe das drogas, ele diz viver a maior vitória da vida: estar limpo. “A droga saiu do meu corpo. Agora é foco, objetivo e fé.” A fé, aliás, é um dos pilares do recomeço. “Deus tem me lapidado para que minha história sirva de exemplo. Hoje vivo pela minha esposa, minhas filhas e pelo futebol.”

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Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.

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