A paciência portuguesa acabou. Pedro Caixinha e sua comissão técnica, demitidos do Santos no último dia 14 de abril, decidiram entrar com uma ação na FIFA após o clube não cumprir o prazo para pagamento da multa rescisória, que se encerrava nesta sexta-feira (2). O valor cobrado, de R$ 15 milhões, diz respeito ao rompimento contratual com o treinador e seus auxiliares — Pedro Malta, José Pratas, Guilherme Gomes e José Belman. Portanto, a ofensiva teve protocolo na manhã deste sábado (3) por um escritório jurídico em Portugal, o que encerra de vez qualquer esperança de acordo amigável com o clube da Vila Belmiro.
O Santos, por sua vez, tentou costurar uma proposta de parcelamento, mas sem sucesso. Caixinha e sua equipe foram firmes: não abriram mão do que estava em contrato. Logo, sem resposta concreta do clube dentro do prazo, os portugueses fizeram o que já era esperado nos bastidores. Recorreram à entidade máxima do futebol mundial. Assim, o clube, agora, enfrenta o risco real de punição, como o temido transfer ban, que o impediria de contratar jogadores até que o débito seja quitado.
A diretoria santista, liderada por Marcelo Teixeira, segue sob pressão. Segundo o próprio presidente, em declaração ao UOL, Caixinha teria enviado uma mensagem “cordial” na quinta-feira (1º), o que sugeriu abertura para negociação. No entanto, fontes ligadas ao treinador desmentiram a aproximação e reforçaram que nenhum contato partiu da equipe técnica.
Não é a primeira vez que o Peixe entra em campo contra a FIFA fora das quatro linhas. Em 2024, o clube já havia sofrido sanções pela dívida com o técnico Fabián Bustos, demitido em 2022. À época, o Santos só conseguiu se livrar do transfer ban após um depósito à vista de R$ 4,7 milhões. Por fim, este valor teve negociação com desconto em relação à cobrança original.
A repetição do roteiro, agora com Caixinha, liga o alerta na Vila Belmiro. A ação na FIFA marca uma ruptura definitiva entre as partes. Ademais, escancara a crise financeira e institucional que o Santos ainda enfrenta, mesmo sob nova gestão. Resta saber se o Peixe conseguirá evitar mais uma sanção internacional ou se, novamente, terá que correr contra o relógio para escapar da punição.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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