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Grêmio pretende entrar com medidas contra a arbitragem da semifinal

Bruno Mendes

Clássico diante do Juventude no último sábado foi marcado por polêmicas

A vitória do Grêmio por 2 a 1 sobre o Juventude na noite do último sábado segue em pauta nesta segunda-feira. A partida, válida pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Gaúcho, foi marcada por polêmicas envolvendo a arbitragem no Alfredo Jaconi.

Presidente cobra Federação

Inconformado com as decisões e postura da equipe de árbitros no clássico, o presidente Alberto Guerra afirmou que o Grêmio pretende marcar uma reunião junto à Federação Gaúcha de Futebol (FGF) na qual cobrará medidas da Instituição, entre elas, a solicitação dos áudios do VAR.

“A gente quer, no mínimo, a escuta do VAR, para entender o que foi conversado ali, qual foi a interpretação, inclusive para saber por que foi chamado depois e comparar por que foi chamado na falta. Eu posso até assumir que foi falta, mas se aquilo ali foi falta no meio-campo, foi dez vezes mais falta dentro da área”, afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha.

Responsabilidades individuais

O presidente acrescentou ainda que irá responsabilizar individualmente os juízes principais que protagonizaram os lances polêmicos, entre eles o pênalti não marcado em Monsalve e a suposta falta de Camilo no lance que originaria o terceiro gol do Grêmio, convertido por Edenilson, posteriormente anulado pela equipe do VAR. Os árbitros em questão são Jonathan Pinheiro, de campo, e Douglas da Silva, responsável pelo VAR.

“O Grêmio vai, em última análise, no CPF das pessoas para poder buscar os prejuízos causados. É o que nos cabe. A gente não pode deixar passar essas coisas”, garantiu.

Outras medidas que serão apresentadas pela diretoria do Grêmio não se restrigem apenas à FGF, mas também à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em primeira instância, o pedido à Federação Gaúcha será por uma equipe de arbitragem de fora do Rio Grande do Sul, enquanto para a comissão nacional de arbitragem um alerta para que se atentem com a recorrência de erros.

“Vamos insistir, já para a próxima rodada, em juízes de fora, porque se assim não for feito, aí a responsabilidade é toda da Federação. Enviaremos (um ofício) para a Comissão Nacional de Arbitragem para que seja colocada uma lupa no que está acontecendo no Rio Grande do Sul”, concluiu.

Súmula relata ameaças

Douglas da Silva, o árbitro responsável pelo VAR, relatou ser ameaçado após a confronto entre Juventude e Grêmio. Segundo ele, a equipe só pode deixar o local de trabalho por se sentirem coagidos horas depois do término da partida (o jogo terminou por volta de 23h30, horário de Brasília).

Confira abaixo na íntegra o que diz a súmula:

“Eu, Douglas Schwengber da Silva, VAR do jogo, venho relatar nesta súmula que me senti coagido dentro da sala Vor (sala onde trabalha a equipe de VAR) após o final do jogo de onde saímos somente as 01:53 de domingo dia 23/02/2025. Havia um número muito grande de pessoas esperando a nossa saída da sala. Nesta, estavam as 4 pessoas designadas para trabalhar com a tecnologia VAR mais os operadores da empresa de tecnologia. Um Segurança que estava na porta nos relatou que tinha um volume grande de pessoas esperando nós sairmos. Pedi a gentileza para um operador da empresa de tecnologia ir do lado de fora da porta averiguar como estava a situação e este mesmo nos relatou com a expressão apavorada que tinha muita gente só esperando nós sairmos. Quando saímos a 01:53 o vice presidente do Grêmio FBPA, Alexandre Rossato, veio atrás da equipe de VAR se direcionando a minha pessoa insistentemente me questionando sobre a decisão da arbitragem na partida. Por fim escutei falarem sobre a figura do meu pai pelas minhas costas. Segui em direção ao carro o mais rápido possível para sair do estádio junto aos meus colegas”.