Capitães de Canadá e EUA simbolizam o peso histórico e as ambições no retorno da NHL aos Jogos OlÃmpicos de Inverno em 2026
Sidney Crosby e Auston Matthews foram oficialmente anunciados como capitães das seleções de Canadá e Estados Unidos, respectivamente, para o torneio masculino de hóquei dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão-Cortina. A confirmação reforça o peso simbólico e competitivo do evento, que marca novamente a presença de estrelas da NHL no maior palco do esporte mundial.
Para Crosby, a nomeação representa a continuidade de um papel que já se tornou parte de sua identidade. Aos 38 anos, o astro do Pittsburgh Penguins volta a usar o “C” no suéter em um torneio olímpico pela primeira vez desde Sochi 2014, quando liderou o Canadá rumo ao ouro. Já Matthews, referência técnica e midiática do hóquei americano, repete a liderança que exerceu recentemente no 4 Nations Face-Off.
Looks like the U.S.A and Canada are running back their leadership groups!
— Knights Muse (@KnightsMuse_) February 8, 2026
🇨🇦 Sidney Crosby C
🇨🇦 Connor McDavid A
🇨🇦 Cale Makar A
🇺🇸 Auston Mathews C
🇺🇸 Mathew Tkachuk A
🇺🇸 Charlie McAvoy A pic.twitter.com/icTBkkk73A
Crosby chega aos Jogos Olímpicos de Inverno como um dos atletas mais vitoriosos da história do hóquei. Campeão olímpico em 2010 e 2014, ele também foi capitão da seleção canadense no 4 Nations Face-Off do ano passado, ampliando uma sequência impressionante de torneios “entre os melhores jogadores do mundo” sob sua liderança.
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Ao seu lado, Connor McDavid e Cale Makar atuarão como capitães alternativos. McDavid, líder de pontos da NHL nesta temporada, representa a explosão ofensiva do Canadá, enquanto Makar simboliza excelência defensiva e impacto em todas as zonas do gelo. A combinação entre experiência e talento geracional reforça o favoritismo canadense desde a estreia contra a República Tcheca, no dia 12 de fevereiro.
Além disso, Crosby segue escrevendo história na NHL. Em sua 21ª temporada, tornou-se o maior pontuador da história do Penguins, superando Mario Lemieux, um feito que apenas amplia sua autoridade dentro e fora do vestiário.
Do lado dos Estados Unidos, Auston Matthews assume a braçadeira em um momento de maturidade plena. Aos 28 anos, o atacante do Toronto Maple Leafs já não é apenas um artilheiro de elite, mas também uma liderança consolidada. Nos Jogos Olímpicos de Inverno, ele terá o apoio de Charlie McAvoy e Matthew Tkachuk como alternativos, formando um núcleo competitivo, vencedor e emocionalmente forte.
A seleção americana chega motivada após a derrota apertada para o Canadá na final do 4 Nations Face-Off. O objetivo é claro: conquistar o primeiro ouro olímpico no hóquei masculino desde o histórico “Milagre no Gelo”, em 1980. A estreia será contra a Letônia, também no dia 12.

O hóquei masculino em Milão-Cortina promete ser um dos pontos altos dos Jogos Olímpicos de Inverno. Com formato enxuto, jogos intensos e elencos recheados de estrelas, o torneio reúne narrativa, rivalidade e tradição em doses máximas.
Crosby e Matthews simbolizam mais do que lideranças técnicas. Eles representam gerações diferentes, estilos distintos e a eterna disputa entre Canadá e Estados Unidos pelo domínio do hóquei mundial. Em um evento de tiro curto onde cada detalhe pesa, a escolha dos capitães não é apenas protocolar – é estratégica.
Com o retorno dos principais jogadores da NHL ao cenário olímpico, Milão-Cortina se desenha como um capítulo histórico. E, desde já, tudo indica que os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 terão no hóquei um de seus maiores espetáculos.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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