Astro Jack Hughes deixa vitória dos Devils no primeiro perÃodo, vira dúvida e gera apreensão a seleção dos EUA na véspera dos Jogos OlÃmpicos
Jack Hughes, estrela do New Jersey Devils e peça-chave da seleção norte-americana, sofreu uma lesão na parte inferior do corpo na quinta-feira (29). Sua equipe conquistou uma vitória importante na NHL sobre o Nashville Predators, por 3 a 2 na prorrogação, após o craque deixar a partida.
No entanto, o resultado positivo ficou em segundo plano com a saída precoce da principal estrela ofensiva da equipe, ainda no primeiro período. Além disso, a poucos dias do início dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026, o status de Jack Hughes levanta dúvidas sobre sua presença no evento internacional.
Jack Hughes can’t catch a break this season pic.twitter.com/Z5oVApftDf
— Spittin' Chiclets (@spittinchiclets) January 30, 2026
Posteriormente, o técnico dos Devils, Sheldon Keefe, confirmou que Hughes será reavaliado, embora tenha adotado um discurso relativamente otimista. Segundo o treinador, a impressão inicial é de que a lesão não aparenta ser grave, mas a situação do jogador para o confronto deste sábado (31), fora de casa, contra o Ottawa Senators segue indefinido. A cautela é total, especialmente considerando o histórico recente do camisa 86.
Jack Hughes esteve em ação por pouco mais de dois minutos totais no confronto. Ele realizou um primeiro turno curto, seguiu para o vestiário, retornou rapidamente para mais uma troca de linha e, logo depois, deixou o gelo definitivamente, acompanhado por um membro da comissão técnica. Toda a sequência ocorreu nos primeiros oito minutos da partida, acendendo o alerta imediato no banco dos Devils.
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Mesmo sem seu principal criador, New Jersey mostrou resiliência e buscou a vitória na prorrogação. Ainda assim, a ausência de Hughes alterou completamente o plano de jogo ofensivo, forçando Keefe a redistribuir minutos e responsabilidades em tempo real. Em uma temporada marcada por oscilações físicas do elenco, a cena trouxe lembranças recentes que o clube prefere evitar – principalmente com um período de reconstrução iminente pela frente.
Recentemente, os Devils enviaram para o seu rival de divisão New York Islanders o experiente Ondrej Palat, além de escolhas de Draft na terceira rodada de 2026 e sexta rodada em 2027, para os Islanders. Em troca, receberam o atacante russo Maxim Tsyplakov, um nome que ainda busca afirmação definitiva na NHL, mas que carrega potencial interessante dentro do contexto certo.
A preocupação em torno de Jack Hughes cresce porque esta não é a primeira ausência relevante do jogador em 2025. O atacante perdeu 18 jogos no início da temporada após fraturar um dedo da mão direita durante um jantar da equipe, passando por cirurgia em novembro. Desde seu retorno, vinha em bom ritmo, com 14 pontos em 16 jogos, incluindo duas assistências contra o Winnipeg Jets nesta semana.
No total, Hughes soma 36 pontos em 35 partidas, números que reforçam sua importância dentro do sistema ofensivo dos Devils. Apesar da péssima temporada da franquia e do ‘modo rebuild’ ativado, o desfalque de sua principal estrela tem um efeito negativo, podendo complicar ainda mais a situação do treinador Keefe no cargo.

Outro fator relevante é o calendário internacional. Jack Hughes foi convocado para a seleção dos Estados Unidos que disputará os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, com início marcado para 11 de fevereiro. A nova lesão surge a menos de duas semanas da estreia norte-americana, o que naturalmente gera atenção redobrada também por parte do Selecionado Norte-Americano.
A seleção já precisou alterar sua lista recentemente, substituindo o defensor Seth Jones, o que aumenta a vigilância sobre a condição física de Hughes. Ele e o irmão Quinn serão estreantes em Jogos Olímpicos, assim como os irmãos Matthew e Brady Tkachuk, formando uma das narrativas mais aguardadas do torneio.
Nos próximos dias, os Devils precisarão equilibrar prudência e competitividade. No final das contas, preservar Jack Hughes pode ser decisivo não apenas para o momento imediato e futuro da franquia, mas também para seus compromissos internacionais.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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