Liga reconheceu erros de faltas não marcadas no confronto entre Chiefs e Eagles
O debate em torno do “Tush Push”, jogada que virou marca registrada do Philadelphia Eagles, continua movimentando a NFL. Após a vitória dos Eagles sobre o Kansas City Chiefs por 20 a 17, a liga admitiu que a ação polêmica deveria ter sido penalizada por um false start.
Um vídeo divulgado nesta semana a árbitros, treinadores e dirigentes destacou as dificuldades que essa jogada específica traz para a arbitragem. No material usado para treinamento, Ramon George, vice-presidente responsável pela preparação dos oficiais, reforçou a necessidade de atenção absoluta em situações de curta distância.
“A linha ofensiva precisa ser perfeita em cada detalhe. Precisamos apitar de forma rigorosa esse tipo de jogada”, explicou.
Na jogada em questão, o guard direito dos Eagles teria se movido antes do snap, o que deveria gerar uma falta de cinco jardas. Mesmo assim, o lance foi validado, aumentando a frustração dos Chiefs. O defensor Chris Jones afirmou após a partida estar convencido de que os linemen adversários se moveram “várias vezes”.
A jogada, que consiste em empurrar o quarterback por trás para avançar a linha, irrita rivais e analistas, mas permanece legal pelas regras atuais. Uma proposta para bani-la passou por votação na última offseason, mas faltaram apenas dois votos para alcançar a maioria qualificada. Assim, os Eagles continuam autorizados a explorá-la, desde que dentro das regras.
Em Philadelphia, as críticas são minimizadas. O tackle Jordan Mailata chamou de “absurda” a ideia de que a equipe só vence graças a essa jogada.
De toda forma, a mensagem da NFL é clara: qualquer movimento antecipado ou irregularidade deverá ser punido sem hesitação. Sobretudo, o lembrete mostra a intenção da liga de uniformizar a arbitragem em torno de uma jogada tão singular quanto polêmica. O Tush Push não está (ainda) proibido, mas passará a ser observado sob lupa, o que pode reduzir parte de sua eficácia.
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