Mudança de quarterback titular dos Falcons vem em momento crucial da temporada; mas afinal, o calouro Michael Penix Jr é a solução?
Na briga por uma vaga nos playoffs da NFL, o Atlanta Falcons decidiu realizar uma ousada mudança. Conforme a franquia anunciou em seu site oficial, o calouro Michael Penix Jr será o novo quarterback titular da equipe na semana 16. Assim, ele substituirá o veterano Kirk Cousins, que chegou ao time nesta temporada e está vivendo uma péssima fase. Anteriormente, o treinador Raheem Morris havia se negado a nomear um QB titular para a próxima rodada.
Mas, afinal, será que está é a hora certa para Michael Penix assumir a titularidade dos Falcons? O que leva o treinador Morris a realizar essa mudança? Quem entre Penix e Cousins dá ao time de Atlanta a melhor chance de vitória neste momento tão crítico da temporada? Confira abaixo a análise completa do The Playoffs!
Sem dúvidas, se existe um momento para Michael Penix Jr estrear como titular dos Falcons em 2024, este é o momento. Pelo menos se considerarmos o desempenho de Kirk Cousins, que semana após semana, tem sido responsável direto em derrotas da equipe. Então, o momento para a titularidade da oitava escolha geral do último Draft pode ser de elevada pressão, porém, ele tem que justificar o investimento dos Falcons em sua escolha também.
Here’s 5 minutes of Washington Huskies QB Mike Penix Jr. highlights.
— College Football Alerts (@CFBAlerts_) July 10, 2023
Don’t forget he lead the NCAA last season in total offense and passing yards per game (357). Broke multiple school records in his first season with UW leading them to 11-2.
Don’t sleep on @themikepenix 🍿 pic.twitter.com/5oa4txZvCQ
De fato, quando Atlanta selecionou Michael Penix, muitas dúvidas foram levantadas. A princípio, o jogador se desenvolveria lentamente, sem pressão, atrás de Cousins. Porém, rapidamente as circunstâncias da temporada trouxeram o novato a este momento. Com três jogos pela frente e uma vaga de playoffs em disputa, chegou o momento de Penix Jr mostrar o seu valor.
“Se você acredita em um quarterback, você tem que selecioná-lo, e se ele ficar sentado por quatro ou cinco anos, isso é um problema bom, porque estamos indo muito bem nessa posição”, afirmou o GM dos Falcons, Terry Fontenot, após o Draft.
Uma escolha alta de Draft precisa esperar pressão e alta responsabilidade. Ou seja, o ex-quarterback do Washington Huskies não veio aos Falcons para ficar sentado no banco, com uma prancheta em mãos. Penix Jr veio para jogar, e não há situação de maior pressão para um calouro do que assumir o comando da equipe numa corrida direta pelos playoffs. Agora, resta aos Falcons torcer por um desempenho justificável do jogador, e que com certeza, seja melhor que o de Cousins.
Quando assinaram um contrato de quatro anos e US$ 180 milhões, os Falcons sabiam o risco que estavam assumindo com Kirk Cousins. De qualquer forma, a equipe optou por acreditar no veterano quarterback, de nível ‘comprovado’ na NFL, mesmo com ele retornando de uma grave lesão de Aquiles. Então, a inconsistência nas semanas iniciais da temporada aumentou as dúvidas sobre Cousins.
Em contrapartida, o camisa 18 respondeu com uma sequência de excelentes partidas, incluindo um jogo com mais de 500 jardas. Kirk Cousins, por um breve momento, pareceu o mesmo QB que era no Minnesota Vikings. Porém, veio a tenebrosa sequência de quatro derrotas seguidas (que só não são cinco porque o time do Las Vegas Raiders é horrível). Nesta sequência, que tirou Atlanta do topo da NFC Sul e diminuiu drasticamente as chances de playoffs da equipe, Cousins teve OITO interceptações, sem qualquer passe para touchdown.
Sua movimentação extremamente limitada após a lesão atrapalha sua principal arma no jogo aéreo: a execução do play-action. A verdade é que Cousins perdeu muito após a lesão, embora ainda seja capaz de realizar bons passes. Na segunda metade da temporada, os adversários estão mais prontos para explorarem suas dificuldades, e isto ficou claro com a performance recente de Kirk.
A princípio, Michael Penix Jr tem tudo para se encaixar melhor no ataque dos Falcons e dar ao time uma melhor chance de sucesso. Nem mesmo por ‘ser um quarterback melhor’ que Cousins, isto ninguém sabe ainda. Mas sim pelo próprio encaixe no sistema ofensivo. Atualmente, o coordenador ofensivo Zac Robinson emprega um sistema extremamente similar ao do Los Angeles Rams, equipe que trabalhava antes.
Dessa forma, a mobilidade extra de Penix contribuirá muito na execução no conceito de rollouts e play-action. Além disso, ele também pode se alinhar exatamente atrás do center, o que muda a visão das defesas adversárias, ao invés de jogar na formação pistol. As limitações móveis de Cousins eram tantas que sua presença em campo atrapalhava a completa execução do plano de jogo ofensivo.
Agora, com Michael Penix, também não devemos esperar um quarterback ‘scrambler’. Porém, mesmo com seus próprios problemas de lesão no College, o calouro é muito mais móvel e capaz de executar os conceitos do coordenador Zac Robinson. Para se ter ideia, tanto Jared Goff como Matthew Stafford atualmente, são extremamente capazes de executarem o sistema dos Rams, e estão longe de serem ‘velocistas’.
Por fim, os adversários ainda não sabem exatamente o que esperar de Penix Jr e isso pode ser fundamental para vitórias importantes nas próximas três rodadas. Seu potente braço esquerdo e capacidade de realizar passes e conceitos que Cousins não consegue mais, podem ser um fator essencial em uma classificação de Atlanta aos playoffs.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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