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Michael Penix: estava na hora dos Falcons testarem como titular?

Matheus Puk

Mudança de quarterback titular dos Falcons vem em momento crucial da temporada; mas afinal, o calouro Michael Penix Jr é a solução?

Na briga por uma vaga nos playoffs da NFL, o Atlanta Falcons decidiu realizar uma ousada mudança. Conforme a franquia anunciou em seu site oficial, o calouro Michael Penix Jr será o novo quarterback titular da equipe na semana 16. Assim, ele substituirá o veterano Kirk Cousins, que chegou ao time nesta temporada e está vivendo uma péssima fase. Anteriormente, o treinador Raheem Morris havia se negado a nomear um QB titular para a próxima rodada.

Mas, afinal, será que está é a hora certa para Michael Penix assumir a titularidade dos Falcons? O que leva o treinador Morris a realizar essa mudança? Quem entre Penix e Cousins dá ao time de Atlanta a melhor chance de vitória neste momento tão crítico da temporada? Confira abaixo a análise completa do The Playoffs!

Esta é a hora de Michael Penix ser titular?

Sem dúvidas, se existe um momento para Michael Penix Jr estrear como titular dos Falcons em 2024, este é o momento. Pelo menos se considerarmos o desempenho de Kirk Cousins, que semana após semana, tem sido responsável direto em derrotas da equipe. Então, o momento para a titularidade da oitava escolha geral do último Draft pode ser de elevada pressão, porém, ele tem que justificar o investimento dos Falcons em sua escolha também.

De fato, quando Atlanta selecionou Michael Penix, muitas dúvidas foram levantadas. A princípio, o jogador se desenvolveria lentamente, sem pressão, atrás de Cousins. Porém, rapidamente as circunstâncias da temporada trouxeram o novato a este momento. Com três jogos pela frente e uma vaga de playoffs em disputa, chegou o momento de Penix Jr mostrar o seu valor.

“Se você acredita em um quarterback, você tem que selecioná-lo, e se ele ficar sentado por quatro ou cinco anos, isso é um problema bom, porque estamos indo muito bem nessa posição”, afirmou o GM dos Falcons, Terry Fontenot, após o Draft.

Uma escolha alta de Draft precisa esperar pressão e alta responsabilidade. Ou seja, o ex-quarterback do Washington Huskies não veio aos Falcons para ficar sentado no banco, com uma prancheta em mãos. Penix Jr veio para jogar, e não há situação de maior pressão para um calouro do que assumir o comando da equipe numa corrida direta pelos playoffs. Agora, resta aos Falcons torcer por um desempenho justificável do jogador, e que com certeza, seja melhor que o de Cousins.

A péssima fase de Cousins

Quando assinaram um contrato de quatro anos e US$ 180 milhões, os Falcons sabiam o risco que estavam assumindo com Kirk Cousins. De qualquer forma, a equipe optou por acreditar no veterano quarterback, de nível ‘comprovado’ na NFL, mesmo com ele retornando de uma grave lesão de Aquiles. Então, a inconsistência nas semanas iniciais da temporada aumentou as dúvidas sobre Cousins.

Em contrapartida, o camisa 18 respondeu com uma sequência de excelentes partidas, incluindo um jogo com mais de 500 jardas. Kirk Cousins, por um breve momento, pareceu o mesmo QB que era no Minnesota Vikings. Porém, veio a tenebrosa sequência de quatro derrotas seguidas (que só não são cinco porque o time do Las Vegas Raiders é horrível). Nesta sequência, que tirou Atlanta do topo da NFC Sul e diminuiu drasticamente as chances de playoffs da equipe, Cousins teve OITO interceptações, sem qualquer passe para touchdown.

Sua movimentação extremamente limitada após a lesão atrapalha sua principal arma no jogo aéreo: a execução do play-action. A verdade é que Cousins perdeu muito após a lesão, embora ainda seja capaz de realizar bons passes. Na segunda metade da temporada, os adversários estão mais prontos para explorarem suas dificuldades, e isto ficou claro com a performance recente de Kirk.

Quem dá a melhor chance de vitória aos Falcons?

A princípio, Michael Penix Jr tem tudo para se encaixar melhor no ataque dos Falcons e dar ao time uma melhor chance de sucesso. Nem mesmo por ‘ser um quarterback melhor’ que Cousins, isto ninguém sabe ainda. Mas sim pelo próprio encaixe no sistema ofensivo. Atualmente, o coordenador ofensivo Zac Robinson emprega um sistema extremamente similar ao do Los Angeles Rams, equipe que trabalhava antes.

Dessa forma, a mobilidade extra de Penix contribuirá muito na execução no conceito de rollouts e play-action. Além disso, ele também pode se alinhar exatamente atrás do center, o que muda a visão das defesas adversárias, ao invés de jogar na formação pistol. As limitações móveis de Cousins eram tantas que sua presença em campo atrapalhava a completa execução do plano de jogo ofensivo.

Agora, com Michael Penix, também não devemos esperar um quarterback ‘scrambler’. Porém, mesmo com seus próprios problemas de lesão no College, o calouro é muito mais móvel e capaz de executar os conceitos do coordenador Zac Robinson. Para se ter ideia, tanto Jared Goff como Matthew Stafford atualmente, são extremamente capazes de executarem o sistema dos Rams, e estão longe de serem ‘velocistas’.

Por fim, os adversários ainda não sabem exatamente o que esperar de Penix Jr e isso pode ser fundamental para vitórias importantes nas próximas três rodadas. Seu potente braço esquerdo e capacidade de realizar passes e conceitos que Cousins não consegue mais, podem ser um fator essencial em uma classificação de Atlanta aos playoffs.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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