George Pickens vive a melhor fase da carreira nos Cowboys, enquanto Steelers amargam um ataque sem produção aérea e crÃticas ao negócio
A troca de George Pickens realizada pelos Steelers com os Cowboys na última offseason da NFL parecia, naquele momento, um alívio para uma franquia cansada de polêmicas internas. Após três anos entre lances espetaculares e episódios de indisciplina – incluindo atraso em pleno jogo de Natal contra os Chiefs e constantes problemas no vestiário – Pittsburgh decidiu que era hora de seguir em frente.
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Dessa forma, o polêmico wide receiver foi enviado ao Dallas Cowboys em troca de escolhas no Draft de 2026 e 2027, em um movimento que dividiu opiniões, principalmente levando-se em conta a produção ofensiva e técnica pura do jovem recebedor.
SPIN MOVE. HURDLE. GEORGE PICKENS IS RIDICULOUS
— NFL (@NFL) November 28, 2025
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Contudo, com a temporada 2025 chegando à reta decisiva, o cenário mudou drasticamente. George Pickens não apenas se adaptou, como também explodiu em Dallas, transformando uma saída turbulenta em combustível para a melhor fase de sua carreira, enquanto divide o foco ofensivo com outro super-astro da posição, CeeDee Lamb.
Na época, o raciocínio dos Steelers parecia lógico, embora questionável. Adquirir DK Metcalf por um contrato milionário e evitar manter duas personalidades fortes na mesma sala de recebedores. Pickens se encaminhava para o último ano de contrato, e Dallas surgiu como um destino perfeito ao lado de Dak Prescott e CeeDee Lamb. Enquanto isso, Metcalf chegou após forçar sua saída dos Seahawks.
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No entanto, os números escancaram a diferença. Antes de entrar em campo contra os Chiefs, em apenas 11 partidas, George Pickens acumulou 67 recepções, 1.054 jardas e dez touchdowns, pouquíssimas jardas atrás de todos os recebedores dos Steelers…somados (1.082 jardas).
George Pickens currently has MORE REC YDS than the Steelers WRs have COMBINED 🤯
— Bleacher Report (@BleacherReport) November 28, 2025
Pickens: 1,142 YDS
Steelers WRs: 1,082 YDS
Can't believe he was traded for a 2026 third-round pick and a 2027 fifth-round pick 🤷♂️ pic.twitter.com/LQc7fao42o
Porém, levando em consideração sua excelente performance na partida de Thanksgiving, ele melhorou ainda mais seus números e ultrapassou em todos os quesitos principais, incluindo jardas, o grupo de WRs de Pittsburgh. Quando comparado a DK Metcalf, a disparidade fica ainda maior, levando-se em conta que o veterano ex-Seattle possui 42 recepções, 573 jardas e cinco touchdowns – menos da metade da produção geral de George Pickens.
A comparação com Metcalf, contratado para ser o novo protagonista aéreo, é de fato, muito contundente. Já Calvin Austin, o segundo mais produtivo do elenco, soma apenas 278 jardas em nove jogos reflexo de um ataque que simplesmente não engrena de forma alguma e depende muito da criatividade de Aaron Rodgers e de outros nomes no jogo terrestre, como Jaylen Warren e Kenneth Gainwell.
Por fim, os outros recebedores, Roman Wilson, Ben Skowronek e Scotty Miller lutam para somar 231 jardas juntos. De qualquer forma, George Pickens já quebrou recordes pessoais neste ano em recepções, touchdowns e jardas por jogo, além da maior marca de jardas na carreira – tudo com mais cinco jogos para realizar até o fim da temporada.
É verdade que os Steelers tinham motivos extracampo para abrir mão do recebedor. Discussões em campo, brigas em Cleveland, reclamações públicas e até episódios em que precisou ser contido pelos próprios companheiros fizeram parte do histórico de George Pickens em Pittsburgh.
Para comentaristas da NFL como Kay Adams, o negócio, atualmente, pode ser classificado como “uma das piores trocas da história da NFL”. E, a cada dia que passa, para os Steelers, talvez, seja difícil discordar.
Curiosamente, desde que chegou a Dallas, George Pickens mostrou comportamento exemplar – salvo uma breve punição por atraso no jogo contra os Raiders, compartilhada com CeeDee Lamb. No restante, tornou-se peça vital em um ataque explosivo e bem ajustado.

A realidade é dura para Pittsburgh: falta explosão, falta profundidade, falta exatamente o tipo de jogador que Pickens se tornou em Dallas. Enquanto o ataque segue estagnado, o wide receiver vive o ano que todos esperavam – mas nunca viram com a camisa dos Steelers.
Talvez, isso seja culpa da falta de criatividade do coordenador Arthur Smith, que nunca se provou capaz de esquematizar George Pickens como ele vem sendo utilizado em Dallas.
De uma forma ou de outra, agora resta à franquia lidar não só com o impacto da decisão, mas também com a sensação incômoda de ter entregue um talento raro em uma das posições mais valiosas do esporte – enquanto luta para encontrar jogadores minimamente úteis, nesta mesma posição.
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