Quarterback Drake Maye assume risco no momento decisivo, surpreende defesa dos Broncos e sela vitória histórica dos Patriots na final da AFC
Os números de Drake Maye podem, de fato, estar distantes do que se espera de um candidato a MVP. Porém, suas tomadas de decisão, em especial nos momentos cruciais desses playoffs, foram chave para a classificação do New England Patriots ao Super Bowl LX, um ano depois de uma campanha 4-13.
Com apenas sete jardas pela frente, Maye sabia que um first down mataria o a Final da AFC contra os Brocnos de uma vez por todas. Com pouco menos de dois minutos no relógio e vantagem mínima no placar, New England precisava apenas mover as correntes contra a melhor defesa da NFL, que anulou praticamente qualquer tentativa explosiva durante toda a partida.
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Então, com as condições extremas de nevasca, o plano ofensivo parecia claro, como foi por todo o segundo tempo: correr com a bola, gastar tempo e sair de campo com a vitória por 10 a 7. No entanto, foi nesse momento que Drake Maye decidiu escrever seu nome de forma definitiva na história da partida.
DRAKE MAYE OUTRUNS HIM
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Bem como, a chamada enviada pelo coordenador Josh McDaniels indicava mais uma corrida externa com Rhamondre Stevenson, para a direita. Essa chamada, inclusive, aconteceu na maior parte do segundo tempo – condicionando tanto a linha ofensiva dos Patriots, como a defesa adversária.
Então, como esperado, a execução inicial foi quase perfeita. Dez dos 11 jogadores ofensivos cumpriram exatamente o que estava desenhado no playbook. O detalhe que ninguém esperava veio exatamente de Drake Maye.
Maye recebeu o snap, simulou o handoff e manteve a bola em um bootleg pelo lado oposto. A defesa dos Broncos mordeu completamente a finta – exatamente por estar condicionada em todo o segundo tempo pelas chamadas de McDaniels – acompanhando o fluxo da jogada para o outro lado do campo. O resultado foi um espaço aberto que transformou uma situação conservadora em uma decisão agressiva e cirúrgica.
Segundo o center Garrett Bradbury, a surpresa foi geral, inclusive entre os companheiros. O quarterback sequer avisou que poderia manter a bola, apostando exclusivamente na leitura em campo e no elemento surpresa. Há a possibilidade do coordenador ter dado esta opção para Drake Maye, porém o jogador decidiu mesmo não informar seus companheiros – possivelmente, para não confundir a mente da linha ofensiva.

Com a defesa deslocada, apenas o linebacker Jonah Elliss teve ângulo para tentar impedir o avanço. Ainda assim, o duelo de velocidade e agilidade em campo aberto favoreceu Drake Maye, que mostrou explosão, leitura espacial e coragem para atacar o first down, botando ponto final na partida.
O quarterback alcançou as jardas necessárias e, mesmo saindo de campo, garantiu a conversão que permitiu aos Patriots entrarem em formação de vitória pouco depois. Foi uma jogada simples no desenho, mas extremamente complexa no contexto, especialmente considerando o clima, a situação do jogo e o peso do momento.
Após a partida, Maye explicou que percebeu um relaxamento defensivo e decidiu explorar isso. Mesmo ciente de que poderia ouvir críticas por sair do campo, ele entendeu que a prioridade era garantir a conversão – e estava certo.
“Estávamos com a formação pesada, executando a mesma jogada para a direita, uma pequena corrida. Em algum momento, eles relaxaram e eu tinha uma chance de contornar as pontas. Achei que ele ia me perseguir e me derrubar, mas conseguimos avançar o suficiente para a primeira descida”, explicou Drake Maye, em sua coletiva de imprensa pós-jogo.
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A decisão de Drake Maye não foi apenas um lance isolado. Ela simboliza a confiança total que a comissão técnica deposita em seu quarterback e reflete o amadurecimento do jogador ao longo da temporada. Em um jogo onde o erro poderia custar uma ida ao Super Bowl, Maye optou por confiar no instinto.
“O técnico (Mike Vrabel) provavelmente ficaria bravo por eu ter saído de campo, mas naquele momento não importava quando você conquistava a primeira descida. Foi um momento legal e foi legal comemorar com aqueles caras. É sempre legal terminar em formação de vitória”, concluiu o camisa 10 dos Patriots.
O resultado foi uma jogada digna de MVP, mostrando compostura, leitura de jogo e poder de decisão, com dedicação total ao resultado final – e não às estatísticas. Em meio ao frio, à pressão e a uma defesa de elite, o jovem quarterback mostrou controle emocional e ousadia. No fim, os Patriots não apenas venceram o jogo e se classificaram ao Super Bowl LX – eles encontraram em Drake Maye o rosto definitivo de uma franquia que busca retornar ao topo da NFL.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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