Dallas Cowboys 'blindou' Micah Parsons com uma manobra criativa em negócio com Packers e para impedir que ele seja trocado futuramente para rival
O nome Micah Parsons ainda ecoa em Dallas, mesmo após sua saída dos Cowboys numa mega-troca antes do início desta temporada da NFL. O astro, um dos favoritos ao prêmio de Jogador Defensivo do Ano, agora brilha com a camisa do Green Bay Packers. Porém, uma uma cláusula secreta no contrato garante que ele não vista o uniforme de um dos maiores rivais do antigo time tão cedo: o Philadelphia Eagles.
De acordo com informações obtidas pela ESPN americana, o acordo entre Cowboys e Packers incluiu uma rara “poison pill” – literalmente, ‘pílula de veneno’ em português -, que é uma condição contratual criada para impedir uma futura troca de Parsons dentro da divisão NFC Leste.

Caso Green Bay negocie o defensor para qualquer equipe dessa divisão, incluindo os Eagles, o time seria obrigado a enviar sua escolha de primeira rodada de 2028 de volta aos Cowboys. A medida, pouco comum na NFL moderna, demonstra o tamanho da rivalidade e da preocupação do time texano em não ver um dos melhores pass-rushers da liga reforçar um dos seus principais rivais.
O acordo entre Cowboys e Packers foi um dos grandes movimentos da offseason da NFL em 2025. Além de Parsons, o negócio envolveu o defensive tackle Kenny Clark, que foi para Dallas com uma cláusula semelhante – impedindo os Cowboys de enviá-lo para um time da NFC Norte, sob o mesmo risco de perder uma escolha de primeira rodada.
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Essa “poison pill” tem validade até o fim da temporada de 2026, o que significa que os Packers só poderão negociar Parsons com os Eagles (ou outro rival de divisão dos Cowboys) a partir de 2027.
O precedente para esse tipo de cláusula vem do próprio histórico dos Packers. Em 2008, o time aplicou regra semelhante no acordo que enviou Brett Favre para o New York Jets, proibindo que ele fosse repassado ao Minnesota Vikings – outro rival direto – sob pena de perder múltiplas escolhas de Draft.
Micah Parsons trade to the Packers reportedly included a ‘poison pill’ that the Cowboys inserted to block a deal to the Eagles
— The Eagle Times (@_TheEagleTimes) November 9, 2025
The poison pill condition states that if the Packers decide to trade Parsons to the Eagles, then Green Bay would owe Dallas its 2028 first round pick 😳 pic.twitter.com/6FhN2TiJeF
Desde sua chegada a Green Bay, Parsons tem sido o motor da defesa. Com 6,5 sacks em oito jogos, ele ajudou o time a alcançar a quinta melhor defesa total da NFL até o momento. O jogador rapidamente se tornou um líder no vestiário e a face da nova era defensiva dos Packers.
Após meses de negociações frustradas por um novo contrato em Dallas, o linebacker foi trocado e, logo em seguida, assinou um acordo recorde de quatro anos e US$ 188 milhões, com US$ 120 milhões garantidos no ato.
Do outro lado, os Eagles, atuais campeões do Super Bowl, chegaram a fazer uma forte investida por Parsons antes da troca, mas os Cowboys rejeitaram qualquer possibilidade de negociação dentro da divisão. A cláusula da “pílula venenosa” apenas oficializou o que Dallas já deixava claro – não reforçar o maior rival de forma alguma.

Curiosamente, Parsons nasceu em Harrisburg, Pensilvânia, e foi um astro em Penn State, o que tornaria uma ida aos Eagles um verdadeiro “retorno para casa”. No entanto, esse cenário agora está fora de questão por pelo menos dois anos.
Enquanto isso vem à tona, os Packers (5-2-1) se preparam para enfrentar os Eagles (6-2) nesta segunda-feira (10), no que promete ser um Monday Night Football gelado climaticamente, mas quentíssimo dentro das quatro linhas.
Por sua vez, Parsons entrará em campo com um sabor especial – enfrentará o time que já sonhou defender – mas que, por contrato, está proibido de recebê-lo, ao menos nos próximos anos.
Para os Cowboys, a jogada foi estratégica e emocional. Em uma liga onde cada detalhe pode mudar o rumo de uma temporada, Dallas garantiu que, se um dia tiver de ver Parsons novamente, será em qualquer outro time – e não dentro da própria divisão.
No fim das contas, a cláusula “venenosa” dos Cowboys pode ter sido o antídoto perfeito contra o pesadelo de ver seu ex-astro brilhar com os Eagles justamente no auge de sua carreira.

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