Dallas recebeu duas escolhas de primeira rodada e o defensive tackle Kenny Clark, além de ‘evitar’ o enorme contrato oferecido pelos Packers a Parsons: quatro anos e US$ 188 milhões, sendo US$ 136 milhões garantidos. Para Jones, o pacote proporciona flexibilidade financeira e ferramentas de reconstrução a longo prazo.
No entanto, a ausência do astro já se faz sentir. Parsons, mesmo se recuperando de lesão e sem ritmo de jogo, soma 1,5 sacks em apenas dois jogos com Green Bay. Além disso, sua capacidade de atrair bloqueios duplos abre espaço para jovens como Lukas Van Ness brilharem.
Então, o resultado é uma defesa dominante que ajudou os Packers a começarem 2-0 contra rivais diretos da NFC, como Detroit Lions e Washington Commanders.
Enquanto isso, os Cowboys parecem mais vulneráveis. Sem seu líder defensivo, a unidade perdeu intensidade, e o impacto de Parsons como “multiplicador” de talento é impossível de replicar com simples escolhas de draft ou outros jogadores de menor nível técnico.
É verdade que o movimento pode render frutos no médio prazo, sem dúvidas. Com mais espaço no teto salarial e reforços vindos das futuras escolhas, Dallas pode montar uma base sólida ao redor de Prescott. Mas, no presente, a saída de um jogador geracional deixa um vazio difícil de preencher.
Por fim, o dilema de Jerry Jones resume bem a aposta: sacrificar a defesa de elite de hoje em troca de um possível elenco equilibrado no futuro. Resta saber se, quando esse futuro chegar, a janela de Prescott com os Cowboys, ainda estará aberta.
Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.