Queda livre, derrotas constrangedoras e sinais mistos colocam Arizona Cardinals diante de decisão crucial para 2026 com técnico Gannon
A temporada do Arizona Cardinals caminha para um fim melancólico. O que começou com esperança e um surpreendente 2-0 rapidamente se transformou em um colapso difícil de explicar. Agora, com 13 derrotas nos últimos 14 jogos, a principal pergunta em Glendale é direta: Jonathan Gannon seguirá como técnico para um quarto ano?
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O proprietário Michael Bidwill mantém o silêncio habitual, mas a pressão cresce. A goleada sofrida por 37 a 14 diante do Cincinnati Bengals escancarou problemas recorrentes, tanto técnicos quanto disciplinares. Ainda assim, Gannon demonstra confiança de que permanecerá no cargo, destacando esforço e comprometimento do elenco – embora admita, publicamente, que o nível de jogo está aquém do aceitável.
O histórico recente joga parcialmente a favor do treinador. Nos dois primeiros anos, os Cardinals pareciam seguir uma trajetória de crescimento. Em 2023, o time terminou 4-13 em um claro processo de reconstrução. No ano seguinte, evoluiu para 8-9 e brigou por vaga nos playoffs até as semanas finais, algo relevante para uma franquia em transição.
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Além disso, Gannon ainda conta com respaldo interno. Apesar da campanha desastrosa, não há sinais públicos de ruptura no vestiário. Soma-se a isso uma lista de lesões praticamente sem precedentes: contra os Bengals, Arizona tinha 23 jogadores no injured reserve ou na lista de non-football injury, o maior número da NFL nesta temporada. Bem como, o impacto no rendimento coletivo foi evidente.
Carson Palmer is the ONLY QB to have a winning record on the Arizona Cardinals (min 10 starts)
— Zay (@TheMarvSpace) December 15, 2025
Yes, that stat is as sad as it sounds. pic.twitter.com/K0pkl023Ki
Por outro lado, os pontos negativos são difíceis de ignorar. Os Cardinals acumulam atuações constrangedoras, que rapidamente apagam os avanços recentes. O exemplo mais simbólico veio na Semana 5, contra o Titans, quando Emari Demercado soltou a bola antes do touchdown ao comemorar antecipadamente. A jogada iniciou uma virada improvável, transformando uma vantagem de 21-9 em derrota por 22-21.
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O episódio ganhou contornos ainda piores quando Gannon foi flagrado discutindo de forma agressiva com o jogador à beira do campo, resultando em multa de US$ 100 mil aplicada pela própria franquia. O controle emocional do treinador passou a ser questionado.
Mesmo em um ano sombrio, há destaques. Trey McBride entrou para a história ao estabelecer o recorde de recepções para um tight end em uma única temporada, com 119, superando a marca de Zach Ertz. Ele se tornou o principal pilar ofensivo dos Cardinals e uma rara fonte de consistência.
Por sua vez, Michael Wilson segue em clara ascensão. O wide receiver somou 907 jardas na temporada e está a uma boa atuação de alcançar a marca simbólica de 1.000 jardas no jogo final da semana 18. Em um cenário de incertezas, ele surge como peça confiável para o futuro dos Cardinals.

No entanto, assim como nos últimos anos nos Cardinals, a defesa é o setor mais preocupante. Contra os Bengals, permitiu dez conversões em 15 terceiras descidas. Durante a atual sequência de oito derrotas, Arizona cede média de 35 pontos por jogo – número incompatível com qualquer projeto competitivo.
A indisciplina também virou marca negativa. Na derrota por 41 a 22 para os 49ers, Arizona cometeu 17 faltas – recorde da franquia. Dentro da NFC Oeste, o cenário é ainda mais alarmante: 0-5 contra rivais divisionais e três derrotas seguidas por um total de 71 pontos.
Uma nova derrota para o Rams pode gerar um dado constrangedor, o de mais derrotas do que o restante da divisão somado. Talvez o tempo de Jonathan Gannon no Arizona Cardinals, semelhantemente ao de Kyler Murray, esteja mais próximo do fim do que imagina-se.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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