Uma polêmica envolvendo o treinador Bill Belichick tomou conta do noticiário da NFL nesta terça-feira (27). Isso porque o lendário comandante da dinastia do New England Patriots não foi eleito para o Hall da Fama do futebol americano no primeiro ano de elegibilidade. Belichick não conseguiu angariar os 40 votos (entre 50 votantes) necessários para receber a seleção.
Don Van Natta Jr. e Seth Wickersham, da ESPN americana, anteciparam a informação. De acordo com a dupla, o veterano foi avisado do acontecimento na sexta-feira (23). Fontes próximas relataram que ele teria se sentido “intrigado” e “decepcionado” com a notícia, questionando a decisão através de seu currículo vitorioso.
Bill Belichick will not be a first-ballot Hall of Famer as he fell short of the 40 out of 50 votes needed, sources told @DVNJr and @SethWickersham.https://t.co/ICRciBIVS6
— ESPN (@espn) January 27, 2026
Depois de uma tímida carreira universitária como jogador, Bill Belichick começou a trajetória à beira do gramado ainda em 1975, como assistente técnico do então Baltimore Colts. Depois de passar por diferentes franquias, incluindo o New York Giants, onde participou da conquista de dois títulos do Super Nowl como coordenador defensivo, chegou ao New England Patriots em 1996.
Depois de apenas um ano, deixou a equipe para se juntar ao rival de divisão New York Jets, também como assistente e coordenador defensivo. Em 2000, porém, retornaria aos Patriots, desta vez para ficar. Já na segunda temporada à frente do time, lideraria New England à primeira conquista de Super Bowl de sua história, com a vitória sobre o Los Angeles Rams (então St. Louis Rams) na grande decisão.
Desde então, acumulou um total de seis títulos pelos Pats, permanecendo no comando até o ano de 2023. Neste período, se transformou no segundo treinador com maior número de vitórias. Com 333, incluindo temporada regular e playoffs, está atrás apenas de Don Shula, que terminou a carreira com 347.
Ainda de acordo com a reportagem da ESPN americana, múltiplas fontes afirmaram que a surpreendente ausência de Belichick pode ser explicada pelos escândalos de trapaça – ‘Spygate’ e ‘Deflategate’ que surgiram em meio às campanhas vitoriosas dos Patriots.
O ‘Spygate’ aconteceu em 2007, quando a NFL encontrou evidências de que um assistente de vídeo de New England estaria gravando as jogadas defensivas dos Jets, prática proibida pela liga. Na ocasião, a franquia acabou punida com a perda de uma escolha de primeira rodada de Draft e uma multa de US$ 500 mil. Belichick também foi multado em US$ 250 mil.
As fontes informaram ainda que Bill Polian, ex-general manager de Buffalo Bills e Indianapolis Colts e um dos votantes do Hall da Fama teria dito aos companheiros que Belichick “deveria esperar mais um ano” por conta do escandâlo.
O ‘Deflategate’, por sua vez, ocorreu durante a final da AFC na temporada 2014, quando Tom Brady teria exigido que as bolas utilizadas na partida que garantiu a vaga dos Patriots no Super Bowl XLIX fossem deliberadamente esvaziadas. O quarterback acabou suspenso por quatro jogos na campanha de 2016, enquanto New England recebeu uma multa de US$ 1 milhão e perdeu duas escolhas de Draft do mesmo ano.

Atualmente exercendo o cargo de treinador da Universidade da Carolina do Norte, Bill Belichick terá de esperar mais um ano para, quem sabe, finalmente ser coroado com a seleção para o Hall da Fama. Em 2025, o head coach foi finalista ao lado de Robert Kraft, presidente do New England Patriots e seu companheiro na construção da dinastia.
O mandatário, que não tem boa relação com Belichick, também está elegível pela primeira vez. O grupo de votantes do Hall da Fama é formado, em sua maioria, por jornalistas com grande experiência na cobertura da NFL. Mas, conta também com treinadores, general managers, entre outras figuras internas do esporte.
nba
nfl
mlb
nhl Mineiro, jornalista e completamente viciado em futebol e basquete. Começou a se interessar pelo basquete assistindo vídeos de Allen Iverson e Tony Parker, mas se apaixonou de vez pelo esporte e pelo Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki em 2008. Tem também um carinho especial por NHL, MLB e NFL, onde é torcedor de Los Angeles Kings, New York Mets e New Orleans Saints.
Leia mais
NFL