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NCAA: March Madness não terá expansão para além de 68 times na temporada 2025-26

Vinícius Ferreira

Vice-presidente da NCAA, Dan Gavitt confirma manutenção do atual formato, mas não descarta mudanças para o ano seguinte

Os torneios masculino e feminino da NCAA não passarão por uma expansão além de 68 times na temporada 2025-26 do basquete universitário, conforme anunciado pelo vice-presidente sênior de basquete da NCAA, Dan Gavitt, nesta segunda-feira (4). No entanto, a adição de novas equipes ao March Madness continuará sendo estudada para o campeonato de 2027.

A discussão sobre um possível crescimento do torneio para 72 ou 76 equipes ganhou força na última primavera norte-americana, mas a medida enfrenta alguns desafios. O presidente da NCAA, Charlie Baker, comentou que o principal obstáculo seria a logística do calendário, que precisaria durar menos de oito semanas.

“O torneio precisa começar depois que os campeonatos das conferências acabarem. E hoje o Selection Sunday acontece duas horas após o fim do último jogo e precisa terminar até terça-feira, antes do Masters. Não há muito espaço. Qualquer expansão que fizermos, vamos ter que descobrir como implementá-la e, depois, como fazê-la funcionar logisticamente”, explicou Baker.

Mesmo com as dificuldades, o dirigente reconheceu que uma eventual ampliação no número de participantes poderia aumentar o valor do evento. A NCAA já teve “boas conversas” com os parceiros de transmissão CBS e Warner Bros. Discovery, que detêm os direitos até 2032 por meio de um contrato avaliado em cerca de US$ 1,1 bilhão por ano.

Crescimento divide opiniões

A última grande mudança no formato do March Madness ocorreu em 2011, quando o número de participantes saltou de 64 para 68 equipes. Como consequência, a organização introduziu o First Four, uma fase preliminar entre os times de menor ranqueamento, que define os últimos classificados ao mata-mata.

A ideia de expansão divide opiniões entre personalidades do basquete universitário. Técnicos como Tom Izzo, Dan Hurley e Nate Oats defendem a permanência do formato atual. Enquanto isso, Sean Miller, de Texas, afirmou em entrevista à CBS Sports que não veria problema em ampliar o número de participantes.

“Nunca o torneio pareceu tão equilibrado, com poucas exceções”, disse Miller. “Em qualquer noite, é impressionante o que pode acontecer em um jogo de 40 minutos. Acho que adicionar mais profundidade a isso só vai tornar algo que já é bom ainda melhor.”

O comissário da SEC, Greg Sankey, declarou que a conferência também apoia a expansão, mas com cautela: “Se houver motivos do ponto de vista da transmissão, financeiro, logístico ou de realidades competitivas que não apoiem a expansão, vamos ficar bem. Mas acredito que essa é a direção certa, pelo menos para ser explorada”, disse durante os media days do futebol americano da conferência no mês passado.

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Jornalista. Começou a acompanhar NFL por influência paterna e expandiu seu amor aos outros esportes americanos. Torcedor do Los Angeles Lakers, Rams e Dodgers, além de santista roxo.

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