Semifinais do College Football Playoff colocam tradição, reconstrução e fome histórica frente a frente em 2025-26
Finalmente, o mata-mata do College Football Playoff está chegando aos seus momentos derradeiros. Após intensos jogos eliminatórios na virada de 2025 para 2026, restam agora apenas quatro universidades – Indiana, Oregon, Miami e Ole Miss – todos ainda em busca de algo maior do que apenas vitórias.
Dessa forma, o título nacional, que será decidido em 19 de janeiro, encerrará um jejum histórico para qualquer um deles. Agora, com as semifinais definidas, o cenário combina campanhas dominantes, ajustes táticos, surpresas e narrativas que dão novo fôlego ao futebol americano universitário neste formado de playoffs.
WE’RE DOWN TO 4️⃣‼️#CFBPlayoff #NationalChampionship pic.twitter.com/2sxSjuTQvY
— College Football Playoff (@CFBPlayoff) January 2, 2026
A primeira semifinal do College Football Playoff coloca frente a frente duas equipes que cresceram no momento certo. Miami chega embalada após eliminar Texas A&M e, principalmente, o atual campeão Ohio State no Cotton Bowl. O diferencial dos Hurricanes tem sido uma defesa agressiva, com pass-rush constante e capacidade de causar problemas – e até mesmo vencer jogos, dessa forma. Foi assim que a equipe construiu a vitória por 24 a 14, impondo ritmo e intensidade do início ao fim.
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Do outro lado, Ole Miss chega após um jogo eletrizante contra Georgia no Sugar Bowl. A vitória por 37 a 34 – com dois field goals perfeitos e decisivos do filho de brasileiros Lucas Carneiro – mostrou maturidade ofensiva e resiliência, especialmente do quarterback Trinidad Chambliss.
Sua mobilidade foi decisiva diante da pressão dos Bulldogs, algo que pode novamente ser testado contra Miami. Mesmo assim, a capacidade dos Rebels de ajustar o plano de jogo em tempo real mantém a semifinal em aberto, apesar do favoritismo inicial dos Hurricanes.
Lucas Carneiro, filho de brasileiros, fazendo o chute da classificação de Ole Miss para as semifinais do College Football Playoff.
— oQuarterback (@oQuarterback) January 2, 2026
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A outra semifinal reúne os dois times que mais impressionaram visualmente nos bowls. Indiana atropelou o Alabama por 38 a 3 no Rose Bowl, em uma atuação que redefiniu a hierarquia nacional. A defesa dos Hoosiers neutralizou completamente o ataque do Crimson Tide, enquanto o ataque operou com eficiência cirúrgica sob o comando do vencedor do Troféu Heisman, Fernando Mendoza. Não por acaso, Indiana aparece como amplo favorito ao título neste momento.
Oregon, por sua vez, apresentou autoridade defensiva ao vencer Texas Tech por 23 a 0 no Orange Bowl. Foi apenas o terceiro shutout da história do College Football Playoff, um feito que reforça a evolução dos Ducks em jogos grandes. Ainda assim, o desempenho ofensivo deixou pontos de interrogação. A equipe criou boas posições de campo, mas desperdiçou oportunidades claras de ampliar o placar.
There’s a new Hater narrative that says
— John Frascella (Football) (@NFLFrascella) January 2, 2026
“Fernando Mendoza is bad against pressure”
– Alabama blitzed him a season HIGH 12 times today
– Mendoza went 8 for 8 for 161 yards
– Had THREE touchdowns against 5 or more pass rushers
That narrative is BS
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O histórico recente adiciona tempero: Indiana venceu Oregon por 30 a 20 na temporada regular, limitando o ataque dos Ducks a apenas 267 jardas. O quarterback Dante Moore lançou duas interceptações naquela partida, algo que Oregon precisará evitar para equilibrar o duelo.
Independentemente dos vencedores das semifinais do College Football Playoff, que acontecem nos dias 8 e 9 de janeiro, o jogo do título garantirá um campeão com longa espera – ou um inédito. Miami não levanta o troféu desde 2001. Ole Miss reivindica um título de 1960. Indiana e Oregon jamais conquistaram um campeonato nacional.
Esse contexto transforma o desfecho do College Football Playoff em algo maior do que a simples coroação de um campeão. No final das contas, é uma oportunidade de redefinir identidades, encerrar décadas de expectativa e, talvez, inaugurar uma nova potência no cenário nacional. As semifinais não prometem apenas grandes jogos – prometem capítulos decisivos da história do futebol americano universitário.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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