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Russell Westbrook assina com o Sacramento Kings

Matheus Puk

Confirmando especulações, Russell Westbrook, MVP da NBA em 2017, está de casa nova após assinar com o Sacramento Kings

Finalmente, Russell Westbrook tem uma nova equipe na NBA – o Sacramento Kings. Segundo informações de Shams Charania, da ESPN americana, o MVP de 2017 assinou com a franquia da conferência Oeste, confirmando rumores recentes, nesta quarta-feira (15). Agora, ‘Russ’ receberá US$ 3,6 milhões por um ano com o time de Sacramento.

Dessa forma, os Kings solucionam uma das principais lacunas no seu elenco. Vale lembrar que, durante a offseason, apenas Dennis Schroder chegou para suprir a saída de De’Aaron Fox na armação da equipe. Agora, no entanto, Russell Westbrook traz grande experiência e visão de jogo a uma unidade que necessita muito dessas habilidades.

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Russell Westbrook chega a sua sétima equipe em 18 temporadas

A longevidade de Russell Westbrook na NBA é, por si só, uma façanha. Aos 36 anos, o armador completou uma temporada produtiva pelo Denver Nuggets, com médias de 13,3 pontos, 6,1 assistências e 4,9 rebotes em 75 jogos – números que o colocam em um seleto grupo de apenas 17 jogadores capazes de atingir tais marcas em 2024-25. Mesmo após quase duas décadas de carreira, Westbrook continua sendo sinônimo de intensidade, explosão e entrega absoluta.

Por muito tempo, ele foi o motor das equipes por onde passou – especialmente no Oklahoma City Thunder, onde conquistou o título de MVP em 2017 e se tornou um ícone da franquia. Desde então, sua trajetória passou por altos e baixos.

Bem como, após sair do Thunder, ele teve passagens decepcionantes pelos Rockets, Wizards, Los Angeles Lakers, Clippers e por fim, os Nuggets. Em meio à queda de eficiência nos arremessos e ao aumento no número de erros, Russell Westbrook precisou se reinventar para continuar relevante em um cenário cada vez mais voltado ao espaçamento e ao jogo coletivo.

Adaptação e evolução como coadjuvante

Em Denver, Westbrook encontrou um novo papel. Ao lado de Nikola Jokić, ele se tornou um facilitador complementar, explorando espaços criados pelo pivô sérvio e reduzindo sua dependência da bola. A parceria funcionou.

Bem como, o veterano registrou seu maior aproveitamento próximo ao aro desde 2021 (64%), além de mostrar evolução nos arremessos da zona morta – onde converteu 42% das tentativas e acertou 45 bolas de três, recorde pessoal.

Seu impacto também foi sentido nos momentos decisivos. Westbrook teve uma participação fundamental na vitória dos Nuggets sobre os Clippers na primeira rodada dos playoffs. Sua energia contagiante e capacidade de acelerar o jogo transformaram o ritmo da equipe na dura série.

No entanto, a intensidade que o torna tão singular também cobra seu preço. Na série seguinte, contra o Oklahoma City Thunder, o armador enfrentou dificuldades severas, com 34,8% de aproveitamento nos arremessos e mais erros (18) do que assistências (17). Assim, ele acabou deixando Denver com uma aparência negativa ao torcedor.

Nov 19, 2024; Memphis, Tennessee, USA; Denver Nuggets guard Russell Westbrook (4) drives to the basket as Memphis Grizzlies forward Jake LaRavia (3) falls during the first half at FedExForum.
Russell Westbrook teve papel de coadjuvante nos Nuggets em 2024-25 – (Foto: Petre Thomas – Imagn Images)

Legado de Russell Westbrook é marcado por intensidade e imprevisibilidade

Logo após a eliminação, Russell Westbrook passou por cirurgia na mão direita para reparar duas fraturas – mais um obstáculo em uma carreira marcada por resiliência. Mesmo assim, ele continua sendo um dos personagens mais fascinantes da NBA moderna, com sua paixão pelo jogo, além de um espírito competitivo e imprevisível.

Hoje, Westbrook representa o que muitos chamariam de “aposta de alto risco e alta recompensa”. Seu arremesso inconsistente e as falhas de decisão ainda podem comprometer um segundo time, mas sua liderança, durabilidade e energia incansável continuam sendo trunfos valiosos para qualquer equipe que busque intensidade e mentalidade vencedora.

Enquanto o tempo passa e as críticas aumentam, Russell Westbrook segue fiel à sua essência e, entrando na fase final de sua carreira, ele espera levar seus aprendizados, maturidade e habilidades a um elenco dos Kings que necessita de cada uma dessas características.

Matéria atualizada às 14h12 de Brasília*

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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